IMHO

Na humilde opinião de Vinícius Versiani Durães


A Lenda de Beowulf ★ ★ ★
Robert Zemeckis. Beowulf. EUA, 2007

Parece que foi ontem, mas já faz 6 anos que Final Fantasy: The Spirits Within surgiu com a proposta de animação com personagens realísticos. De lá pra cá, o senhor Zemeckis parece que gostou da idéia e a utilizou nos seus últimos 2 filmes: O Expresso Polar e o novo A Lenda de Beowulf - e o seu próximo longa, A Christmas Carol (Charles Dickens) também usará o mesmo efeito visual.

A técnica de captura de imagens pode ter melhorado enormemente, mas os bonecos virtuais estão longe de substituir os atores de carne e osso. Por mais realistas que sejam, ainda parecem "fake". Aquela coisa do brilho dos olhos (sem querer parecer poético) não consegue ser criado. Ainda assim, a técnica usada em Beowulf garante um ou outro resultado interessante, como por exemplo a possibilidade de recriar as feições de Anthony Hopkins num rei viking balofo e Angelina Jolie aparece em todo o seu esplendor, mesmo estando grávida quando filmou as cenas.

Beowulf é baseado num famoso poema épico inglês de mesmo nome, que narra as aventuras de (oh!) Beowulf, um guerreiro viking ou coisa que o valha. Roteirizado por Neil Gaiman (Stardust), o filme começa quando o tal guerreiro chega no reino da Dinamarca, onde há algo de podre (como estou engraçadinho hoje): o monstro Grendel, tido como invencível. Beowulf aparece como o salvador da pátria, até descobrir que Grendel é o menor dos problemas.

Se você acha que toda animação é um "filme pra criança", Beowulf veio para ajudá-lo a rever seus conceitos. Zemeckis abusa no uso de violência gráfica e esplícita. Este é o provavelmente o filme com censura 12 anos (nos EUA, claro) mais sangrento da história. Zemeckis também agrada a mulhegada mostrando o guerreiro pelado em uma cena inexplicável, ocultando a sua genitália com diversos objetos em cena - o que acaba com a seriedade do momento.

Zemeckis às vezes extrapola o uso de sua "câmera", com travellings que passam por orifícios, algo impossível no cinema "de verdade", gerando uma indesejada artificialidade. Mas no geral, Beowulf é um filme de ação bacana, com monstros, lutas e uma estonteante versão digital de Angelina Jolie. Se vier acompanhada de um saco de pipoca, tanto melhor.

Marcadores: , ,

O Albergue: Parte 2 ★ ★
Eli Roth. Hostel: Part II. EUA, 2007

A princípio, parece um filme errado e ilógico. O protagonista do filme anterior é morto num pesadelo (que recurso criativo), acorda e finalmente é morto de verdade. Onde está a narração do filme?

Em qualquer lugar, é a resposta dada por Eli Roth, ao acompanhar, logo após, a trajetória de 3 estudantes de arte em Roma. Elas, de alguma forma que não me recordo mais, vão parar na maldita Eslováquia, o país que gosta de abusar dos pobres alberguistas. Lembrem-se de cortar o destino do mochilão.

Talvez seja um problema pessoal, mas não consigo me assustar e sentir repulsa nesses filmes de Eli Roth - simplesmente, tudo soa tão inverossímil que não consegue me convencer, me fazer sentir medo, choque, nada disso. Ainda assim, Hostel 2 revela-se muito divertido em mais de uma cena: a vingança da rica personagem principal com o seu torturador é cruel e um inusitado jogo de futebol com o famigerado bando das criancinhas eslovacas - se tem algo que chega perto de assustar no filme, são as tais criancinhas.

De resto, o filme é estúpido, sádico, moralmente questionável, incoerente e, felizmente, foi um fracasso de audiência. Nada de Hostel 3.

Cativeiro
Roland Joffé. Captivity. EUA / Russia, 2007.

A história era até promissora. Um psicopata sequestra uma Paris Hilton da vida e monta uma espécie de "jogo mortal", tirando o fato que nunca chega a ser mortal. Faltou a inteligência de um JigSaw.

