Para o leitor que nao quiser ficar acordado para ver a premiaçao, confira os vencedores em primeira mão no IMHO:
EDITADO: Já com resultados!!!
EDITADO 2: Agora com comentários sobre a premiação e a cerimônia
Filme: Os Infiltrados (mas pode dar Babel ou Pequena Miss Sunshine, para o qual vai minha torcida) bingo
Diretor: Scorcese batata
Atriz: Helen Mirren batata
Ator: Forrest Whitaker bingo
Edição: Babel (pode dar Voo 93) ooops... Os Infiltrados
Roteiro Adaptado: Os Infiltrados bingo
Roteiro Original: Pequena Miss Sunshine bingo
Fotografia: Filhos da Esperança ooops... Fauno
Filme Estrangeiro: O Labirinto do Fauno ooops... (momento BOMBA da noite) Filme Alemão
Animação: Carros (caso um milagre, Happy Feet) milagre
Trilha Sonora: Babel bingo
Música: Listen (a cantada por Byonceta) oooops... Uma Verdade Inconveniente ( musical concorrer por 3 músicas e perder pra música de um documentário... pelamordedeus)
Figurino: Dreamgirls oooops... Maria Antonieta (fez-se justiça)
Maquiagem: O Labirinto do Fauno bingo
Efeitos Visuais: Piratas do Caribe 2 bingo
Documentario: Uma Verdade Inconveniente bingo
Atriz Coadjuvante: Jennifer Hudson bingo
Ator Coadjuvante: Eddie Murphy (pode dar Alan Arkin) deu Alan Arkin
Vamos ver quantas eu acerto?
11 acertos, 2 segundos palpites, 5 erros. Até que não fui mal. E esse ano, houve algumas surpresas. Assim é melhor.
Fiquei feliz de ter acertado a categoria mais difícil, justamente Melhor Filme. Mas a linha de raciocínio não foi muito difícil. Tínhamos 3 candidatos. Um deles era bonitinho, todo mundo gostou, mas não tem "peso" o suficiente para um melhor filme. O outro repetia Crash e teve críticas negativas. Por fim, sobrou o filme chinês que ganharia oscar de melhor diretor. Bingo.
Enquanto isso, a BOMBA de filme estrangeiro tem uma explicação também. Embora O Labirinto do Fauno tenha ganho 3 Oscars, acabou perdendo o de filme estrangeiro, o que parece uma contradição da Academia. Mas na verdade, os eleitores de tal categoria são os mesmos velhinhos gagás que nem indicaram Cidade de Deus. Enquanto isso, o restante das categorias (a maioria delas, ao menos) são votadas por todos os membros da Academia, que amaram o Labirinto do Fauno (como eu). Então tá explicado.
E melhor música? Não creio que tenha sido divisão de votos que fez Dreamgirls perder. Parece que rolou uma antipatia com relação a esse filme, talvez fruto de uma campanha de marketing mal-feita. O fato é que o filme é bem fraquinho. Acabaram descarregando isso na melhor música. Foram 3 indicações, um show de gritaria black e uma derrota avassaladora. Sorte que Jennifer Hudson se consagrou melhor atriz coadjuvante (mesmo sendo a atriz principal do filme. Falarei sobre isso quando postar sobre Dreamgirls em um futuro próximo).
No mais, acredito que o Oscar desse ano tenha sido bastante justo. Alan Arkin ganhando o Oscar é muito melhor que Eddie Murphy. Os Infiltrados é um filme muito bom (não conheço a carreira de Scorcese para dizer se é o melhor, mas não parece ser o caso), mas ainda assim é um filme chinês. Scorcese, por sinal, ganha prêmio pela carreira, e não pelo filme. Helen Mirren, como já disse antes, está maravilhosa no papel da rainha Elizabeth II. Ainda não vi a atuação de Forest Whittaker.
Sobre a cerimônia em si, vi só algumas partes, graças ao advento da internet. Achei muito interessante uma apresentação, a de Efeitos Sonoros, com um coral fazendo a sonoplastia de diversas cenas. E, é claro, o prêmio para Ennio Morricone, pela brilhante carreira. Foi ótimo vê-lo falando em italiano em um discurso de agradecimento belíssimo, sendo traduzido logo depois por Clint Eastwood (óbvio que eu entendi tudo que o italiano estava falando... pelo menos pra alguma coisa serviu aprender essa língua maledetta).
Ellen DeGeneris foi a apresentadora do ano e até que fez algumas piadinhas divertidas. Mas ainda gosto mais de Whoppie Goldberg apresentando.
O restante foi aquela chatice de sempre e vários closes em um Jack Nicholson careca, gargalhando como sempre.
EDITADO: Já com resultados!!!
