IMHO

Na humilde opinião de Vinícius Versiani Durães


(filmes estreados em 2005 no cinema ou diretamente em DVD)


20. Sideways - Entre Umas e Outras (Alexander Payne, EUA, 2004)


19. Batman Begins (Christopher Nolan, EUA, 20005)


18. A Fantástica Fábrica de Chocolates (Tim Burton, EUA, 2005)

17. Closer - Perto Demais (Mike Nichols, EUA, 2004)


16. Vida de Menina (Helena Solberg, Brasil, 2003)


15. Querida Wendy (Thomas Vinterberg, Dinamarca/França/Alemanha/RU, 2005)


14. Sin City (Frank Miller e Robert Rodriguez, EUA, 2004)


13. 2 Filhos de Francisco (Breno Silveira, Brasil, 2005)



11. O Segredo de Vera Drake (Mike Leigh, RU/França/NZ, 2004)


10. Manderlay (Lars von Trier, Dinamarca/Suiça/Holanda/França/Alemanha/EUA, 2005)


09. Menina de Ouro (Clint Eastwood, EUA, 2004)


08. A Noiva Cadáver (Tim Burton e Mike Johnson, EUA/RU, 2005)


07. 2046 - Os Segredos do Amor (Wong Kar Wai, China/França/Alemanha/Hong Kong, 2004)


06. Um Filme Falado (Manoel de Oliveira, Portugal/França/Itália, 2003)


05. Huckabees - A Vida é uma Comédia (David O. Russell, EUA/Alemanha 2004)


04. Menina Santa (Lucrecia Martel, Argentina/Itália/Holanda/Espanha, 2004)


03. O Castelo Animado (Hayao Miyazaki, Japão, 2004)


02. Oldboy (Chan Wook Park, Coréia do Sul, 2003)


01. Herói (Zhang Yimou, Hong Kong/China, 2002)

Nada melhor do que terminar a lista com a Maggie Cheung, não é mesmo? :)

Listas são entidades sempre polêmicas. O que acharam da minha? Comentem!

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Top Ausências Notáveis (filmes que eu não vi, e que provavelmente entrariam para a lista):

5. Marcas da Violência (David Cronenberg, EUA, 2005)
4. Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (Steve Box Nick Park, Inglaterra, 2005)
3. Caché (Michael Haneke, França, 2005)
2. A Criança (Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, França, 2005)
1. O Jardineiro Fiel (Fernando Meirelles, EUA, 2005)

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Em breve, a lista dos piores do ano!



King Kong

Peter Jackson
Idem
. Nova Zelândia/Estados Unidos, 2005


Do ponto de vista lógico, o filme King Kong não faz o menor sentido: oferecida como sacrifício para a criatura "Torê Kong", a bela e incipiente atriz Ann Darrow torna-se amiga do gigante gorila, que se apaixona por ela. A maior proeza do cineasta é, certamente, fazer com que esse argumento bizarro torne-se verdadeiro - e, felizmente, é exatamente o que ele consegue fazer, de tal sorte que consegue envolver o espectador com o colossal macacão romântico. Afinal, desde quando o cinema precisa ser lógico, não é mesmo, minha gente?

Pois Torê Kong, à primeira vista irascível, revela-se uma criatura mais complexa, dotada de sentimentos profundos (com uma leve tendência para o tipo "eu sou rebelde porque o mundo quis assim"). Além disso, o monstro demonstra possuir um irresistível senso de humor (repare, no 3o. ato da trama, que Kong, à procura de sua loira, limita-se a atirar para o lado as impostoras, numa das cenas mais engraçadas do longa). No entanto, a belíssima caracterização do ator Andy Serkis garante contornos verossímeis aos sentimentos do gorila, o que é fundamental para que possamos levar alguma coisa a sério dentro de tal absurdo contexto.


