Madeleine Peyroux - Half of the Perfect World ★ ★ ★ ★
2006
Ouvir Madeleine cantando é um prazer sem limites. Aquela voz que resgata o melhor de Billie Holiday é perfeita para o canto de um jazz sofisticado, sem exageros. Em seu terceiro álbum, Peyroux traz a deliciosa I`m all right abrindo o CD com um ótimo uso de órgão, marca quase registrada de sua curta discografia. A música francesa da vez é La Javanaise, que ficou linda com o uso das cordas. Outro ponto alto do álbum é a música-título, uma bossa de Leonard Cohen. Não gostei muito do dueto com k. d. lang (River, de Jonny Mitchell e tampouco me empolgou sua versão para Smile de Chaplin, mas ainda assim recomendo o CD. Poucas são as cantoras com o talento e o dom de Madeleine Peyroux.
Diana Krall - From this Moment On ★ ★
2006
Eu sempre implico muito com a pobre da Diana. Só gostaria de entender porque uma cantora-pianista que não faz nem uma coisa nem outra realmente bem pode fazer tanto sucesso. Obviamente, existem pessoas que nascem com as nádegas voltadas para a lua e Diana é certamente uma delas. Neste CD, ela retorna aos standards. Duas faixas são as mesmas do ótimo album de Tony Bennett e k. d. lang (Exactly Like You e You Can Depend on Me) e Diana Krall perde nas duas. A conclusão é que se você não gosta da cantora canadense, não vai ser dessa vez que você irá se apaixonar.
Tony Bennnett - Duets: An American Classic ★ ★ ★ ★
2006
19 faixas, 18 convidados e Tony Bennett continua sendo a estrela suprema. A Voz não é a mesma de anos atrás, obviamente, mas seus agudos poderosos ainda estão lá, no meio de Dixie Chicks, Paul McCartney, k. d. lang, Diana Krall, Michael Bublé, Stevie Wonder ("ful", como diz o próprio Tony, e eu apóio) e muitos, muitos outros figurões da música atual. Curiosamente, a melhor faixa do CD é I left My Heart in San Francisco, composta apenas de Tony + piano. Uma gravação que não seria nada espetacular, se não fosse o pequeno detalhe que celebra 80 anos de uma lenda viva do jazz.
Fonte: Cinema em Cena
(12:29) David Lynch apresentou Inland Empire nos Estados Unidos pela primeira vez ontem, no New York Film Festival. O longa ainda não tem distribuição garantida por lá, mas, segundo The Hollywood Reporter, o diretor pretende anunciar novidades a respeito na próxima semana.
Desde sua primeira exibição mundial, no Festival de Veneza mês passado, o filme vem dividindo o público entre admiradores e detratores – situação comum na carreira de Lynch. Mas Inland Empire é tido como o trabalho mais experimental do cineasta em anos, evocando seus filmes mais difíceis, como Eraserhead e Estrada Perdida.
Aqui está um apanhado do que podemos encontrar nas três horas de duração de Inland Empire:
- O filme começa com duas histórias entrelaçadas sobre uma atriz (Laura Dern) que retorna às telas em um melodrama sulista chamado High in Blue Tomorrows. Uma terceira história entra logo em seguida, acompanhando uma mulher maltratada e agressiva, também interpretada por Dern.
- Entre cada uma das tramas, entram números musicais e episódios dramáticos com atores falando em polonês.
- Há ainda um monólogo que descreve uma mulher que possui um buraco na vagina e um macaco de estimação que defeca por todos os cantos.
- Como se não bastasse, segmentos de sitcom estrelados por uma família de pessoas com cabeças de coelho são apresentados ao longo do filme.
Esses segmentos, na verdade, são baseados em uma série de nove curtas que Lynch exibiu em seu site oficial, em 2002. Depois que começou seu novo projeto, ele chamou os atores dos curtas (Naomi Watts, Laura Harring e Scott Coffey, todos de Cidade dos Sonhos) e refilmou as cenas no set de Inland Empire.