EDITADO 2: Agora com comentários sobre a premiação e a cerimônia
Filme: Os Infiltrados (mas pode dar Babel ou Pequena Miss Sunshine, para o qual vai minha torcida) bingo
Diretor: Scorcese batata
Atriz: Helen Mirren batata
Ator: Forrest Whitaker bingo
Edição: Babel (pode dar Voo 93) ooops... Os Infiltrados
Roteiro Adaptado: Os Infiltrados bingo
Roteiro Original: Pequena Miss Sunshine bingo
Fotografia: Filhos da Esperança ooops... Fauno
Filme Estrangeiro: O Labirinto do Fauno ooops... (momento BOMBA da noite) Filme Alemão
Animação: Carros (caso um milagre, Happy Feet) milagre
Trilha Sonora: Babel bingo
Música: Listen (a cantada por Byonceta) oooops... Uma Verdade Inconveniente ( musical concorrer por 3 músicas e perder pra música de um documentário... pelamordedeus)
Figurino: Dreamgirls oooops... Maria Antonieta (fez-se justiça)
Maquiagem: O Labirinto do Fauno bingo
Efeitos Visuais: Piratas do Caribe 2 bingo
Documentario: Uma Verdade Inconveniente bingo
Atriz Coadjuvante: Jennifer Hudson bingo
Ator Coadjuvante: Eddie Murphy (pode dar Alan Arkin) deu Alan Arkin
Vamos ver quantas eu acerto?
11 acertos, 2 segundos palpites, 5 erros. Até que não fui mal. E esse ano, houve algumas surpresas. Assim é melhor.
Fiquei feliz de ter acertado a categoria mais difícil, justamente Melhor Filme. Mas a linha de raciocínio não foi muito difícil. Tínhamos 3 candidatos. Um deles era bonitinho, todo mundo gostou, mas não tem "peso" o suficiente para um melhor filme. O outro repetia Crash e teve críticas negativas. Por fim, sobrou o filme chinês que ganharia oscar de melhor diretor. Bingo.
Enquanto isso, a BOMBA de filme estrangeiro tem uma explicação também. Embora O Labirinto do Fauno tenha ganho 3 Oscars, acabou perdendo o de filme estrangeiro, o que parece uma contradição da Academia. Mas na verdade, os eleitores de tal categoria são os mesmos velhinhos gagás que nem indicaram Cidade de Deus. Enquanto isso, o restante das categorias (a maioria delas, ao menos) são votadas por todos os membros da Academia, que amaram o Labirinto do Fauno (como eu). Então tá explicado.
E melhor música? Não creio que tenha sido divisão de votos que fez Dreamgirls perder. Parece que rolou uma antipatia com relação a esse filme, talvez fruto de uma campanha de marketing mal-feita. O fato é que o filme é bem fraquinho. Acabaram descarregando isso na melhor música. Foram 3 indicações, um show de gritaria black e uma derrota avassaladora. Sorte que Jennifer Hudson se consagrou melhor atriz coadjuvante (mesmo sendo a atriz principal do filme. Falarei sobre isso quando postar sobre Dreamgirls em um futuro próximo).
No mais, acredito que o Oscar desse ano tenha sido bastante justo. Alan Arkin ganhando o Oscar é muito melhor que Eddie Murphy. Os Infiltrados é um filme muito bom (não conheço a carreira de Scorcese para dizer se é o melhor, mas não parece ser o caso), mas ainda assim é um filme chinês. Scorcese, por sinal, ganha prêmio pela carreira, e não pelo filme. Helen Mirren, como já disse antes, está maravilhosa no papel da rainha Elizabeth II. Ainda não vi a atuação de Forest Whittaker.
Sobre a cerimônia em si, vi só algumas partes, graças ao advento da internet. Achei muito interessante uma apresentação, a de Efeitos Sonoros, com um coral fazendo a sonoplastia de diversas cenas. E, é claro, o prêmio para Ennio Morricone, pela brilhante carreira. Foi ótimo vê-lo falando em italiano em um discurso de agradecimento belíssimo, sendo traduzido logo depois por Clint Eastwood (óbvio que eu entendi tudo que o italiano estava falando... pelo menos pra alguma coisa serviu aprender essa língua maledetta).
Ellen DeGeneris foi a apresentadora do ano e até que fez algumas piadinhas divertidas. Mas ainda gosto mais de Whoppie Goldberg apresentando.
O restante foi aquela chatice de sempre e vários closes em um Jack Nicholson careca, gargalhando como sempre.
INLAND EMPIRE ★ ★ ★ ★ ★
David Lynch. Idem. EUA/Polônia/França, 2006.
Ao terminar de ver INLAND EMPIRE, muitas coisas passavam (e ainda passam) pela minha cabeça, razão pela qual escrevo agora, passando na frente de uma extensa lista de filmes, incluindo os oscarizáveis Babel, Os Infiltrados e Pequena Miss Sunshine.