Irascível, mas de bom coração

Os efeitos especiais são sensacionais. Peter Jackson corrobora sua competência para criar cenas de ação eletrizantes, dessa vez com direito a dinossauros e insetos com proporções à la Itu. Humor negro volta e meia aparece, como na cena em que Ann Darrow, presa a cipós e executando um movimento pendular, atiça o desejo de um T-Rex que espera pela loira de boca aberta. Irrepreensível do ponto de vista técnico, o longa ainda conta com uma belíssima fotografia - toda a concepção da ilha da Caveira é fantástica e o diretor explora sua geografia com movimentos panorâmicos de câmera sensacionais e cria magistrais coreografias visuais, chegando a superar suas macaquices de O Senhor dos Anéis.

Ao mesmo tempo que reafirma seu talento, a maioria dos problemas do filme reside mesmo no ex-obeso diretor. Um excesso de close-ups na atriz Naomi Watts (às vezes inexpressiva, o que é uma pena, visto que é uma das mais competentes atrizes da atualidade, e seu CV comprova isso), um excesso de câmeras lentas, um excesso de cenas de ação, excesso de minutos... Peter Jackson tornou-se um megalomaníaco, o que pode ser uma preocupante tendência. Ao mesmo tempo, o roteiro irregular apresenta personagens de modo a criar pequeninas tensões durante o segundo ato, sendo que boa parte do elenco sobrevivente é esquecida no final. No final das contas, a estrutura das duas horas iniciais do filme acaba lembrando aqueles filmes de terror, em que nos é apresentado diversos personagens que certamente irão morrer (adivinha o que acontece com o negão?).


Vai, Torê! Acaba com a lagartixa

Por outro lado, King Kong funciona também como um ode à 7a. arte, representado pela obsessão do personagem Carl Denham, vivido por Jack Black, em rodar seu revolucionário filme em meio a tantas intempéries. Enquanto isso, o roteirista Jack Driscoll de Adrien Brody não empolga no papel do herói, visto que ele não é páreo para o gorilão, que é o centro das atenções. E, como eu disse anteriormente, Naomi Watts (minha favorita) está lindíssima e sem dúvida nenhuma encanta em diversos momentos com a graça de sua Ann Darrow, mas o excesso de close-ups em seu rosto chega a incomodar, uma vez que a carga dramática a qual sua personagem é submetida não é tão oscilatória assim para exigir um registro tão preciso de suas feições.

(Perguntas que não querem calar: como Torê Kong foi transportado para NY? Que eu saiba a criatura não cabia meramente no barquinho. Como a loira Ann Darrow se divertia sem sentir frio, maravilhosa e intocável em trajes sumários, no Central Park coberto de gelo? Tudo bem, as leis da termodinâmica também podem ser violadas no cinema...)


Casal que empolga. Casal que não empolga.

Piadinhas a parte, o fato é que, longe de ser um filme sério, acaba sendo prejudicado pela salada de gêneros: um filme com ação, aventura, drama, fantasia, comédia pastelão e terror não pode funcionar todo o tempo - ainda mais, em intermináveis 187 minutos. Uma boa enxugada deixaria o filme bem melhor. No momento, torço que King Kong seja um fracasso de bilheteria (a primeira semana revelou essa tendência) e que sirva de lição para Peter Jackson freiar sua mania de grandeza.

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Top filmes com Naomi Watts:

1. Cidade dos Sonhos. David Lynch, 2001.
2. Huckabees - A Vida é uma Comédia. David O. Russell, 2004.
3. 21 Gramas. Alejandro Iñárritu, 2003.
4. O Chamado. Gore Verbinski, 2002.
5. King Kong. Peter Jackson, 2005.
6. Tentação. John Curran, 2004.
7. O Chamado 2. Hideo Nakata, 2005.

Preciso ver mais filmes com a loira...

Estava querendo escrever esse post há muito tempo, mas nada melhor do que falar sobre CDs de Natal no próprio dia 25/12. Primeiro vem os CDs de Natal lançados esse ano e em seguida, alguns clássicos.



