Protelei muito até escrever sobre esse filme, mas eis que chega uma hora de ociosidade no trabalho. Melhor aprovietá-la bem.
Batman - O Cavaleiro das Trevas ★ ★ ★ ★
Christopher Nolan. The Dark Knight. EUA, 2008
Dando sequência à sua reinvenção cinematográfica do herói de Gotham City, Cristopher Nolan começa onde Batman Begins terminou. Gotham está infestada de criminosos excêntricos, dignos do seu herói, o homem-morcego. De um lado, surge a esperança através do promotor Harvey Dent, que está sendo bem-sucedido em capturar os mafiosos da cidade. Do outro, aparece um vilão que não segue as regras do jogo e seu único interesse parece ser revelar a identidade de Batman: o Coringa.
Nolan tenta fazer o seu filme ser o mais realista possível, o que me faz sentir saudades da Gotham gótica de Tim Burton. Porque, se não dá para acreditar que pessoas reais como Batman e Coringa sejam reais de nenhuma maneira, e é este o caso, utilizar a linguagem cinematográfica realista não ajuda em nada a construção do filme. Falta a inventividade de um Burton ou del Toro, para citar um outro cineasta que conseguiu um feito razoável em outro filme do gênero.
Ao menos o espetáculo é conduzido bem. Batman tem 2 ou 3 reviravoltas, perseguição de carros, mortes, cenas de luta e tudo o que está no manual de filmes de ação para deixar o espectador acordado. Ao mesmo tempo, o texto está longe de ser a estupidez habitual. O Coringa, destaque absoluto do filme, nos leva a torcer pelo vilão, não para que ele se dê bem, mas para dar o ar da graça ao menos mais uma vez em tela. É realmente mórbido pensar que a cada cena que passa, será menos uma cena do Heath Ledger, jovem e excele ator que partiu muito cedo.
Não gosto do desfecho. Acho que a história do Duas-Caras foi mal aproveitada e merecia um filme só para ele. Mesmo com o bom ritmo, o filme ficou muito longo. Esse parece um parágrafo mau humorado, mas a verdade é que eu gostei bastante do filme, para justificar as duas vezes que eu o vi no cinema. Mas certos aspectos não podem passar em branco.
Se o Nolan está no caminho certo? Não resta dúvidas, principalmente considerando as incursões de Joel Schumacher. Mas gostaria de que, para o próximo Batman, Nolan injetasse algo de mais artístico e não se limitasse a confiar apenas no carisma dos seus intérpretes. Aí sim, teríamos um filme dos melhores.
Batman - O Cavaleiro das Trevas ★ ★ ★ ★
Christopher Nolan. The Dark Knight. EUA, 2008
Dando sequência à sua reinvenção cinematográfica do herói de Gotham City, Cristopher Nolan começa onde Batman Begins terminou. Gotham está infestada de criminosos excêntricos, dignos do seu herói, o homem-morcego. De um lado, surge a esperança através do promotor Harvey Dent, que está sendo bem-sucedido em capturar os mafiosos da cidade. Do outro, aparece um vilão que não segue as regras do jogo e seu único interesse parece ser revelar a identidade de Batman: o Coringa.
Nolan tenta fazer o seu filme ser o mais realista possível, o que me faz sentir saudades da Gotham gótica de Tim Burton. Porque, se não dá para acreditar que pessoas reais como Batman e Coringa sejam reais de nenhuma maneira, e é este o caso, utilizar a linguagem cinematográfica realista não ajuda em nada a construção do filme. Falta a inventividade de um Burton ou del Toro, para citar um outro cineasta que conseguiu um feito razoável em outro filme do gênero.
Ao menos o espetáculo é conduzido bem. Batman tem 2 ou 3 reviravoltas, perseguição de carros, mortes, cenas de luta e tudo o que está no manual de filmes de ação para deixar o espectador acordado. Ao mesmo tempo, o texto está longe de ser a estupidez habitual. O Coringa, destaque absoluto do filme, nos leva a torcer pelo vilão, não para que ele se dê bem, mas para dar o ar da graça ao menos mais uma vez em tela. É realmente mórbido pensar que a cada cena que passa, será menos uma cena do Heath Ledger, jovem e excele ator que partiu muito cedo.
Não gosto do desfecho. Acho que a história do Duas-Caras foi mal aproveitada e merecia um filme só para ele. Mesmo com o bom ritmo, o filme ficou muito longo. Esse parece um parágrafo mau humorado, mas a verdade é que eu gostei bastante do filme, para justificar as duas vezes que eu o vi no cinema. Mas certos aspectos não podem passar em branco.
Se o Nolan está no caminho certo? Não resta dúvidas, principalmente considerando as incursões de Joel Schumacher. Mas gostaria de que, para o próximo Batman, Nolan injetasse algo de mais artístico e não se limitasse a confiar apenas no carisma dos seus intérpretes. Aí sim, teríamos um filme dos melhores.