Em primeiro lugar, INLAND EMPIRE faz Cidade dos Sonhos parecer simples. Claro, o filme anterior de David Lynch é complexo, subjetivo e bastante emocionante, e tem o mendigo e os velhinhos que metem medo, mas é passível de se compreender, ao menos sua essência – e também identificar uma história linear. O novo filme do mestre surreal, ao contrário, deixa mais e mais interrogações na cabeça do espectador que se atreve a tentar desvendá-lo. Mas isso não o faz pior.
O filme gira em torno de uma mulher em perigo. Laura Dern interpreta a atriz Nikki, escolhida para fazer o papel de Susan, uma mulher casada apaixonada por outro homem. Dern também se transforma em uma prostituta. O trabalho da atriz é admirável, principalmente por não ter a menor idéia do que estava atuando (coisa que ela confessou em uma conferência no Festival de Veneza) e ainda assim ser capaz de gerar uma atração magnética em tela, através das constantes mudanças de humor e personalidade da(s) personagem(ns). Lynch extrai ainda atuações geniais de todo o elenco, incluindo atores desconhecidos (creio que sejam também amadores) que participam apenas de uma cena. Ajudam a compor o elenco principal Justin Theroux, também em papel duplo (ele fazia o papel do divertido diretor de Cidade dos Sonhos) e Jeremy Irons, no papel do diretor do filme “On High in Blue Tomorrows”, refilmagem de um filme amaldiçoado, que nunca fora terminado em virtude do assassinato dos dois protagonistas.
Junta-se a tudo isso os coelhos gigantes de uma sitcom (extraídos do conjunto de curtas criado por Lynch entitulado Rabbits), poloneses e amigas prostitutas, e temos um roteiro bizarríssimo e aparentemente sem um claro senso lógico. Mas não subestimemos Lynch e sua infusão de pensamento. As chaves de compreensão do seu filme estão espalhadas, através de repetições de frases, cenários e gestos, mundos que se misturam em paralelo e são conectados através de Laura Dern.
Há alguns diálogos chaves que, arrisco a dizer, fornecem uma boa dose de compreensão para os mundos visitados por Lynch: seriam o diálogo entre a “vidente” e Nikki no início do filme, a conversa de Susan com o gordinho de óculos redondo (na verdade, um monólogo), e a conversa entre uma japonesa e uma negra quase no final da projeção, fornecem elementos para uma boa “idéia” do que está acontecendo com a “mulher em perigo” – mas receio ter que assistir de novo para ter certeza. Ainda assim, creio que esse não seja o ponto mais relevante para acompanhar o drama da personagem vivida por Laura Dern.
INLAND EMPIRE é, ao meu ver, um exercício de surrealismo e abstração, uma forma de filmar livre de convenções de gênero e de estúdio. Mais interessado em criar atmosferas (através da excelente iluminação de suas cenas, câmeras sobrepostas e desfocadas, closes fechadíssimos nos atores, trilha sonora barulhenta e amedrontadora) do que apresentar um caminho de compreensão convencional, Lynch cria um dos filmes mais perturbadores que eu vi em bons anos. São 3 horas de duração e nunca chega a ser chato (embora o espectador que fique buscando uma explicação para cada elemento cênico irá frustrar-se nos primeiros 15 minutos). Nada é real, tudo é cinema. E dos bons.
Apesar de todo o mistério, angústia e medo gerado pelo filme, INLAND EMPIRE acaba com um intrigante final feliz, uma surpreendente aparição da musa Laura Harring e música de Nina Simone, em uma das mais fantásticas exibições de créditos que eu já vi há muito tempo (coisa que motivará o espectador a permanecer na sala até o final da última letrinha). Mas como é possível falar em happy end em um filme em que não se entende p*cas? Só vendo para crer. Tenho a impressão que ainda assistirei à obra de Lynch muitas e muitas vezes – e não existe melhor elogio a um filme do que dizer que ele despertou vontade de o ver novamente.
(Amigos do Brasil, torçam para que INLAND EMPIRE chegue aos cinemas do país – esse é o tipo de filme que exige sala escura, tela grande e som surround).
David Lynch. Idem. EUA/Polônia/França, 2006.
Ao terminar de ver INLAND EMPIRE, muitas coisas passavam (e ainda passam) pela minha cabeça, razão pela qual escrevo agora, passando na frente de uma extensa lista de filmes, incluindo os oscarizáveis Babel, Os Infiltrados e Pequena Miss Sunshine.
Em primeiro lugar, INLAND EMPIRE faz Cidade dos Sonhos parecer simples. Claro, o filme anterior de David Lynch é complexo, subjetivo e bastante emocionante, e tem o mendigo e os velhinhos que metem medo, mas é passível de se compreender, ao menos sua essência – e também identificar uma história linear. O novo filme do mestre surreal, ao contrário, deixa mais e mais interrogações na cabeça do espectador que se atreve a tentar desvendá-lo. Mas isso não o faz pior.
