Mais um do mundo do cinema que se vai. Anthony Minghella, diretor oscarizado por O Paciente Inglês, morreu, ainda não se sabe como.
Apesar de achar uma m*rda o Paciente, adoro O Talentoso Sr. Ripley, também da sua autoria. E é uma pena que alguém morra tão novo, com apenas 54 anos.
Descanse em paz.
EDITADO: Morreu também Arthur C. Clarke, autor de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Nunca li nem vi o filme, mas ambos estão na minha lista. Um dia, quem sabe. Mas Clarke já estava velhinho, com 90 anos. Descanse em paz também.
Apesar de achar uma m*rda o Paciente, adoro O Talentoso Sr. Ripley, também da sua autoria. E é uma pena que alguém morra tão novo, com apenas 54 anos.
Descanse em paz.
EDITADO: Morreu também Arthur C. Clarke, autor de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Nunca li nem vi o filme, mas ambos estão na minha lista. Um dia, quem sabe. Mas Clarke já estava velhinho, com 90 anos. Descanse em paz também.
Há duas semanas atrás, visitei Portugal e tive a infelicidade de lá assistir a Jumper (comentado no post abaixo). O curioso, no entanto, é que a fama de nossos colonizadores de dar títulos imbecis a filmes estrangeiros é totalmente inverídica.
Diz a lenda que O Sexto Sentido, clássico de Shyamalan, foi chamado, em português de Purtugal, O Menino e o Fantasma. A piada é boa mas é maldosa. Os portugueses aparentemente são muito mais sensatos na hora de dar nomes a filmes que nós, brazucas.
Vejamos alguns casos recentes: No Country for Old Men, ganhador do Oscar. Em Portugal: Este País Não é para Velhos (bingo!). No Brasil: Onde os Fracos Não Têm Vez. (poderia ser nome de documentário da National Geographic, mas até que a versão não é tão ruim assim).
Portugal 1 x 0 Brasil
There Will be Blood, ganhador dos prêmios da academia de melhor ator e fotografia. Em Portugal: Haverá Sangue (bingo de novo!). No Brasil: Sangue Negro (música da Alcione?). Só perde para a versão italiana: Il Petroliere (o petroleiro). Ma che schifo, Italia...
Portugal 2 x 0 Brasil x -1 Italia
Michael Clayton em Portugal ganhou um subtítulo, Questão de Consciência. No Brasil, foi substítuido por Conduta de Risco. Por que não ficar com Michael Clayton somente?
A verdade é que muitos títulos de filme no nosso amado país têm sofrido a intervenção criativa dos distribuidores que, subestimando a inteligência do nosso público, procuram dar nomes "atrativos" aos filmes, como se a maioria dos espectadores se baseasse somente no nome e no cartaz para decidir que filme ver (espero sinceramente que isso não seja verdade). E, com isso, temos bizarrices como Cloverfield - Monstro.
Mas pelo menos não precisamos ler em nossas legendas coisas como "foram os miúdos da escola", como eu tive que ler em Jumper, versão portuguesa. Não dá pra reclamar muito.
Diz a lenda que O Sexto Sentido, clássico de Shyamalan, foi chamado, em português de Purtugal, O Menino e o Fantasma. A piada é boa mas é maldosa. Os portugueses aparentemente são muito mais sensatos na hora de dar nomes a filmes que nós, brazucas.
Vejamos alguns casos recentes: No Country for Old Men, ganhador do Oscar. Em Portugal: Este País Não é para Velhos (bingo!). No Brasil: Onde os Fracos Não Têm Vez. (poderia ser nome de documentário da National Geographic, mas até que a versão não é tão ruim assim).
Portugal 1 x 0 Brasil
There Will be Blood, ganhador dos prêmios da academia de melhor ator e fotografia. Em Portugal: Haverá Sangue (bingo de novo!). No Brasil: Sangue Negro (música da Alcione?). Só perde para a versão italiana: Il Petroliere (o petroleiro). Ma che schifo, Italia...
Portugal 2 x 0 Brasil x -1 Italia
Michael Clayton em Portugal ganhou um subtítulo, Questão de Consciência. No Brasil, foi substítuido por Conduta de Risco. Por que não ficar com Michael Clayton somente?
