Nunca escrevi sobre teatro aqui. Então aí vai:
A Noviça Rebelde ★ ★ ★ ★
Cláudio Botelho. Teatro Oi Casa Grande, Rio de Janeiro, 2008.
No último final de semana, estive no Rio de Janeiro. Lá assisti ao famoso musical A Noviça Rebelde. Quem me conhece sabe que é o meu filme favorito e todo ano costumo assistir junto com minha mãe, que também adora.
E o musical? Claro que foi muito emocionante ver e ouvir os belíssimos números musicais de The Sound of Music de Rodgers e Hammerstein II e a versão em português das músicas ficou muito boa, tirando uma coisinha ou outra que me incomodou (lá é lá no cafundó é de doer). São tantas músicas famosas e divertidas, imortalizadas pelo filme estrelado pela adorável Julie Andrews: My Favorite Things (que virou Coias que eu Gosto), Dó-Ré-Mi, a própria The Sound of Music (the hiiiiiiiiiiills are alive...), Sixteen Going on Seventeen, The Lonely Goatherd... A lista é extensa.
Mas como tudo sempre tem um porém, inclusive este parágrafo, A Noviça versão brasileira está longe de ser perfeita. Em primeiro lugar, Herson Capri não canta, tadinho. Eu até entendo que os produtores queriam um nome famoso para fazer o Capitão Von Trapp, mas chamassem algum ator com a voz mais poderosa. Enfim, não funcionou direito no papel.
Outro problema: Kiara Sasso is no Julie Andrews. E está muito, muito, muito longe de chegar aos pés do carisma e simpatia exibido pela atriz no filme. Claro, a plataforma muda. Teatro é muito diferente de cinema. Mas não é por isso que Kiara tem que atuar de forma tão pouco orgânica, pronunciando suas frases de maneira não natural. Mas é inegável que ela é uma brilhante cantora, só falta comer mais um pouco de feijão e maneirar na caracterização da noviça boazinha que ama as criancinhas Von Trapp.
Beneficiado pelo libreto conhecido por todo mundo, o musical conta com cenários magníficos, figurino exuberante, grande orquestra e cantores muito competentes (tirando o Herson, claro). Se falta um pouco da magia do filme, compensa pela vontade de toda a equipe em fazer um bom espetáculo.
A Noviça Rebelde ★ ★ ★ ★
Cláudio Botelho. Teatro Oi Casa Grande, Rio de Janeiro, 2008.
No último final de semana, estive no Rio de Janeiro. Lá assisti ao famoso musical A Noviça Rebelde. Quem me conhece sabe que é o meu filme favorito e todo ano costumo assistir junto com minha mãe, que também adora.
E o musical? Claro que foi muito emocionante ver e ouvir os belíssimos números musicais de The Sound of Music de Rodgers e Hammerstein II e a versão em português das músicas ficou muito boa, tirando uma coisinha ou outra que me incomodou (lá é lá no cafundó é de doer). São tantas músicas famosas e divertidas, imortalizadas pelo filme estrelado pela adorável Julie Andrews: My Favorite Things (que virou Coias que eu Gosto), Dó-Ré-Mi, a própria The Sound of Music (the hiiiiiiiiiiills are alive...), Sixteen Going on Seventeen, The Lonely Goatherd... A lista é extensa.
Mas como tudo sempre tem um porém, inclusive este parágrafo, A Noviça versão brasileira está longe de ser perfeita. Em primeiro lugar, Herson Capri não canta, tadinho. Eu até entendo que os produtores queriam um nome famoso para fazer o Capitão Von Trapp, mas chamassem algum ator com a voz mais poderosa. Enfim, não funcionou direito no papel.