O filme gira em torno de uma mulher em perigo. Laura Dern interpreta a atriz Nikki, escolhida para fazer o papel de Susan, uma mulher casada apaixonada por outro homem. Dern também se transforma em uma prostituta. O trabalho da atriz é admirável, principalmente por não ter a menor idéia do que estava atuando (coisa que ela confessou em uma conferência no Festival de Veneza) e ainda assim ser capaz de gerar uma atração magnética em tela, através das constantes mudanças de humor e personalidade da(s) personagem(ns). Lynch extrai ainda atuações geniais de todo o elenco, incluindo atores desconhecidos (creio que sejam também amadores) que participam apenas de uma cena. Ajudam a compor o elenco principal Justin Theroux, também em papel duplo (ele fazia o papel do divertido diretor de Cidade dos Sonhos) e Jeremy Irons, no papel do diretor do filme “On High in Blue Tomorrows”, refilmagem de um filme amaldiçoado, que nunca fora terminado em virtude do assassinato dos dois protagonistas.
Junta-se a tudo isso os coelhos gigantes de uma sitcom (extraídos do conjunto de curtas criado por Lynch entitulado Rabbits), poloneses e amigas prostitutas, e temos um roteiro bizarríssimo e aparentemente sem um claro senso lógico. Mas não subestimemos Lynch e sua infusão de pensamento. As chaves de compreensão do seu filme estão espalhadas, através de repetições de frases, cenários e gestos, mundos que se misturam em paralelo e são conectados através de Laura Dern.
Há alguns diálogos chaves que, arrisco a dizer, fornecem uma boa dose de compreensão para os mundos visitados por Lynch: seriam o diálogo entre a “vidente” e Nikki no início do filme, a conversa de Susan com o gordinho de óculos redondo (na verdade, um monólogo), e a conversa entre uma japonesa e uma negra quase no final da projeção, fornecem elementos para uma boa “idéia” do que está acontecendo com a “mulher em perigo” – mas receio ter que assistir de novo para ter certeza. Ainda assim, creio que esse não seja o ponto mais relevante para acompanhar o drama da personagem vivida por Laura Dern.
INLAND EMPIRE é, ao meu ver, um exercício de surrealismo e abstração, uma forma de filmar livre de convenções de gênero e de estúdio. Mais interessado em criar atmosferas (através da excelente iluminação de suas cenas, câmeras sobrepostas e desfocadas, closes fechadíssimos nos atores, trilha sonora barulhenta e amedrontadora) do que apresentar um caminho de compreensão convencional, Lynch cria um dos filmes mais perturbadores que eu vi em bons anos. São 3 horas de duração e nunca chega a ser chato (embora o espectador que fique buscando uma explicação para cada elemento cênico irá frustrar-se nos primeiros 15 minutos). Nada é real, tudo é cinema. E dos bons.
Apesar de todo o mistério, angústia e medo gerado pelo filme, INLAND EMPIRE acaba com um intrigante final feliz, uma surpreendente aparição da musa Laura Harring e música de Nina Simone, em uma das mais fantásticas exibições de créditos que eu já vi há muito tempo (coisa que motivará o espectador a permanecer na sala até o final da última letrinha). Mas como é possível falar em happy end em um filme em que não se entende p*cas? Só vendo para crer. Tenho a impressão que ainda assistirei à obra de Lynch muitas e muitas vezes – e não existe melhor elogio a um filme do que dizer que ele despertou vontade de o ver novamente.
(Amigos do Brasil, torçam para que INLAND EMPIRE chegue aos cinemas do país – esse é o tipo de filme que exige sala escura, tela grande e som surround).
Perdão pela falta de atualizações. Se o leitor acompanha minha vida no idiosyncrásia, saberá que fevereiro é o mês de exames no Politecnico. Além do mais, estou sem net em casa, o que torna tudo (tudo mesmo!) pior. Mas para compensar, um post duplo sobre duas rainhas que viraram filme.
Maria Antonieta ★ ★ ★
Sofia Coppola. Marie Antoinette. Japão/França/EUA, 2006
Sofia Coppola termina sua “Trilogia do Tédio” (os dois primeiros foram As Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros) com um filme sobre a garota austríaca que se tornou a Rainha da França. Coppola resgata com ares de fidelidade o ambiente entediante que a jovem garota foi parar através da repetição de cenas do seu cotidiano.
Em sua primeira manhã no palácio francês, Antonieta acorda e está cercada de “súditas”, que a submetem a um estranho, enfadonho e torturante ritual chamado “Isso é Versailles”.
Casada com Luís XVI, um banana que só gostava de engordar e levou 7 anos para consumar o casamento, Maria Antonieta torna-se uma rainha pat. Interessa-se cada vez mais por roupas, sapatos e coisas inúteis. Sua vida não era nada fácil, numa atmosfera isolada dos problemas do mundo francês. Kirsten Dunst tem missão de interpretar a rainha e a cumpre relativamente bem, embora em momento algum o roteiro exija muitos recursos dramáticos da atriz.