The Season
★ ★ ★ ★
Jane Monheit

2005

Jane Monheit é a dona da mais bonita voz do mundo, sem nenhum exagero. Ela está num pedestal, reinando absoluta, incomparável, entre todas as outras cantoras vivas. Pena que grave tão pouco. Um dos defeitos desse CD é exatamente esse: é muito curto, quase preguiçoso. Apenas 10 musiquinhas de Natal não são suficientes para saciar o desejo de ouvir Jane Monheit cantando outra vez. Somando-se a isso músicas insossas como as chatas Moonlight in Vermont e Christmas Waltz, quase Jane fez um CD desnecessário. Felizmente, há algumas pérolas que fazem a gente perdoá-la por esses deslizes: seu repertório é eclético, variando do pop em This Christmas à antiga I Heard the Bells on Christmas Day. No entanto, é nos "holiday standards" que Jane mais encanta. Podemos ouvir as deliciosamente rápidas The Man With the Bag e Sleighride com um sorriso no rosto; o medley I Love the Winter Weather/I've Got My Love to Keep Me Warm é perfeito e além disso, temos o registro definitivo de Santa Claus Is Coming to Town graças ao piano inventivo de Michael Kanan e os vocais virtuosos de Jane. As belas músicas Have Yourself a Merry Little Christmas e My Grown-Up Christmas List deixam um gostinho de quero mais. É realmente uma pena que esse álbum seja tão curto.



Christmas Songs
★ ★ ★
Diana Krall
2005

Krall corrige o problema de repertório do CD da Jane, gravando quase todas as minhas canções favoritas de natal. Infelizmente, os registros não chegam a ser memoráveis: exceto a deliciosa Jingle Bells, Krall não sai do mesmo e erra feio ao esquecer do seu principal mérito: seu piano virtuoso praticamente não é ouvido ao longo do álbum. Praticamente me irritou o fato de que ela estragou a bela I'll Be Home for Christmas, fazendo uma versão para morto ouvir. Ao todo o CD não chega a ser ruim, mas poderia ser bem melhor.



The Christmas Collection
★ ★ ★
Il Divo
2005

O que Somewhere Over the Rainbow faz numa coleção de natal? Il Divo continua com sua salada de fruta globalizada, com White Christmas em dois idiomas e outras esculhambações. Um excesso de purpurina orquestral às vezes atrapalha, mas o belo conjunto de vozes muitas vezes compensa.

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Agora alguns clássicos do repertório natalino



Ella Wishes You a Swinging Christmas
★ ★ ★ ★
Ella Fitzgerald
1960


Sem dúvida nenhuma, é o melhor CD de Natal: tanto no repertório, quanto nos arranjos competentes (com a inclusão de vozes dos backvocals como instrumento). A voz maravilhosa e única de Ella Fitzgerald soa cômica, melancólica, lírica, lúdica na sucessão das faixas repletas da inventividade e virtuosidade característica da Diva. Um disco necessário para se ouvir nessa época do ano.

Merry Christmas
★ ★ ★ ★
Mariah Carey
1994

Mariah é outra que está num pedestal também (num bem distante de Jane Monheit). Nesse álbum, ela usa sua poderosíssima voz para "o bem" (não desperdiça como tem feito ultimamente). Seu agudo em Oh Holy Night é daqueles que atingem freqüências quase caninas. Belas rendições, com a divertida All I Want for Christmas e uma repaginada em Santa Claus is Coming... fazem desse um álbum de natal imperdível.



My Kind of Christmas
★ ★ ★ ★
Christina Aguilera
2000

Apesar dos excessos de melismas em algumas canções, o álbum vale por sua estrutura eclética e boa produção. Destaque para o blues Merry Christmas, Baby, em que Aguilera demonstra todo o seu poder vocal.