A verdade é que muitos títulos de filme no nosso amado país têm sofrido a intervenção criativa dos distribuidores que, subestimando a inteligência do nosso público, procuram dar nomes "atrativos" aos filmes, como se a maioria dos espectadores se baseasse somente no nome e no cartaz para decidir que filme ver (espero sinceramente que isso não seja verdade). E, com isso, temos bizarrices como Cloverfield - Monstro.
Mas pelo menos não precisamos ler em nossas legendas coisas como "foram os miúdos da escola", como eu tive que ler em Jumper, versão portuguesa. Não dá pra reclamar muito.
Como não podia deixar de ser, acumulei milhões de filmes. Vamos a alguns deles, em comentários vagabundos:
Cloverfield - Monstro ★ ★ ★ ★
Matt Reeves. Cloverfield. EUA, 2007.
Godzila encontra a Bruxa de Blair no filme produzido por J. J. Abrahms (LOST). Um monstro misteriosamente começa a destruir New York e tudo é mostrado para nós através de uma câmera de mão, praticamente transportando o espectador para dentro do filme. O risco de náuseas e dor de cabeça é compensado pela ótima qualidade dos efeitos, muita ação, cortes inesperados, morte divertidas e o monstro, claro. Gosto de filmes como este, que não explicam o inexplicável -se alguém insiste em saber coisas dispensáveis como a natureza do monstro, sugiro que vá assistir a LOST e tente descobrir o que é a fumaça preta. Trilha sonora pra que? Claro que aquela coisa de o mocinho ir buscar a peguete, arriscando a vida dos amigos, é de uma imbecilidade típica de Hollywood, mas fazer o que, né? O filme precisava de alguma desculpa para existir. A propósito, o que passou pela cabeça de quem resolveu colocar o subtítulo "monstro" na versão brasileira? É a coisa mais ridiculamente reducionista que eu já vi em anos.
Jogos Mortais IV ★ ★
Darren Lynn Bousman. Saw IV. EUA, 2007
Jigsaw finalmente morreu, mas não deixou de aprontar. O filme apresenta mais jogos mortais sádicos, cruéis e perversos, dessa vez produzido por um novo seguidor de Jigsaw. É interessante perceber as sementinhas (do mal, claro) plantadas no terceiro filme, que aqui são plenamente desenvolvidas, mas a sensação é que a série já deu o que tinha que dar (apesar de que um 5o. filme já foi anunciado para esse ano). Péssimas atuações e edição esquizofrênica faz parte do pacote, mas isso não é nenhuma novidade, não é mesmo, minha gente?
A Bússola de Ouro ★ ★
Chris Weitz. The Golden Compass. EUA/Reino Unido, 2007.
Baseado no livro de Philip Pullman, o longa é o primeiro da trilogia Fronteiras do Universo (His Dark Materials). Mas o péssimo resultado nas bilheterias pode comprometer a realização dos dois últimos volumes, que são infinitamente melhores e mais ambiciosos que o primeiro. Paciência. Apesar da minha mãe não acreditar em mim, esse primeiro filme é ruim de lascar, apesar de ter bons atores como Nicole Kidman e Daniel Craig. Chris Weitz, do ótimo About a Boy, erra a mão ao investir em diálogos muito explicativos e numa narrativa muito episódica, pouco fluida. Além disso, Weitz corre da polêmica discussão religiosa que tem no livro de Pullman, um dos muitos pontos positivos de sua trilogia. O final do filme não conclui nada e é totalmente insatisfatório. Que pena.
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto ★ ★ ★ ★
Sidney Lumet. Before the Devil Knows You're Dead. EUA, 2007.
Old Lumet is back in town. Seu filme mais recente traz um elenco da pesada (Philip Seymour Hoffman, um dos melhores atores da atualidade, Ethan Hawke, Marisa Tomei) e uma história mais pesada ainda - dois irmãos falidos arquitetam um roubo na joalheria dos próprios pais, culminando em uma tragédia. Lumet traz uma narrativa elegante, mostrando os vários pontos de vista da trama, que não se sabe onde vai parar. Impressiona pela dureza, crueldade, falta de amor filial e pelos peitos da Marisa Tomei.