Coppola filma tudo isso com uma direção de arte de encher os olhos. Figurinos, maquiagens, fotografia, tudo é um esplendor. E o filme, acompanha a parte técnica?
Duramente criticado (infantil, chegaram a dizer), Maria Antonieta é, pelo menos, sincero. É o retrato de uma vida chata, de uma pessoa que viveu boa parte de sua vida na inércia de uma sociedade aristocrática ridícula, enquanto a população passava fome. Ainda assim, a Rainha demonstrou coragem quando o fogo começava a pegar e o resultado disso, todo mundo sabe e Coppola nem precisa mostrar. E seu filme nunca chega a ser entediante como o seu trabalho anterior, o superhipermegaultraestimado Encontros e Desencontros.
A cena em que Maria Antonieta se ajoelha diante do povo é, portanto, o ápice de um filme sobre uma figura praticamente mitológica, coisa que é ilustrada no filme a partir da célebre frase “Se não tem pão, que comam brioches”, atribuída a Tonha, mas longe de ser proferida por ela.
Maria Antonieta é ainda embalada por músicas do pop/rock atual, o que nos faz lembrar que muitos dos dilemas da Rainha não são muito diferentes das adolescentes de hoje. E, infelizmente, a vida fútil e despreocupada também.
A Rainha ★ ★ ★ ★
Stephen Frears. The Queen. RU/França/Itália, 2006
A morte da “Princesa” Diana foi um fato que chocou o mundo. Querida por muitos e odiada pela família real, Diana, a “princesa do povo” partiu e deixou a Monarquia britânica em uma situação de baixa popularidade, além de servir como trampolim político para um recém-empossado primeiro ministro Tony Blair.
Ilustrando os bastidores da política inglesa com absloluto realismo, Stephen Frears recria possíveis situações e contextos na semana que sucede a morte da princesa Diana, que desencadeia uma crise na família da Rainha, por se tratar de uma situação extremamente peculiar. Como proceder com o funeral daquela que nem mais fazia parte da realeza? Elizabeth II segue seus princípios e a cartilha de protocolo, sendo então pressionada pelo povo a rever suas decisões.
O centro do filme é Helen Mirren, em performance memorável no difícil papel da monarca britânica. Stephen Frears oferece a atriz momentos de grandiosa atuação em situações que variam de ligações telefônicas do primeiro-ministro à reação ao ver um alce morto. Mirren, espetacular, redime a semana da Rainha Elizabeth, que foi duramente criticada pelos súditos por se afastar do seu povo quando eles sofriam pela perda de Diana. O espectador acaba defendendo a Rainha, que é forçada a deixar a bandeira do palácio de Buckingham a meio mastro, quando nem mesmo a sua morte exigiria tal procedimento. Ou pior, é exigida expressar remorso mesmo após ler mensagens como “o sangue de Diana está nas suas mãos”. Realmente, não é um trabalho fácil lidar com tanta ingraditão.
O filme de Frears traz ainda a interessante fotografia do brasileiro Affonso Beato, que filma a rainha com uma 35mm, dando uma impressão mais "estática", conservadora, ao passo que o primeiro-ministro Tony Blair é representado com o dinamismo de uma 16mm. Aliás, o confronto entre tradição e modernidade é discutido no filme de Frears através da mudança de valores da sociedade encarada pela instuição monárquica inglesa, tendo como pano de fundo a simpatia que o povo tinha pela “rebelde” Diana.
Por fim, mas não menos importante, està a sutileza do humor britânico, que pode ser degustado aqui e ali durante toda a projeção. O talento da composição de Frears impõe significados até mesmo no uso de imagens de acervo (um olhar de Diana no final da projeção é quase tão irônico como o sorriso da Monalisa).
Não se pode esperar muito mais de um bom filme.
Maria Antonieta ★ ★ ★
Sofia Coppola. Marie Antoinette. Japão/França/EUA, 2006
Sofia Coppola termina sua “Trilogia do Tédio” (os dois primeiros foram As Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros) com um filme sobre a garota austríaca que se tornou a Rainha da França. Coppola resgata com ares de fidelidade o ambiente entediante que a jovem garota foi parar através da repetição de cenas do seu cotidiano.
Em sua primeira manhã no palácio francês, Antonieta acorda e está cercada de “súditas”, que a submetem a um estranho, enfadonho e torturante ritual chamado “Isso é Versailles”.
Casada com Luís XVI, um banana que só gostava de engordar e levou 7 anos para consumar o casamento, Maria Antonieta torna-se uma rainha pat. Interessa-se cada vez mais por roupas, sapatos e coisas inúteis. Sua vida não era nada fácil, numa atmosfera isolada dos problemas do mundo francês. Kirsten Dunst tem missão de interpretar a rainha e a cumpre relativamente bem, embora em momento algum o roteiro exija muitos recursos dramáticos da atriz.
Coppola filma tudo isso com uma direção de arte de encher os olhos. Figurinos, maquiagens, fotografia, tudo é um esplendor. E o filme, acompanha a parte técnica?