É redundante falar que a atuação é ruim, o roteiro porco, a direção abusa de clichês que não funcionam mais, então não desperdiçarei nenhum precioso byte escrevendo essas coisas.

Cativeiro também é estúpido, não chega a ser sádico nem moralmente questionável, mas é previsível e bobo. E, o que é pior, não tem nenhum momento de diversão, como o futebol das criancinhas eslovacas. Simplesmente desastroso.

P.S.: Esse post é dedicado aos visitantes desse blog que chegam aqui procurando por jogos sádicos e outras diversões.

P.P.S.:Ambos estão disponíveis nos melhores torrents.

Marcadores: , ,

Stardust - O Mistério da Estrela ★ ★ ★ ★
Matthew Vaughn. Stardust. Reino Unido / EUA

Quando convenci o pessoal daqui a ir ao cinema para ver Stardust, usei o argumento de que o filme tinha fantasia, aventura, comédia e romance - tudo isso pelo preço de um ingresso (ajudava o fato de que às terças, o cinema aqui é mais barato para universitários). A verdade é que, embora tenha servido aos propósitos do momento, esse não era um bom argumento - aliás, é quase sempre um mal sinal quando um filme oscila entre muitos gêneros. Geralmente acontece que nenhum deles funciona.

Felizmente, meu argumento subconscientemente errado mostrou-se a razão do charme que é o filme Stardust. Explico. Nos últimos tempos, os filmes de fantasia estavam tomando um caminho repetitivo - unas são bons (Senhor dos Anéis, Harry Potter), outros nem tanto (Eragon, Crônicas de Narnia), mas todos tem em comum o fato que se levam muito a sério. Stardust toma o camniho oposto. Baseado na obra de Neil Gaiman (que emplacou dois filme sesse ano - o segundo é Beowulf), o filme conta as aventuras do jovem Tristan (Charlie Cox) em um mundo mágico, na busca por uma estrela cadente. No caminho, [chamada da sessão da tarde] ele se mete em muita confusão[/chamada da sessão da tarde] com um príncipe assassino e uma bruxa velha (Michelle Pfeiffer) que quer ficar mais nova sem colocar botox.

Além de ser extremamente divertido. Stardust foge também do comum ao apresentar um número impressionante de mortes durante a projeção - ainda que as soluções sejam as menos chocantes possíveis, como a escolha inteligente de mostrar o sangue azul de um membro da realeza.


Pfeiffer, voluptuosa

O filme conquista pela simpática química entre os dois personagens principais, Tristan e a adorável estrela vivida por Claire Danes (essa mesma, a Julieta). Quem rouba todas as cenas, no entanto, é Lamia, a bruxa interpretada por Pfeiffer, simplesmente matadora cada vez que envelhece um pouquinho. Somado ao elenco está Robert DeNiro em atuação corajosa e surpreendente, além de uma agradável ponta de Peter O'Toole.

Por outro lado, irrita um pouco o tom de épico que ele assume durante parte da projeção. Por tom de épico, entende-se trilha sonora "vamos para frente" e travellings em paisagens maravilhosas.

Apesar de achar a resolução para acabar com o "final boss" forçada e pouco criativa, isso não chega a comprometer o resultado final. Stardust é um daqueles filmes que terminam com um belo "... e viveram felizes para sempre" e o espectador não consegue deixar de sair da sala de cinema com um grande sorriso no rosto.

Marcadores: , , , ,

Assista aos 5 primeiros minutos de A Bússola de Ouro, primeiro filme da série Fronteiras do Universo. Alguém sabe porque mudaram de A Bússola Dourada para de Ouro? Vai entender.

Eu assisti e achei a introdução didática e desnecessária. Mas o material do livro de Philip Pulman é ótimo, o diretor é competente, o elenco traz grandes nomes. Enfim, promete.




© 2006 IMHO | Blogger Templates by GeckoandFly.
Nenhma parte do conteúdo desse blog pode ser reproduzido sem prévio consentimento do autor.