Como de costume, faltou tempo ou vontade para escrever sobre os filminhos que eu ando vendo. Essa lista tem algumas obras que eu vi faz muito, muito tempo, e outros bem recentes. Provavelmente, eu esqueci de citar algum, mas minha memória fez o que pôde. Do pior para o melhor:
O Fantasma da Ópera
★
Joel Schumacher
The Phantom of the Opera. Estados Unidos/Reino Unido. 2004.
A atriz principal fica o filme TODO com a mesma expressão de "enfiaram o dedo no meu c*". Butler não sabe cantar. Indústria, não dê dinheiro para Schumacher. Enfim, desastroso.
A Voz do Coração
★ ★
Christophe Barratier
Les Choristes. França/Suiça/Alemanha, 2004.
Amontoado de estereótipos, utiliza o conceito de redenção através da música no ambiente de colégio. Variação fraca do mesmo tema. Pelo menos a trilha é bonita.
O Galinho Chicken Little
★ ★ ★
Mark Dindal
Chicken Little. Estados Unidos, 2005
História divertida, porém bobinha. Pelo menos, os personagens são bem desenvolvidos. No fim das contas, a Disney ainda peca pela falta de roteiro.
Quem Somos Nós
★ ★ ★
William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente
What the #$*! Do We (K)now!? Estados Unidos, 2004
O filme seria muito melhor sem a parte chata de ficção da Amanda. Apesar da quantidade de boas idéias, o formato acabou prejudicando o que poderia ser um excelente documentário.
Harry Potter e a Pedra Filosofal
★ ★ ★
Chris Columbus
Harry Potter and the Sorcerer's Stone. Estados Unidos, 2001.
Tudo muito bonitinho e sem a menor criatividade. Métiros aqui são quase todos da fonte original - além do elenco suporte de ponta.
Água Negra
★ ★ ★
Walter Salles
Dark Water. Estados Unidos, 2005.
Picolé de chuchu dramático-sobrenatural.Vale por Jennifer Connelly.
A Chave Mestra
★ ★ ★
Iain Softley
The Skeleton Key. Estados Unidos, 2005.
Pouco assustador como muitos, mas divertido como poucos. Adoro o final do filme.
O Senhor das Armas
★ ★ ★
Andrew Niccol
Lord of War. Estados Unidos, 2005.
Esse é da época da "febre do desarmamento". Embora não trate com a profundidade que o tema merece, o filme ilustra de forma competente o poder destrutivo das armas, e o poder de sua indústria.
Tentação
★ ★ ★
John Curran
We Don't Live Here Anymore. Estados Unidos/Canada, 2004.
Embora a Naomi Watts tenha sido a motivadora pasa eu assistir a esse drama, quem rouba mesmo a cena é a Laura Dern. Mais do mesmo para quem viu Closer, mas não deixa de valer à pena.
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
★ ★ ★ ★
Gore Verbinski
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl. Estados Unidos, 2003.
Realmente uma pérola: é o que há de melhor em filmes de aventura, uma criação primordial da Disney utilizando-se de um conceito reverso (devolução de um tesouro), além da excelente presença de Johnny Depp.
Final Fantasy VII: Advent Children
★ ★ ★ ★
Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue
Idem. Japão, 2005.
Impressionante, lindo e emocionante - mas só para quem jogou Final Fantasy VII.
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
★ ★ ★ ★
Alfonso Cuarón
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban. Estados Unidos/Reino Unido, 2004.
Cuarón imprime estilo, ritmo, e magia em cada fotograma, criando o primeiro filme digno do nome Harry Potter (o resto era imitação de cinema).
Vida de Menina
★ ★ ★ ★ ★
Helena Solberg
Idem. Brasil, 2003.
Lindo, lindo, lindo. E lindo.
Simpatia pelo Sr. Vingança
★ ★ ★ ★ ★
Chan-wook Park
Boksuneun naui geot. Coréia do Sul, 2002.
Esse, sim, merecia um post inteiro, se eu tivesse tempo. O início da trilogia da vingança é uma aula de mis-en-scène. Chan Wook Park é um diretor para ser visto. Que venha Lady Vengeance, então.
A Menina Santa
★ ★ ★ ★ ★
Lucrecia Martel
La Niña Santa. Argentina/Itália/Holanda/Espanha, 2004.