Duramente criticado (infantil, chegaram a dizer), Maria Antonieta é, pelo menos, sincero. É o retrato de uma vida chata, de uma pessoa que viveu boa parte de sua vida na inércia de uma sociedade aristocrática ridícula, enquanto a população passava fome. Ainda assim, a Rainha demonstrou coragem quando o fogo começava a pegar e o resultado disso, todo mundo sabe e Coppola nem precisa mostrar. E seu filme nunca chega a ser entediante como o seu trabalho anterior, o superhipermegaultraestimado Encontros e Desencontros.
A cena em que Maria Antonieta se ajoelha diante do povo é, portanto, o ápice de um filme sobre uma figura praticamente mitológica, coisa que é ilustrada no filme a partir da célebre frase “Se não tem pão, que comam brioches”, atribuída a Tonha, mas longe de ser proferida por ela.
Maria Antonieta é ainda embalada por músicas do pop/rock atual, o que nos faz lembrar que muitos dos dilemas da Rainha não são muito diferentes das adolescentes de hoje. E, infelizmente, a vida fútil e despreocupada também.
A Rainha ★ ★ ★ ★
Stephen Frears. The Queen. RU/França/Itália, 2006
A morte da “Princesa” Diana foi um fato que chocou o mundo. Querida por muitos e odiada pela família real, Diana, a “princesa do povo” partiu e deixou a Monarquia britânica em uma situação de baixa popularidade, além de servir como trampolim político para um recém-empossado primeiro ministro Tony Blair.
Ilustrando os bastidores da política inglesa com absloluto realismo, Stephen Frears recria possíveis situações e contextos na semana que sucede a morte da princesa Diana, que desencadeia uma crise na família da Rainha, por se tratar de uma situação extremamente peculiar. Como proceder com o funeral daquela que nem mais fazia parte da realeza? Elizabeth II segue seus princípios e a cartilha de protocolo, sendo então pressionada pelo povo a rever suas decisões.
O centro do filme é Helen Mirren, em performance memorável no difícil papel da monarca britânica. Stephen Frears oferece a atriz momentos de grandiosa atuação em situações que variam de ligações telefônicas do primeiro-ministro à reação ao ver um alce morto. Mirren, espetacular, redime a semana da Rainha Elizabeth, que foi duramente criticada pelos súditos por se afastar do seu povo quando eles sofriam pela perda de Diana. O espectador acaba defendendo a Rainha, que é forçada a deixar a bandeira do palácio de Buckingham a meio mastro, quando nem mesmo a sua morte exigiria tal procedimento. Ou pior, é exigida expressar remorso mesmo após ler mensagens como “o sangue de Diana está nas suas mãos”. Realmente, não é um trabalho fácil lidar com tanta ingraditão.
O filme de Frears traz ainda a interessante fotografia do brasileiro Affonso Beato, que filma a rainha com uma 35mm, dando uma impressão mais "estática", conservadora, ao passo que o primeiro-ministro Tony Blair é representado com o dinamismo de uma 16mm. Aliás, o confronto entre tradição e modernidade é discutido no filme de Frears através da mudança de valores da sociedade encarada pela instuição monárquica inglesa, tendo como pano de fundo a simpatia que o povo tinha pela “rebelde” Diana.
Por fim, mas não menos importante, està a sutileza do humor britânico, que pode ser degustado aqui e ali durante toda a projeção. O talento da composição de Frears impõe significados até mesmo no uso de imagens de acervo (um olhar de Diana no final da projeção é quase tão irônico como o sorriso da Monalisa).
Não se pode esperar muito mais de um bom filme.
Happy Feet - O Pingüim ★ ★ ★ ★ ★
George Miller. Happy Feet. Austrália/EUA, 2006.
You don't have to be rich
To be my girl
You don't have to be cool
To rule my world
Ain't no particular sign
I'm more compatible with
I just want your extra time and your
Kiss
Happy Feet começa com essa famosa música, do artista novamente conhecido como Prince, interpretado por pingüins. Antes de mais nada, portanto, é preciso diferenciar dois perfis de espectadores. O primeiro deles acha a idéia de um filme musical em si insuportável e o fato de ter pingüins no lugar de atores deixa tudo pior. O segundo perfil de espectador teria espasmos de alegria ao saber que Happy Feet é uma espécie de Moulin Rouge no gelo, com aves engraçadinhas no lugar da Nicole Kidman (por sinal é essa moça que canta a música acima) e Ewan McGregor.
Se você é o espectador número 1, sorry pal, Happy Feet não é mesmo para você. Mude de sala e vá ver Os Infiltrados, do Scorcese. Ou O Massacre da Serra Elétrica - O Início. Musical é coisa de maricas.
Por outro lado, se você é o espectador número 2, existe uma grande probabilidade que você aprecie o trabalho de George Miller. O filme traz o interessante conceito de que os pingüins são seres essencialmente musicais, que se comunicam através de melodias e usam a Música inclusive para encontrar o parceiro ideal.
