Isso vai dar trabalho para mudar, mas eu assumo a responsabilidade!
Aguardem.
Jogos sádicos, cruéis, mortais e muito divertidos
Postado por Vinícius em 24 de novembro de 2006 às 08:11.Jogos Mortais 3 ★ ★ ★
Darren Lynn Bousman. Saw III. EUA, 2006
Como já disse diversas vezes nesse meu blog (prolixo, eu?), terror é um gênero totalmente descartável, mas imensamente divertido, não obstante repleto de obras totalmente infelizes, que insultam a inteligência do espectador. Jogos Mortais 3, particularmente, é cruel e violento, tem um assassino interessante, esperto, doente e carismático e, por último nunca chega a ser uma afronta à lógica, o que o coloca muito acima da média dos filmes de suspense/terror – razões suficientes para quem gosta do gênero assistir à derradeira aventura de JigSaw.
Siga em paz, Altman.

Terror em Silent Hill ★ ★ ★ ★
Christophe Gans. Canadá/Japão/EUA/França, 2006
Em 1999 surgiu um jogo para Playstation que objetivava encontrar algum espaço no gênero suspense/terror, cujo destaque era o famoso Resident Evil. Sua proposta, no entanto, não era gerar sustos gratuitos através de cachorros-zumbis que quebravam uma janela do nada, mas criar uma atmosfera de constante tensão. A cidade de Silent Hill era um prato feito. Sempre coberta pela névoa, a qualquer momento o rádio que o personagem principal começava a emtir um zumbido que, conforme ia se intensificando, era sinal da hora do chumbo. Outro elemento aterrorizador era uma realidade paralela e aterrorizante, que modificava os cenários, colocando elementos macabros, grades e monstros bizarros. Esse pacote vinha revestido com uma história interessante sobre uma seita satânica, uma criança perdida e um pai a procura de sua filha na misteriosa cidade de Silent Hill.
O diretor Christophe Gans apropriou-se dos melhores elementos do jogo e o transformou num bom filme. Saiu o pai, entrou a mãe, saiu o rádio, entrou o celular e pronto. Em diversos momentos da narrativa, sente-se como no jogo: a personagem acha uma pista, que levará a algum lugar, onde ela acha uma peça importante e por aí vai.
Através de uma atmosfera repleta de tensão, Gans não se preocupa em dar sustos com os famosos recursos cinematográficos clichês de filmes de terror, como aumentos bruscos do volume ou personagens que surgem do nada. Sua imagem já dá conta do recado. A produção usa de efeitos especiais eficazes e uma interessnate direção de arte, capitando o melhor do jogo, principalmente durante a transição para a realidade alternativa.
Com boas atuações de todo o elenco, Silent Hill peca apenas por fornecer um número de explicações exageradas, que contradiz a teoria do “pra que explicar o inexplicável”. Ainda assim, o filme é uma experiência interessante, ainda que melancólica, o que já é um avanço, considerando o fracasso da maioria das adaptações cinematográficas de videogames.