Martel cria obra aberta repleta de camadas e significados, numa demonstração de que sabe exatamente o que colocar ou não na sua tela. Reafirma sua qualidade como diretora, estreante no esquisito O Pântano. Fiquemos de olho nessa diretora. A Menina Santa é um dos melhores filmes do ano.
O Fantasma da Ópera
★
Joel Schumacher
The Phantom of the Opera. Estados Unidos/Reino Unido. 2004.
A atriz principal fica o filme TODO com a mesma expressão de "enfiaram o dedo no meu c*". Butler não sabe cantar. Indústria, não dê dinheiro para Schumacher. Enfim, desastroso.
A Voz do Coração
★ ★
Christophe Barratier
Les Choristes. França/Suiça/Alemanha, 2004.
Amontoado de estereótipos, utiliza o conceito de redenção através da música no ambiente de colégio. Variação fraca do mesmo tema. Pelo menos a trilha é bonita.
O Galinho Chicken Little
★ ★ ★
Mark Dindal
Chicken Little. Estados Unidos, 2005
História divertida, porém bobinha. Pelo menos, os personagens são bem desenvolvidos. No fim das contas, a Disney ainda peca pela falta de roteiro.
Quem Somos Nós
★ ★ ★
William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente
What the #$*! Do We (K)now!? Estados Unidos, 2004
O filme seria muito melhor sem a parte chata de ficção da Amanda. Apesar da quantidade de boas idéias, o formato acabou prejudicando o que poderia ser um excelente documentário.
Harry Potter e a Pedra Filosofal
★ ★ ★
Chris Columbus
Harry Potter and the Sorcerer's Stone. Estados Unidos, 2001.
Tudo muito bonitinho e sem a menor criatividade. Métiros aqui são quase todos da fonte original - além do elenco suporte de ponta.
Água Negra
★ ★ ★
Walter Salles
Dark Water. Estados Unidos, 2005.
Picolé de chuchu dramático-sobrenatural.Vale por Jennifer Connelly.
A Chave Mestra
★ ★ ★
Iain Softley
The Skeleton Key. Estados Unidos, 2005.
Pouco assustador como muitos, mas divertido como poucos. Adoro o final do filme.
O Senhor das Armas
★ ★ ★
Andrew Niccol
Lord of War. Estados Unidos, 2005.
Esse é da época da "febre do desarmamento". Embora não trate com a profundidade que o tema merece, o filme ilustra de forma competente o poder destrutivo das armas, e o poder de sua indústria.
Tentação
★ ★ ★
John Curran
We Don't Live Here Anymore. Estados Unidos/Canada, 2004.
Embora a Naomi Watts tenha sido a motivadora pasa eu assistir a esse drama, quem rouba mesmo a cena é a Laura Dern. Mais do mesmo para quem viu Closer, mas não deixa de valer à pena.
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
★ ★ ★ ★
Gore Verbinski
Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl. Estados Unidos, 2003.
Realmente uma pérola: é o que há de melhor em filmes de aventura, uma criação primordial da Disney utilizando-se de um conceito reverso (devolução de um tesouro), além da excelente presença de Johnny Depp.
Final Fantasy VII: Advent Children
★ ★ ★ ★
Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue
Idem. Japão, 2005.
Impressionante, lindo e emocionante - mas só para quem jogou Final Fantasy VII.
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
★ ★ ★ ★
Alfonso Cuarón
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban. Estados Unidos/Reino Unido, 2004.
Cuarón imprime estilo, ritmo, e magia em cada fotograma, criando o primeiro filme digno do nome Harry Potter (o resto era imitação de cinema).
Vida de Menina
★ ★ ★ ★ ★
Helena Solberg
Idem. Brasil, 2003.
Lindo, lindo, lindo. E lindo.
Simpatia pelo Sr. Vingança
★ ★ ★ ★ ★
Chan-wook Park
Boksuneun naui geot. Coréia do Sul, 2002.
Esse, sim, merecia um post inteiro, se eu tivesse tempo. O início da trilogia da vingança é uma aula de mis-en-scène. Chan Wook Park é um diretor para ser visto. Que venha Lady Vengeance, então.