Beneficiado pelo fato de que todo mundo assistiu ao documentário A Marcha dos Pinguins, vencedor do Oscar, Miller não precisa explicar as ações e o comportamento das tais aves. Sabemos o que significa deixar um ovo cair no gelo, por exemplo. Mais precisamente, é isso que acontece com o ovo do pobre Mumble e, por conta disso, ele nasce com uma “peculiaridade”: sapateado.
Enquanto todos os pingüins são cantores, Mumble é mais desafinado que uma pata choca, mas é o Fred Astaire antártico. Isso não traz nenhuma vantagem pra ele, muito pelo contrário. Mumble é excluído da comunidade e o destino o leva a conhecer uma gang de divertidos pingüins latinos, que o fazem aceitar como é e dá forças a procurar o seu amor de infância, a também popstar Gloria.
Miller, que também dirigiu o belíssimo Babe – O Porquinho Atrapalhado na Cidade e já tinha roteirizado o primeiro e maravilhoso Babe, retorna em grande estilo após 8 anos sem filmar. A “fotografia” de Happy Feet é realmente algo digno de ser apreciado, bem como seus movimentos de câmera acompanhando as sagazes criaturas pelo gelo. A “atuação” dos personagens é também digna de nota. Embora estejamos falando de animais digitais, a qualidade dos animadores é tamanha que a expressão dos personagens dá um show em muito ator por aí. Um elenco de peso está por trás das vozes originais. Brittany Murphy surpreende e mostra que sabe cantar no papel da arrasa-icebergs Gloria. A voz de Mumble fica por conta de Frodo Wood. Nicole Kidman e o onipresente Hugh Jackman interpretam seus pais. Por fim, o núcleo do humor está representado muitíssimo bem por Robin Williams com Ramón, um dos latin lovers (sua interpretação calliente de My Way é impagável).
Para os incautos, o filme pode até parecer pueril em certos aspectos, mas Happy Feet discute temas como o preconceito de forma sutil, o que deve ser muito bom para as crianças aprenderem certos conceitos sociais naquela idade chata dos porquês. O roteiro de George Miller e outros 3 colaboradores toma rumos inesperados à medida que o jovem Mumble resolve contestar a fé cega de certos apóstolos e faz uma peregrinação em busca da Verdade. Ainda estamos falando do mesmo filme, que começa com a música Kiss, do artista novamente conhecido como Prince.
George Miller. Happy Feet. Austrália/EUA, 2006.
You don't have to be rich
To be my girl
You don't have to be cool
To rule my world
Ain't no particular sign
I'm more compatible with
I just want your extra time and your
Kiss
Happy Feet começa com essa famosa música, do artista novamente conhecido como Prince, interpretado por pingüins. Antes de mais nada, portanto, é preciso diferenciar dois perfis de espectadores. O primeiro deles acha a idéia de um filme musical em si insuportável e o fato de ter pingüins no lugar de atores deixa tudo pior. O segundo perfil de espectador teria espasmos de alegria ao saber que Happy Feet é uma espécie de Moulin Rouge no gelo, com aves engraçadinhas no lugar da Nicole Kidman (por sinal é essa moça que canta a música acima) e Ewan McGregor.
Se você é o espectador número 1, sorry pal, Happy Feet não é mesmo para você. Mude de sala e vá ver Os Infiltrados, do Scorcese. Ou O Massacre da Serra Elétrica - O Início. Musical é coisa de maricas.
Por outro lado, se você é o espectador número 2, existe uma grande probabilidade que você aprecie o trabalho de George Miller. O filme traz o interessante conceito de que os pingüins são seres essencialmente musicais, que se comunicam através de melodias e usam a Música inclusive para encontrar o parceiro ideal.
Beneficiado pelo fato de que todo mundo assistiu ao documentário A Marcha dos Pinguins, vencedor do Oscar, Miller não precisa explicar as ações e o comportamento das tais aves. Sabemos o que significa deixar um ovo cair no gelo, por exemplo. Mais precisamente, é isso que acontece com o ovo do pobre Mumble e, por conta disso, ele nasce com uma “peculiaridade”: sapateado.
Enquanto todos os pingüins são cantores, Mumble é mais desafinado que uma pata choca, mas é o Fred Astaire antártico. Isso não traz nenhuma vantagem pra ele, muito pelo contrário. Mumble é excluído da comunidade e o destino o leva a conhecer uma gang de divertidos pingüins latinos, que o fazem aceitar como é e dá forças a procurar o seu amor de infância, a também popstar Gloria.