Senhores do Crime ★ ★ ★ ★
David Cronenberg. Eastern Promises. EUA, 2007
Cronenberg encontra a máfia russa? Coisa ruim não pode sair. O diretor canadense dá continuidade à parceira bem sucedida com o ator Viggo Mortensen, indicado ao oscar pelo papel do motorista de um chefe da máfia russa. O longa choca logo na primeira cena, um assassinato a sangue frio em uma barbearia, e não pára por aí. Apesar de desperdiçar Naomi Watts numa participação inexpressiva, Mortensen encontra espaço de sobra para desenvolver o caráter dúbio de seu personagem. Ele estrela uma das cenas de luta mais intensamente realistas que eu já vi - aquela em que ele cai na porrada numa sauna, peladinho da silva. Só Cronenberg mesmo.
The Nines ★ ★ ★ ★
John August. Idem. EUA, 2007
Primeiro filme do roteirista John August, responsável pelos ótimos Go, A Noiva Cadáver e As Panteras: Detonando (não estou zoando!). Não podia sair filme ruim. Impressiona pela excelência do elenco, encabeçado pelo carismático Ryan Reynolds (mas é Melissa McCarthy que rouba a cena, inclusive interpretando a si mesma). Prende a atenção pela trama que mistura religião e camadas de realidade que se misturam, causando "muita confusão" (não ia perder a oportunidade).
Jumper ★ ★
Doug Liman. Idem. EUA, 2008
A premissa é até promissora: um rapaz (David Rice) descobre de uma hora pra outra que tem a rara habilidade de se transportar para onde quer que seja (desde que conheça a destinação). Aí passa a roubar bancos, viajar e se divertir pelo mundo a fora - até que chega Samuel L. Jackson de cabelo branco para estragar sua graça. Aí o filme também desanda - simplesmente não consegue encontrar uma maneira de desenvolver uma trama bem elaborada. Aí apela para interesse amoroso, uma "companhia" que vem matando sistematicamente Jumpers desde a "idade média" (pelamordedeus) e por aí vai. Quando o roteiro não é bom, não dá pra fazer milagre. Conclusão: Fuja do cinema ao vê-lo em cartaz! Espere chegarnos torrents nas locadoras - ou mesmo passar na sessão da tarde.
2 Girls 1 Cup ★ ★ ★ ★ ★
John Doe. Idem, USA, 2007
Mentira, esse eu não vi. Não tive coragem até agora! Muita nojeira pro meu gosto.
O Google não está me deixando eu carregar os cartazes. Damn it! Agora com cartaz e tudo!
Tenho certeza que vi mais algum filme que valesse a pena comentar nesse post, mas se não estou lembrando é porque não deve ser tão importante assim!
Agora falta escrever um texto para comentar sobre os filmes que ganharam Oscar: Onde os Fracos não tem Vez, Juno, Sangue Negro e Sweeney Todd. Aguardem!
Cloverfield - Monstro ★ ★ ★ ★
Matt Reeves. Cloverfield. EUA, 2007.
Godzila encontra a Bruxa de Blair no filme produzido por J. J. Abrahms (LOST). Um monstro misteriosamente começa a destruir New York e tudo é mostrado para nós através de uma câmera de mão, praticamente transportando o espectador para dentro do filme. O risco de náuseas e dor de cabeça é compensado pela ótima qualidade dos efeitos, muita ação, cortes inesperados, morte divertidas e o monstro, claro. Gosto de filmes como este, que não explicam o inexplicável -se alguém insiste em saber coisas dispensáveis como a natureza do monstro, sugiro que vá assistir a LOST e tente descobrir o que é a fumaça preta. Trilha sonora pra que? Claro que aquela coisa de o mocinho ir buscar a peguete, arriscando a vida dos amigos, é de uma imbecilidade típica de Hollywood, mas fazer o que, né? O filme precisava de alguma desculpa para existir. A propósito, o que passou pela cabeça de quem resolveu colocar o subtítulo "monstro" na versão brasileira? É a coisa mais ridiculamente reducionista que eu já vi em anos.
Jogos Mortais IV ★ ★
Darren Lynn Bousman. Saw IV. EUA, 2007
Jigsaw finalmente morreu, mas não deixou de aprontar. O filme apresenta mais jogos mortais sádicos, cruéis e perversos, dessa vez produzido por um novo seguidor de Jigsaw. É interessante perceber as sementinhas (do mal, claro) plantadas no terceiro filme, que aqui são plenamente desenvolvidas, mas a sensação é que a série já deu o que tinha que dar (apesar de que um 5o. filme já foi anunciado para esse ano). Péssimas atuações e edição esquizofrênica faz parte do pacote, mas isso não é nenhuma novidade, não é mesmo, minha gente?