A Menina Santa
★ ★ ★ ★ ★
Lucrecia Martel
La Niña Santa. Argentina/Itália/Holanda/Espanha, 2004.
Martel cria obra aberta repleta de camadas e significados, numa demonstração de que sabe exatamente o que colocar ou não na sua tela. Reafirma sua qualidade como diretora, estreante no esquisito O Pântano. Fiquemos de olho nessa diretora. A Menina Santa é um dos melhores filmes do ano.
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Amanhã tenho duas entrevistas. Boa sorte para mim.
Descobri recentemente que o TV Fama é visto por muito mais gente do que você pode imaginar.
Assisti novamente nessa sexta, antes de poder comprar o 6o. livro. Foi muito mais divertido, só tinha fãs na sala, foi aquela gritaria... Só louco mesmo para curtir aquela bagunça. Agora, analisando friamente:
Harry Potter e o Cálice de Fogo
★ ★ ★ ★
Mike Newell
Harry Potter and the Goblet of Fire. Estados Unidos/Inglaterra, 2005
Numa abordagem comparativa, "...e O Cálice de Fogo" é uma mutilação descomunal ao livro. Ficaram de fora seqüências inteiras e personagens importantes, levando-me a questionar os rumos que o próximo diretor, David Yates, dará a série, visto que alguns conceitos importantes para o futuro da saga eram sedimentados no quarto livro, coisa que o roteirista Steven Kloves não demonstrou ter a menor preocupação (talvez porque ele esteja saindo fora do quinto filme). O fato é que a quantidade de cortes causa um certo incômodo para quem conhece a obra de cabo a rabo, como eu.
Isso pode parecer um pouco ortodoxo. O fato é que não me incomodo com os cortes, desde que eles não prejudiquem a trama (ou o futuro da mesma). Por exemplo, os Dursleys e os elfos domésticos (incluindo o F.A.L.E. da Mione) não aparecem, o que não é nenhum problema. Já a ausência da partida de quadribol inicial ocorreu em virtude dos cortes orçamentários, mesmo com os gastos estimados em US$ 140 milhões. Mas cortar algumas cenas chaves como o encontro entre Sirius e Snape, ou o fato de a Rita Skeeter ser animago (fundamental para a quinta parte) é algo com que David Yates terá que se requebrar para resolver tais impasses.
Por outro lado, o diretor Mike Newell imprime em sua edição um ritmo frenético, dando a impressão que o filme é mais curto do que seus 157 minutos. O problema real desse quarto filme não é o que se passa na tela, mas sim o que falta passar. Toda a condução de Mike Newell é admirável, oscilando entre humor e suspense sem deixar cair a peteca em nenhum momento. Aproveitando a mesma geografia da escola deixada por Alfonso Cuarón, Newell confere a Hogwarts aquela atmosfera de colégio interno em que os estudantes (leia-se figurantes) podem ser sempre vistos interagindo com os outros, o que demonstra um cuidado com os detalhes que tanto faltava a Chris Columbus. Ao mesmo tempo, o diretor aproveita todo o potencial cinematográfico do livro que eu já havia falado há algum tempo atrás, alongando cenas como a do 1o. desafio do torneio ou investindo no inusitado para gerar comédia, como numa cena envolvendo o Snape e várias pedaladas.
O que deixa cada vez a série mais interessante: é sempre bom ver variações de temas e olhares com a inclusão de um diretor diferente a cada volume. Felizmente, nenhuma das incursões mostrou-se realmente infeliz (embora o trabalho de Chris Columbus seja constantemente desprestigiado). Mike Newell acaba com os resquícios de filme infantil (se é que sobrou algum depois do mexicano), apresentando os dilemas e conflitos vividos pelo personagen principal com bastante propriedade - e, até mesmo consegue supreender.. Basta dizer que as cenas finais assustam e comovem até mesmo quem conhece de cor todos os acontecimentos. Isso sim é magia.