Miller, que também dirigiu o belíssimo Babe – O Porquinho Atrapalhado na Cidade e já tinha roteirizado o primeiro e maravilhoso Babe, retorna em grande estilo após 8 anos sem filmar. A “fotografia” de Happy Feet é realmente algo digno de ser apreciado, bem como seus movimentos de câmera acompanhando as sagazes criaturas pelo gelo. A “atuação” dos personagens é também digna de nota. Embora estejamos falando de animais digitais, a qualidade dos animadores é tamanha que a expressão dos personagens dá um show em muito ator por aí. Um elenco de peso está por trás das vozes originais. Brittany Murphy surpreende e mostra que sabe cantar no papel da arrasa-icebergs Gloria. A voz de Mumble fica por conta de Frodo Wood. Nicole Kidman e o onipresente Hugh Jackman interpretam seus pais. Por fim, o núcleo do humor está representado muitíssimo bem por Robin Williams com Ramón, um dos latin lovers (sua interpretação calliente de My Way é impagável).
Para os incautos, o filme pode até parecer pueril em certos aspectos, mas Happy Feet discute temas como o preconceito de forma sutil, o que deve ser muito bom para as crianças aprenderem certos conceitos sociais naquela idade chata dos porquês. O roteiro de George Miller e outros 3 colaboradores toma rumos inesperados à medida que o jovem Mumble resolve contestar a fé cega de certos apóstolos e faz uma peregrinação em busca da Verdade. Ainda estamos falando do mesmo filme, que começa com a música Kiss, do artista novamente conhecido como Prince.
Nunca escrevi sobre séries antes aqui no IMHO mas essa certamente merece o debut.
Dexter ★ ★ ★ ★ ★
1a. Temporada - 2006
Dexter é um serial killer "do bem" e protagonista da série de mesmo nome. Por ser protagonista, é preciso que nos simpatizemos com esse personagem tão peculiar, coisa que acontece desde o primeiro momento em tela. Boa parte disso pode ser atribuída a excelente atuação do carismático ator Michael C. Hall, que tem em seu CV Shakespeare e Broadway (ele já foi Billy Flyin, de Chicago).
Baseado no livro Darkly Dreaming Dexter, de Jeff Lindsay, a série do canal Showtime se passa em uma Miami quente, cheia de criminosos e chicos cubanos. Dexter trabalha para a polícia da cidade, como especialista forense em sangue. E, nas horas vagas, ele persegue criaturas desprezíveis e as mata sem piedade, seguindo o "Código de Harry", criado pelo seu pai adotivo, que era policial.
Cínico e desprovido de sentimentos "normais", Dexter passa boa parte da temporada tentando descobrir a identidade do Assassino do Caminhão de Gelo, que espalha pedacinhos de prostitutas por Miami, ao mesmo tempo que percebe alguma relação entre seu passado obscuro e os crimes que estão acontecendo na cidade. A união entre mistério e suspense com uma boa dose de humor negro dá o tom de excelência para a série, que já me deixa com saudade. Esse é o problema das boas séries. Sempre precisamos buscar substitutos para elas.
Dexter contacom um roteiro enxuto, um elenco de primeira e uma história interessante que prende a atenção do espectador sem "encher linguiça", coisa que invariavelmente acontece com muitas séries. O lado ruim disso é que a primeira temporada de Dexter só teve 12 episódios, mas felizmente uma segunda temporada está programada para o final desse ano.
Dexter ★ ★ ★ ★ ★
1a. Temporada - 2006
Dexter é um serial killer "do bem" e protagonista da série de mesmo nome. Por ser protagonista, é preciso que nos simpatizemos com esse personagem tão peculiar, coisa que acontece desde o primeiro momento em tela. Boa parte disso pode ser atribuída a excelente atuação do carismático ator Michael C. Hall, que tem em seu CV Shakespeare e Broadway (ele já foi Billy Flyin, de Chicago).
Baseado no livro Darkly Dreaming Dexter, de Jeff Lindsay, a série do canal Showtime se passa em uma Miami quente, cheia de criminosos e chicos cubanos. Dexter trabalha para a polícia da cidade, como especialista forense em sangue. E, nas horas vagas, ele persegue criaturas desprezíveis e as mata sem piedade, seguindo o "Código de Harry", criado pelo seu pai adotivo, que era policial.
Cínico e desprovido de sentimentos "normais", Dexter passa boa parte da temporada tentando descobrir a identidade do Assassino do Caminhão de Gelo, que espalha pedacinhos de prostitutas por Miami, ao mesmo tempo que percebe alguma relação entre seu passado obscuro e os crimes que estão acontecendo na cidade. A união entre mistério e suspense com uma boa dose de humor negro dá o tom de excelência para a série, que já me deixa com saudade. Esse é o problema das boas séries. Sempre precisamos buscar substitutos para elas.
Dexter contacom um roteiro enxuto, um elenco de primeira e uma história interessante que prende a atenção do espectador sem "encher linguiça", coisa que invariavelmente acontece com muitas séries. O lado ruim disso é que a primeira temporada de Dexter só teve 12 episódios, mas felizmente uma segunda temporada está programada para o final desse ano.