A Bússola de Ouro ★ ★
Chris Weitz. The Golden Compass. EUA/Reino Unido, 2007.
Baseado no livro de Philip Pullman, o longa é o primeiro da trilogia Fronteiras do Universo (His Dark Materials). Mas o péssimo resultado nas bilheterias pode comprometer a realização dos dois últimos volumes, que são infinitamente melhores e mais ambiciosos que o primeiro. Paciência. Apesar da minha mãe não acreditar em mim, esse primeiro filme é ruim de lascar, apesar de ter bons atores como Nicole Kidman e Daniel Craig. Chris Weitz, do ótimo About a Boy, erra a mão ao investir em diálogos muito explicativos e numa narrativa muito episódica, pouco fluida. Além disso, Weitz corre da polêmica discussão religiosa que tem no livro de Pullman, um dos muitos pontos positivos de sua trilogia. O final do filme não conclui nada e é totalmente insatisfatório. Que pena.
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto ★ ★ ★ ★
Sidney Lumet. Before the Devil Knows You're Dead. EUA, 2007.
Old Lumet is back in town. Seu filme mais recente traz um elenco da pesada (Philip Seymour Hoffman, um dos melhores atores da atualidade, Ethan Hawke, Marisa Tomei) e uma história mais pesada ainda - dois irmãos falidos arquitetam um roubo na joalheria dos próprios pais, culminando em uma tragédia. Lumet traz uma narrativa elegante, mostrando os vários pontos de vista da trama, que não se sabe onde vai parar. Impressiona pela dureza, crueldade, falta de amor filial e pelos peitos da Marisa Tomei.
Senhores do Crime ★ ★ ★ ★
David Cronenberg. Eastern Promises. EUA, 2007
Cronenberg encontra a máfia russa? Coisa ruim não pode sair. O diretor canadense dá continuidade à parceira bem sucedida com o ator Viggo Mortensen, indicado ao oscar pelo papel do motorista de um chefe da máfia russa. O longa choca logo na primeira cena, um assassinato a sangue frio em uma barbearia, e não pára por aí. Apesar de desperdiçar Naomi Watts numa participação inexpressiva, Mortensen encontra espaço de sobra para desenvolver o caráter dúbio de seu personagem. Ele estrela uma das cenas de luta mais intensamente realistas que eu já vi - aquela em que ele cai na porrada numa sauna, peladinho da silva. Só Cronenberg mesmo.
The Nines ★ ★ ★ ★
John August. Idem. EUA, 2007
Primeiro filme do roteirista John August, responsável pelos ótimos Go, A Noiva Cadáver e As Panteras: Detonando (não estou zoando!). Não podia sair filme ruim. Impressiona pela excelência do elenco, encabeçado pelo carismático Ryan Reynolds (mas é Melissa McCarthy que rouba a cena, inclusive interpretando a si mesma). Prende a atenção pela trama que mistura religião e camadas de realidade que se misturam, causando "muita confusão" (não ia perder a oportunidade).
Jumper ★ ★
Doug Liman. Idem. EUA, 2008
A premissa é até promissora: um rapaz (David Rice) descobre de uma hora pra outra que tem a rara habilidade de se transportar para onde quer que seja (desde que conheça a destinação). Aí passa a roubar bancos, viajar e se divertir pelo mundo a fora - até que chega Samuel L. Jackson de cabelo branco para estragar sua graça. Aí o filme também desanda - simplesmente não consegue encontrar uma maneira de desenvolver uma trama bem elaborada. Aí apela para interesse amoroso, uma "companhia" que vem matando sistematicamente Jumpers desde a "idade média" (pelamordedeus) e por aí vai. Quando o roteiro não é bom, não dá pra fazer milagre. Conclusão: Fuja do cinema ao vê-lo em cartaz! Espere chegar
2 Girls 1 Cup ★ ★ ★ ★ ★
John Doe. Idem, USA, 2007
Mentira, esse eu não vi. Não tive coragem até agora! Muita nojeira pro meu gosto.
Tenho certeza que vi mais algum filme que valesse a pena comentar nesse post, mas se não estou lembrando é porque não deve ser tão importante assim!
Agora falta escrever um texto para comentar sobre os filmes que ganharam Oscar: Onde os Fracos não tem Vez, Juno, Sangue Negro e Sweeney Todd. Aguardem!
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