Infelizmente, alguns pontos são mal contados. Analisando somente o filme, fica difícil compreender como o vilão agiu, e seu destino nunca é mostrado, além do que existe um certo esquematismo do roteiro que acaba com o suspense do filme. Ora, pessoa-que-não-leu-o-livro, é muito fácil você descobrir quem é o vilão misterioso. Menciona-se a Poção Polissuco logo na metade do filme pela maravilhosa, divertida e safada Murta Que Geme, numa cena memorável. Quem é o personagem que aparece sempre bebendo um gorozinho? Bingo! Ao mesmo tempo, a atuação totalmente caricata da Emma Watson incomoda. Parafraseando minha amiga Kalynka Nigg, ou ela aparece gritando, ou falando em sussuros, numa atuação à la Débora Secco, sempre caprichando nas caretas em CADA cena. Por outro lado, Daniel Radclife está cada vez mais à vontade no seu papel (que também está ficando progressivamente mais complexo), além da bela abordagem da sua amizade com Rony, vivido com mais sutileza (felizmente!) por Rupert Grint.
Aliás, a série Harry Potter tem a proeza de reunir a maior quantidade de atores bons da Ingaterra. Imagino que, até o fim da série, todos os notórios ingleses já deverão ter aparecido. Neste, destaca-se a nova presença de Brendan Gleesen como Moody e Miranda Richardson na divertida fofoqueira e jornalista Rita Skeeter. Além do mais, não vou perder meu tempo falando das excelentes presenças de Michael Gambon, Robbie Coltrane, Maggie Smith, Alan Rickman & Cia., pois ficar elogiando-os novamente é mera redundância. Não podia deixar de falar, contudo, em Ralph Fiennes encarnando Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, no clímax do filme. O ator aparece numa representação física fascinante do vilão-mor da saga, causando uma forte impressão na tela nos poucos minutos em que aparece.
Por fim, é uma pena que "... e O Cálice..." não tenha superado ainda o "... e o Prisioneiro..." do Cuarón, embora tenha faltado muito pouco (faltaram alguns minutos de projeção também, para que isso ocorresse). Infelizmente, dessa vez não pude dar as Cinco Estrelas que a história merecia. De qualquer forma, é sempre bom saber que a série não está em mãos erradas, e que o futuro da mesma parece promissor. Difícil é ter que aguardar até 2007 para poder conferir o trabalho de David Yates.
Pré-estréia do Harry Potter e o Cálice de Fogo
Postado por Vinícius em 23 de novembro de 2005 às 01:16.Pois é, acabei de chegar. Estou muito cansado para poder comentar, mas só posso dizer: Uau. Em breve, comentários mais detalhados.
Valeu, Cris, pelos ingressos (valeu, Warner, também)! No fim, deu tudo certo: toda a galera foi muito legal (tirando umas e outras risadas num volume inapropriado). Também espero poder postar algum dia as fotos do evento. Foram muitas e muitas.
Mas por hoje é só. Hora de dormir.
Decidi criar a sessão "Top Filmes" na coluna da direita. Em breve virá "Top CDs", "Top Livros" e coisas do tipo, assim que tiver mais tempo para arrumar o template do IMHO.
Naquele espaço, ficará o cartaz e o link para o post dos melhores filmes do ano, em ordem de preferência. Por enquanto, só consigo pensar naqueles 3 filmes que, sem sombra de dúvida, foram os melhores que eu vi esse ano nos cinemas (espero não estar cometendo nenhuma injustiça). E, o que é mais curioso, cada um representa um país do Oriente. Isso deve significar alguma coisa.
Em breve, também colocarei mais filmes no Top - ainda não decidi se devo deixar cinco ou dez, mas 3 é muito pouco.
Já está tarde - hora de dormir. Essa semana promete, quem viver verá.
Naquele espaço, ficará o cartaz e o link para o post dos melhores filmes do ano, em ordem de preferência. Por enquanto, só consigo pensar naqueles 3 filmes que, sem sombra de dúvida, foram os melhores que eu vi esse ano nos cinemas (espero não estar cometendo nenhuma injustiça). E, o que é mais curioso, cada um representa um país do Oriente. Isso deve significar alguma coisa.
Em breve, também colocarei mais filmes no Top - ainda não decidi se devo deixar cinco ou dez, mas 3 é muito pouco.
Já está tarde - hora de dormir. Essa semana promete, quem viver verá.