Let it Snow
★ ★ ★ ★
Michael Bublé
2003

A lista é curta, mas todos as faixas são esplêndidas. Ele fez a melhor versão de I'll Be Home for Chrismas que eu conheço. O canadense é o meu cantor favorito da atualidade.

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Ainda tinha o CD do Tony Bennett, da Jewel, da Barbara Streisand, do Big Bad Voodoo Daddy, da Simone (nãaaaaaaaaaaaaaaao!!!), mas acho que esses aí bastam.

Para todo mundo, um feliz Natal!



Recycle Vol. 1
★ ★ ★ ★
Trash pour 4
2005

Eles pegam músicas "trash" e acrescentam uma roupagem diferente, mais refinada, com uma sonoridade acústica e não raro voltada para o Jazz. Isso me soa familiar.

Trash pour 4 é Natalia Mello, Mariá Portugal, Gustavo Ruiz e Duda Tsuda que tocam todos os intrumentos - Natalia ocupa os vocais. A missão deles, como mesmo diz o título do CD, é reciclar o que soa hoje como "lixo", mas que marcaram época - é da década de 80 que vem a maioria das faixas. Do repertório, merecem citação How Deep is Your Love (virou uma valsinha), a italiana Volare que conta com a voz preciosa de Ná Ozzetti, e as famosas Baby Can I Hold you Tonight e I Touch Myself (gravadas recentemente por Danni Carlos). Imperdíveis são as gravações de Material Girl de Madonna Ciccone, Billie Jean de Michael Jackson e Take on Me, sucesso do A-Ha, versões inusitadas de clássicos do pop que certamente irão divertir e surpreender o ouvinte.

Se Trash pour 4 dispensa conteúdo e prefere assumir um ar mais cômico, que fique claro, isso não é um demérito. O ato de recriar (ou "reciclar"), se não é tão sublime como o da criação, encontra seu espaço à medida que conceber um sentido musical diferente da fonte original é uma proposta que exige criatividade e conhecimento das diferentes sonoridades. Assim, não é de se espantar que Material Girl soe tão bem numa levada jazzística, ou que o clássico do A-ha Take on Me vire uma boa bossa nova. Como eu já disse muito antes, não há música que se desperdice, e o grupo bem sabe aproveitar seu repertório peculiar.

No final das contas, após analisar conceitos, motivações, propostas, o que conta mesmo é o som. Trash pour 4 consegue uma rara proeza: reúne sonoridades diversas, de artistas diversos, todos numa roupagem mais elegante (ou pelo menos, mais cômicas) que a versão original, e não chega a se repetir. É um álbum para se ouvir com atenção, mas que certamente fará enorme sucesso em qualquer festa.



As Crônicas de Narnia - O leão, a feiticeira e o Guarda-Roupa

Andrew Adamson
The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe. Estados Unidos, 2005

Pegando embalo no gênero fantasia, a Disney resolveu adaptar o clássico da literatura inglesa. Tentando ser um misto de Harry Potter e Senhor dos Anéis, o filme fica aquém de ambos, transformando seus 140 minutos numa experiência que beira o insuportável, além de conter cenas constrangedoramente ruins.

Não sei se os problemas são do livro de C. S. Lewis (que ainda não li) ou da transcrição do mesmo para a telona. O diretor Andrew Adamson utiliza uma linguagem cinematográfica voltada para o público infantil, o que não justifica a utilização de um roteiro esquemático, repleto de "tipos". Os protagonistas não passam de tipinhos (há o irmão revoltado, o irmão mandão, a garotinha responsável e irmãzinha encantada com o mundo da magia). E, ainda por cima, o diretor peca por nunca conseguir criar uma atmosfera tensa - em nenhum momento, percebemos que os personagens estão enfrentando algum perigo real. Ora, se existe a figura de um vilão, que o mesmo seja competente o suficiente para assustar, mas a Feiticeira Branca do longa é tão incompetente que eu senti pena dela em determinados momentos. Basta dizer que suas poses na luta final são ridículas.


