Vôo 93 ★ ★ ★ ★ ★
Paul Greengrass. United 93. França/Reino Unido/EUA, 2006
Viajar de avião já é uma coisa estressante por natureza. Filas imensas de check in, detector de metais, confere documento, entra no avião, mais espera. Eis que um belo dia, você está em seu assento, quando de repente, surgem uns seres humanos com fita vermelha na cabeça que se levantam e rendem os comissários de bordo. Um deles tem uma bomba no corpo. São terroristas, que dominam os pilotos e planejam colidir o avião com algum monumento do seu país. Sem alternativas, você se prepara para morrer.
É isso que acontece em Vôo 93. Terrível por si só, a história do filme torna-se ainda mais assustadora e triste, sabendo-se que ela faz parte de um passado recente da história da humanidade. 11 de setembro de 2001. Nem parece que já tem mais de 5 anos.
Filmado com maestria por Paul Greengrass, o filme utiliza de atores em sua maioria desconhecidos, pessoas ligadas ao evento e família das vítimas para recriar o trágico incidente, criando cenas de duro impacto emocional. Greengrass alterna cenas tensas no avião com aquelas de forte apelo dramático, através das emocionantes ligações entre os passageiros e seus parentes.
Greengrass, que também dirigiu o ótimo A Supremacia Bourne, também acerta ao não criar "personagens" com características bem definidas (seria um recurso desnecessário e até mesmo ofensivo aos verdadeiros passageiros), preferindo o enfoque em situações como os controladores de vôo acompanhando, impotentes, o destino daqueles passageiros, ou as decisões tomadas pelos passageiros em derrubar o avião antes que os terroristas acertacessm seu alvo, supostamente, a Casa Branca.
Confesso que evitava ver esse filme pela certeza de que seria uma experiência difícil e dolorosa. Ainda que não estivesse errado, não ver Vôo 93 seria um grande arrependimento. Por isso, ao invés de me prolongar num texto laudatório, encerro sob o pretexto de que as palavras por mim utilizadas não serão suficientes para ressaltar a grandeza desse filme, que por ser naturalmente trágico (todo mundo sabe como acaba, não é mesmo?) pode afastar o espectador. Por isso, tome coragem e assista a Vôo 93, um dos filmes mais bonitos de 2006.
Paul Greengrass. United 93. França/Reino Unido/EUA, 2006
Viajar de avião já é uma coisa estressante por natureza. Filas imensas de check in, detector de metais, confere documento, entra no avião, mais espera. Eis que um belo dia, você está em seu assento, quando de repente, surgem uns seres humanos com fita vermelha na cabeça que se levantam e rendem os comissários de bordo. Um deles tem uma bomba no corpo. São terroristas, que dominam os pilotos e planejam colidir o avião com algum monumento do seu país. Sem alternativas, você se prepara para morrer.
É isso que acontece em Vôo 93. Terrível por si só, a história do filme torna-se ainda mais assustadora e triste, sabendo-se que ela faz parte de um passado recente da história da humanidade. 11 de setembro de 2001. Nem parece que já tem mais de 5 anos.
Filmado com maestria por Paul Greengrass, o filme utiliza de atores em sua maioria desconhecidos, pessoas ligadas ao evento e família das vítimas para recriar o trágico incidente, criando cenas de duro impacto emocional. Greengrass alterna cenas tensas no avião com aquelas de forte apelo dramático, através das emocionantes ligações entre os passageiros e seus parentes.
Greengrass, que também dirigiu o ótimo A Supremacia Bourne, também acerta ao não criar "personagens" com características bem definidas (seria um recurso desnecessário e até mesmo ofensivo aos verdadeiros passageiros), preferindo o enfoque em situações como os controladores de vôo acompanhando, impotentes, o destino daqueles passageiros, ou as decisões tomadas pelos passageiros em derrubar o avião antes que os terroristas acertacessm seu alvo, supostamente, a Casa Branca.
Confesso que evitava ver esse filme pela certeza de que seria uma experiência difícil e dolorosa. Ainda que não estivesse errado, não ver Vôo 93 seria um grande arrependimento. Por isso, ao invés de me prolongar num texto laudatório, encerro sob o pretexto de que as palavras por mim utilizadas não serão suficientes para ressaltar a grandeza desse filme, que por ser naturalmente trágico (todo mundo sabe como acaba, não é mesmo?) pode afastar o espectador. Por isso, tome coragem e assista a Vôo 93, um dos filmes mais bonitos de 2006.


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