Anteontem, visitei a Livraria Cultura do Conjunto Nacional e me peguei surpreso com a quantidade de livros que gostaria de ler. Pronto, aqui vai uma boa lista de presentes de Natal para a minha pessoa (sem ordem de preferência!) e, como eu sou bonzinho, já vou colocar o link do site da Cultura :)
As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis
Aproveitando o embalo do lançamento do filme, quero ver se esse "clássico" da literatura inglesa é bom realmente - ou melhor, tão bom quanto as famos literaturas fantásticas de Tolkien e J. K. Rowling.
Sherlock Holmes, V. 1 - Edição Comentada e Ilustrada - Arthur Conan Doyle
Edição extremamente luxuosa, seguindo os passos de Alice, de Lewis Carrol, lançado pela mesma editora. Nunca li nada de Sherlock e, como me interesso pelo tema, provavelmente irei adorar o livro.
A Garota das Laranjas - Jostein Gaarder
Eu já li três Gaarders e todos foram fabulosos - condição mais do que suficiente para que eu queira ler qualquer coisa desse autor.
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafon
Esse é indicação do meu amigo Leonardo Mazzariol, que o descreveu como o melhor livro que ele já leu. E, realmente, parece bom.
Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! - Douglas Adams
É o quarto volume do Mochileiro das Galáxias e tem um intróito deveras interessante. Lembra daquela garota que teve a brilhante idéia de como salvar nosso planeta e trazer felicidade a todos, mas antes de poder dizer essa idéia para alguém, a Terra foi destruída? O 4o. livro é a história dessa garota!
A Dança da Morte - Stephen King
Esse calhamaço é, por muitos, descrito como o melhor SK.
Torre Negra, Vol. 4 - Mago e Vidro - Stephen King
O que aconteceu com Roland e seus amigos depois de pegar o monotrilho maluco Blaine? Estou ansioso para descobrir.
Acho que tinha mais livros, mas agora só me lembro desses. Se alguém tiver uma boa indicação, deixe um comentário.
As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis
Aproveitando o embalo do lançamento do filme, quero ver se esse "clássico" da literatura inglesa é bom realmente - ou melhor, tão bom quanto as famos literaturas fantásticas de Tolkien e J. K. Rowling.
Sherlock Holmes, V. 1 - Edição Comentada e Ilustrada - Arthur Conan Doyle
Edição extremamente luxuosa, seguindo os passos de Alice, de Lewis Carrol, lançado pela mesma editora. Nunca li nada de Sherlock e, como me interesso pelo tema, provavelmente irei adorar o livro.
A Garota das Laranjas - Jostein Gaarder
Eu já li três Gaarders e todos foram fabulosos - condição mais do que suficiente para que eu queira ler qualquer coisa desse autor.
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafon
Esse é indicação do meu amigo Leonardo Mazzariol, que o descreveu como o melhor livro que ele já leu. E, realmente, parece bom.
Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! - Douglas Adams
É o quarto volume do Mochileiro das Galáxias e tem um intróito deveras interessante. Lembra daquela garota que teve a brilhante idéia de como salvar nosso planeta e trazer felicidade a todos, mas antes de poder dizer essa idéia para alguém, a Terra foi destruída? O 4o. livro é a história dessa garota!
A Dança da Morte - Stephen King
Esse calhamaço é, por muitos, descrito como o melhor SK.
Torre Negra, Vol. 4 - Mago e Vidro - Stephen King
O que aconteceu com Roland e seus amigos depois de pegar o monotrilho maluco Blaine? Estou ansioso para descobrir.
Acho que tinha mais livros, mas agora só me lembro desses. Se alguém tiver uma boa indicação, deixe um comentário.
Antes de dormir, algo que merece um comentário. A Academia liberou ontem a lista dos pré-indicados ao Oscar de Melhor Animação. Ei-la (ao lado de cada nome, vai o seu índice de tomatômetro):
Curioso que dessa lista só vi 3 filmes ( o terceiro é O Galinho Chicken Little - devo postar algo sobre ele em breve). Confesso que foi um terrível crime não ter ido ver o Wallace & Gromit, visto que sou um grande admirador da técnica de stop-motion. Baseado apenas no Tomatômetro (um índice que eu considero eficaz, embora não seja perfeito, obviamente), meus preferidos (e isso inclui W&G, mesmo sem tê-lo visto) vão ser indicados. É lógico que as coisas não são tão simples. Chicken Little é divertido, mas bobinho. Madagascar, pelo que eu ouvi dizer, é meio infantilóide. No entanto, são dois possíveis candidatos a roubar a vaga do maravilhoso, porém pouco visto, Castelo Animado. Os outros, acredito eu, tem poucas chances: não foram sucesso de público e nem sequer agradaram a crítica.