Odeio vilãs incompetentes. Para ela, falta um sistema de informações adequado e funcionários mais capazies (é isso que dá confiar num bando de lobinhos falantes).

Adamson, diretor de Shrek, curiosamente resolveu abolir de seu longa qualquer sinal de alívio cômico, transformando-o num entretenimento sério. Isso é terrível, considerando as cenas patéticas, como a aparição do Papai Noel (!) em Nárnia (talvez melhor retradada no livro), ou mesmo diálogos risíveis - em determinado momento, o personagem Pedro diz "Sabe o que acontece quando acaba o inverno? O gelo derrete!" Já ganhou o prêmio da Obviedade do ano.

O longa é tecnicamente impecável, como era de se esperar. Infelizmente, Adamson parece mais preocupado exatamente nos efeitos, ao invés de tentar conceber uma história menos linear, menos óbvia, menos "bonitinha". A trilha sonora também incomoda, é exagerada, não pára em quase nenhum momento e sempre procura ditar o tom do filme, quando o próprio Adamson não consegue tranportar nenhuma emoção real para o espectador.


Ele morre para salvar a população de Narnia e acaba voltando dos mortos. Eu já ouvi essa história antes.

É uma pena que o pontapé inicial de uma série tenha sido tão decepcionante, pois gera todo um desinteresse pelos outros capítulos. Numa cena nos créditos, a pequena Lúicia pergunta para o professor Kirke quando ela poderia entrar novamente no guarda-roupa e ser transportada para Narnia. Eu mesmo respondi pelo professor: "espero que nunca mais".

Final de semana à toa, ida à locadora, só pode dar nisso. Aluguei seis filmes, a saber:



Violação de Privacidade


Omar Naim
The Final Cut. Canadá/Alemanha, 2004.
A partir de um conceito muito interessante (a possibilidade de ter a vida toda gravada num chip implantado no cérebro), o filme aborda diversos prismas permitidos pelo assunto. Robin Williams prova mais uma vez sua versatilidade, compondo um tipo introspectivo e melancólico. Ficção científica das boas (sem cenas de perseguição e outros clichês à la Michael Bay).

A Queda

Oliver Hirschbiege
Der Untergang. Alemanha/Itália/Áustria, 2004.
Filme extremamente bem realizado, com uma recriação de época impecável. Não se trata de humanizar Hitler, mas "desmonstrificá-lo" através de um Bruno Ganz em desempenho memorável, representando os últimos dias da vida do Führer. Apesar do ritmo arrastado e de alguns invetiváveis clichês de filme de guerra, essa produção primorosa merece ser vista para lembrar do desfecho do período negro na história da Alemanha.



Kung Fu Futebol Club

Stephen Chow
Siu lam juk kau. Hong Kong/China, 2001.
Difícil ver uma comédia que usa efeitos especiais de maneira tão produtiva. Stephen Chow usa os poderes do Kung Fu para difundir a arte marcial através do popular esporte, criando gags visuais espetaculares, numa história correta e bem contada. Simplemente hilário.

O Segredo de Vera Drake

Mike Leigh
Vera Drake. Inglaterra/França/Nova Zelândia, 2004.
Vera Drake é uma velhinha com um coração de ouro, trabalhadora e sempre disposta a ajudar os mais necessitados. Com um pequeno detalhe: ela "ajuda" também jovens grávidas a se livrarem de seus problemas. Mike Leigh foge das polêmicas fáceis (o assunto já é polêmico por si só), explorando o relacionamento de Drake com sua família, a incompreensão e o drama da sua prisão. Atuações memoráveis de todo o elenco e, em especial, o da estupenda Imelda Staunton (que fará a professora Umbridge, para o deleite dos fãs de HP). Um dos filmes mais comoventes que vi esse ano.