Outro problema: Kiara Sasso is no Julie Andrews. E está muito, muito, muito longe de chegar aos pés do carisma e simpatia exibido pela atriz no filme. Claro, a plataforma muda. Teatro é muito diferente de cinema. Mas não é por isso que Kiara tem que atuar de forma tão pouco orgânica, pronunciando suas frases de maneira não natural. Mas é inegável que ela é uma brilhante cantora, só falta comer mais um pouco de feijão e maneirar na caracterização da noviça boazinha que ama as criancinhas Von Trapp.
Beneficiado pelo libreto conhecido por todo mundo, o musical conta com cenários magníficos, figurino exuberante, grande orquestra e cantores muito competentes (tirando o Herson, claro). Se falta um pouco da magia do filme, compensa pela vontade de toda a equipe em fazer um bom espetáculo.
Após um longo hiato, aqui estamos nós de novo.
O Procurado ★ ★ ★ ★
Timur Bekmambetov. Wanted. EUA, 2008
Темір Бекмамбет é o diretor russo nascido no Cazaquistão mais famoso do mundo (e talvez o único). É dele os famosos Night Watch e a seqüência Day Watch, considerados os melhores filmes russos sobre vampiros (não que isso signifique muita coisa). Sempre de olho em "novos talentos" para digirir blockbusters de ação, os executivos de Hollywood pescaram Бекмамбе́тов (agora em russo de verdade) da longínqua Sibéria e o colocaram para dirigir o novo filme da Angelina Jolie. Não poderiam ter escolhido melhor pessoa.
Rapidamente Бекмамбе́тов entendeu que o filme, para funcionar, precisava equilibrar bem o tom realista e fantasioso no estilo história em quadrinho. Ao mesmo tempo em que uma bala pode fazer a curva no universo concebido pelos roteiristas, isso não poderia soar tão ridículo. Se os Wachowsky fizeram coisa semelhante em Matrix, Бекмамбе́тов também pode.
Pois O Procurado acaba sendo uma mistura de Matrix e Harry Potter, obviamente bem mais violento, com um roteiro esperto o suficiente para que não nos importemos com os furos e absurdos da trama. Angelina Jolie está deliciosamente lacônica. O personagem de James McAvoy tem uma vibe meio Peter Par nerd com poderes, que certamente agradará boa parte dos nerds sem poderes que invariavelmente assistirão ao filme. As famosas reviravoltas prendem a atenção do espectador até o fim. E quando o filme acaba, a sensação é que nasceu uma nova franquia destinada ao sucesso.
O Procurado ★ ★ ★ ★
Timur Bekmambetov. Wanted. EUA, 2008
Темір Бекмамбет é o diretor russo nascido no Cazaquistão mais famoso do mundo (e talvez o único). É dele os famosos Night Watch e a seqüência Day Watch, considerados os melhores filmes russos sobre vampiros (não que isso signifique muita coisa). Sempre de olho em "novos talentos" para digirir blockbusters de ação, os executivos de Hollywood pescaram Бекмамбе́тов (agora em russo de verdade) da longínqua Sibéria e o colocaram para dirigir o novo filme da Angelina Jolie. Não poderiam ter escolhido melhor pessoa.
Rapidamente Бекмамбе́тов entendeu que o filme, para funcionar, precisava equilibrar bem o tom realista e fantasioso no estilo história em quadrinho. Ao mesmo tempo em que uma bala pode fazer a curva no universo concebido pelos roteiristas, isso não poderia soar tão ridículo. Se os Wachowsky fizeram coisa semelhante em Matrix, Бекмамбе́тов também pode.
Pois O Procurado acaba sendo uma mistura de Matrix e Harry Potter, obviamente bem mais violento, com um roteiro esperto o suficiente para que não nos importemos com os furos e absurdos da trama. Angelina Jolie está deliciosamente lacônica. O personagem de James McAvoy tem uma vibe meio Peter Par nerd com poderes, que certamente agradará boa parte dos nerds sem poderes que invariavelmente assistirão ao filme. As famosas reviravoltas prendem a atenção do espectador até o fim. E quando o filme acaba, a sensação é que nasceu uma nova franquia destinada ao sucesso.



