Stardust - O Mistério da Estrela ★ ★ ★ ★
Matthew Vaughn. Stardust. Reino Unido / EUA
Quando convenci o pessoal daqui a ir ao cinema para ver Stardust, usei o argumento de que o filme tinha fantasia, aventura, comédia e romance - tudo isso pelo preço de um ingresso (ajudava o fato de que às terças, o cinema aqui é mais barato para universitários). A verdade é que, embora tenha servido aos propósitos do momento, esse não era um bom argumento - aliás, é quase sempre um mal sinal quando um filme oscila entre muitos gêneros. Geralmente acontece que nenhum deles funciona.
Felizmente, meu argumento subconscientemente errado mostrou-se a razão do charme que é o filme Stardust. Explico. Nos últimos tempos, os filmes de fantasia estavam tomando um caminho repetitivo - unas são bons (Senhor dos Anéis, Harry Potter), outros nem tanto (Eragon, Crônicas de Narnia), mas todos tem em comum o fato que se levam muito a sério. Stardust toma o camniho oposto. Baseado na obra de Neil Gaiman (que emplacou dois filme sesse ano - o segundo é Beowulf), o filme conta as aventuras do jovem Tristan (Charlie Cox) em um mundo mágico, na busca por uma estrela cadente. No caminho, [chamada da sessão da tarde] ele se mete em muita confusão[/chamada da sessão da tarde] com um príncipe assassino e uma bruxa velha (Michelle Pfeiffer) que quer ficar mais nova sem colocar botox.
Além de ser extremamente divertido. Stardust foge também do comum ao apresentar um número impressionante de mortes durante a projeção - ainda que as soluções sejam as menos chocantes possíveis, como a escolha inteligente de mostrar o sangue azul de um membro da realeza.
O filme conquista pela simpática química entre os dois personagens principais, Tristan e a adorável estrela vivida por Claire Danes (essa mesma, a Julieta). Quem rouba todas as cenas, no entanto, é Lamia, a bruxa interpretada por Pfeiffer, simplesmente matadora cada vez que envelhece um pouquinho. Somado ao elenco está Robert DeNiro em atuação corajosa e surpreendente, além de uma agradável ponta de Peter O'Toole.
Por outro lado, irrita um pouco o tom de épico que ele assume durante parte da projeção. Por tom de épico, entende-se trilha sonora "vamos para frente" e travellings em paisagens maravilhosas.
Apesar de achar a resolução para acabar com o "final boss" forçada e pouco criativa, isso não chega a comprometer o resultado final. Stardust é um daqueles filmes que terminam com um belo "... e viveram felizes para sempre" e o espectador não consegue deixar de sair da sala de cinema com um grande sorriso no rosto.
Matthew Vaughn. Stardust. Reino Unido / EUA
Quando convenci o pessoal daqui a ir ao cinema para ver Stardust, usei o argumento de que o filme tinha fantasia, aventura, comédia e romance - tudo isso pelo preço de um ingresso (ajudava o fato de que às terças, o cinema aqui é mais barato para universitários). A verdade é que, embora tenha servido aos propósitos do momento, esse não era um bom argumento - aliás, é quase sempre um mal sinal quando um filme oscila entre muitos gêneros. Geralmente acontece que nenhum deles funciona.
Felizmente, meu argumento subconscientemente errado mostrou-se a razão do charme que é o filme Stardust. Explico. Nos últimos tempos, os filmes de fantasia estavam tomando um caminho repetitivo - unas são bons (Senhor dos Anéis, Harry Potter), outros nem tanto (Eragon, Crônicas de Narnia), mas todos tem em comum o fato que se levam muito a sério. Stardust toma o camniho oposto. Baseado na obra de Neil Gaiman (que emplacou dois filme sesse ano - o segundo é Beowulf), o filme conta as aventuras do jovem Tristan (Charlie Cox) em um mundo mágico, na busca por uma estrela cadente. No caminho, [chamada da sessão da tarde] ele se mete em muita confusão[/chamada da sessão da tarde] com um príncipe assassino e uma bruxa velha (Michelle Pfeiffer) que quer ficar mais nova sem colocar botox.
Além de ser extremamente divertido. Stardust foge também do comum ao apresentar um número impressionante de mortes durante a projeção - ainda que as soluções sejam as menos chocantes possíveis, como a escolha inteligente de mostrar o sangue azul de um membro da realeza.
O filme conquista pela simpática química entre os dois personagens principais, Tristan e a adorável estrela vivida por Claire Danes (essa mesma, a Julieta). Quem rouba todas as cenas, no entanto, é Lamia, a bruxa interpretada por Pfeiffer, simplesmente matadora cada vez que envelhece um pouquinho. Somado ao elenco está Robert DeNiro em atuação corajosa e surpreendente, além de uma agradável ponta de Peter O'Toole.
Por outro lado, irrita um pouco o tom de épico que ele assume durante parte da projeção. Por tom de épico, entende-se trilha sonora "vamos para frente" e travellings em paisagens maravilhosas.
Apesar de achar a resolução para acabar com o "final boss" forçada e pouco criativa, isso não chega a comprometer o resultado final. Stardust é um daqueles filmes que terminam com um belo "... e viveram felizes para sempre" e o espectador não consegue deixar de sair da sala de cinema com um grande sorriso no rosto.



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