A Vida Marinha com Steve Zissou

Wes Anderson
The Life Aquatic with Steve Zissou. Estados Unidos, 2004.
Dono de uma câmera singular, Anderson mistura comédia, drama e aventura oceanográfica num filme marcado pela estranheza que lhe é peculiar. Não é o meu tipo de humor, mas há quem goste. De interessante aqui, só o elenco grandioso e músicas do Seu Jorge.

Maria Cheia de Graça

Joshua Marston
Maria, llena eres de gracia. Estados Unidos/Colômbia, 2004.
A história é poderosa por si só: o drama de uma "mula", pessoa encarregada de transportar coca em seu estômago de modo a passar pela fronteira dos EUA. Marston faz um filme real e autêntico sabendo conduzir todo seu elenco, em especial, da bela Catalina Sandino Moreno, em atuação contida e cuidadosa.

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Hoje à noite, vou ver As Crônicas de Nárnia. Acho que aí vem bomba.

Cinema com lugar marcado é a nova moda em São Paulo. O Cinema Bombril aderiu essa moda e posso dizer que aprovei. Essa prática é especialmente boa para as sessões que bombam de gente (embora esse não seja o perfil dos filmes que passam no Bombril). Aliás, o Bombril é o mais modernoso e cheiroso cinema de São Paulo. Quem ainda não conhece, está perdendo. Infelizmente, não tem nenhum monumento à famosa Palha de Aço, o que eu considero um crime.



Beijos e Tiros

Shane Black
Kiss Kiss Bang Bang. Estados Unidos, 2005.

O personagem de Robert Downey Jr., após matar um ser humano pela primeira vez em sua vida, coloca seu próprio dedo decepado minutos atrás num balde de gelo, quando um cachorro o apanha pela boca e o devora. Sim, é esse tipo de bizarrice que você encontrará nesse divertido filme do roteirista de Máquina Mortífera - e agora, diretor estreante.

Comédia de humor negro que mescla elemtentos de nonsense com mistério policial, Shane Black imprime um ritmo frenético com um texto enxuto. A sua Los Angeles, povoada por personagens cínicos e egoístas (sátira/crítica À Hollywood), não tem tempo nem para lamentar a morte dos conhecido. Surpreendentemente, isso não atrapalha a identificação com os personagens, graças à ótima atuação e química entre os atores principais (Downey Jr., Val Kilmer e Michelle Monaghan).

Repleto de liberdades narrativas, Shane Black pouco se leva a sério (e quando o faz, reconhece imediatamente na cena seguinte, aliviando um pouco da carga dramática), optando por uma abordagem violenta carregada para o humor, através de um excelente timing e apostando sempre no inusitado. O resultado disso tudo é um filme divertido, inteligente e original, que é exatamente a idéia que eu faço de um ótimo entretenimento, numa quarta-feira suja como essa.

Após minha viagem a Diamantina, decidi criar um novo blog: o idiosyncrásia. A idéia é usá-lo para comentar sobre as banalidades do meu dia-a-dia, funcionando assim como um diário, além de servir como fotolog, pois postarei minhas fotos lá. Isso não significa que deixarei de usar o IMHO - muito pelo contrário. Estou resgatando o objetivo inicial, que sempre foi postar opiniões sobre os mais variados assuntos, que não estejam relacionados diretamente com a minha vida. Quando me vi colocando fotos de Vacas neste sítio, ou comentando sobre as amarguras do meu ser, percebi que o local não era exatamente apropriado. Isso muda com o surgimento do irmão caçula deste bloguinho.

Sobre o idiosyncrásia, optei por utilizar o mesmo template do IMHO, com suaves modificações. Decidi assim pois dá muito trabalho fazer/adaptar templates, além do que gosto muito do desenho desse blog. Obviamente, sugestões, críticas e elogios são esperados.

Espero que gostem - e espero também conseguir manter os dois Blogs. Todos são bem-vindos no idiosyncrásia.

Estou indo para a formatura da minha irmã, em Diamantina - MG. Até segunda.




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