O Castelo Animado
O Galinho Chicken Little
Gulliver’s Travel
Hoodwinked -
Madagascar (54%)
A Noiva-Cadáver
Robôs
Steamboy (60%)
Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais (95%)
Curioso que dessa lista só vi 3 filmes ( o terceiro é O Galinho Chicken Little - devo postar algo sobre ele em breve). Confesso que foi um terrível crime não ter ido ver o Wallace & Gromit, visto que sou um grande admirador da técnica de stop-motion. Baseado apenas no Tomatômetro (um índice que eu considero eficaz, embora não seja perfeito, obviamente), meus preferidos (e isso inclui W&G, mesmo sem tê-lo visto) vão ser indicados. É lógico que as coisas não são tão simples. Chicken Little é divertido, mas bobinho. Madagascar, pelo que eu ouvi dizer, é meio infantilóide. No entanto, são dois possíveis candidatos a roubar a vaga do maravilhoso, porém pouco visto, Castelo Animado. Os outros, acredito eu, tem poucas chances: não foram sucesso de público e nem sequer agradaram a crítica.
E, como num passe de mágica, elas sumiram.
Um dia estavam lá, e no outro dia, foram embora, sem explicação, sem deixar vestígio.
As vacas simplesmente se foram.
Depois de tanto tempo, acostumado com elas, sempre simpáticas, alegrando os estressados paulistas que podiam entrar em contato com a arte numa calçada qualquer, a ausência das vacas é notável. Hoje mesmo, estive em frente do Center 3, e percebi que a Vaca "Pelada" havia abandonado seu recanto. Na frente do Conjunto Nacional, a bela mimosa "Chilli" também deixou de apimentar os transeuntes.
É uma pena. Gostaria de ter aproveitado mais as ilustres visitantes da nossa querida cidade grande. Agora que elas se foram, bate o arrependimento. Deveria ter visto e conhecido mais das mimosas. Deveria ter ido até a Faria Lima e tirar uma foto com "Melma e Moooouise", mas agora elas já partiram no seu calhambeque pela estrada da vida.
Ficam, nesse post repleto de nostalgia, as últimas lembranças que ficaram registradas no meu limitado acervo de fotos.
Um dia estavam lá, e no outro dia, foram embora, sem explicação, sem deixar vestígio.
As vacas simplesmente se foram.
Depois de tanto tempo, acostumado com elas, sempre simpáticas, alegrando os estressados paulistas que podiam entrar em contato com a arte numa calçada qualquer, a ausência das vacas é notável. Hoje mesmo, estive em frente do Center 3, e percebi que a Vaca "Pelada" havia abandonado seu recanto. Na frente do Conjunto Nacional, a bela mimosa "Chilli" também deixou de apimentar os transeuntes.
É uma pena. Gostaria de ter aproveitado mais as ilustres visitantes da nossa querida cidade grande. Agora que elas se foram, bate o arrependimento. Deveria ter visto e conhecido mais das mimosas. Deveria ter ido até a Faria Lima e tirar uma foto com "Melma e Moooouise", mas agora elas já partiram no seu calhambeque pela estrada da vida.
Ficam, nesse post repleto de nostalgia, as últimas lembranças que ficaram registradas no meu limitado acervo de fotos.
Relendo os posts de meses atrás, percebo que meus escritos eram muito mais interessantes e, por conseguinte, meu blog. Eu lembro de ter escrito alguns textos bem legais, como aquele sobre os filmes Donnie Darko e Casa de Cera, ou mesmo, do Star Wars III. Nos últimos posts, no entanto, a qualidade decididamente caiu. Acho que estou ficando sem tempo para elaborar mais, refletir mais e escrever melhor. Não acredito que seja meu "talento" para escrever (cof, cof) que esteja acabando - tirei a maior nota da sala na prova de Administração, uma prova que era essencialmente de habilidades linguísticas (ou de embromation). Tentarei, no entanto, dedicar parte maior da minha vida ao meu querido IMHO. E, conforme prometido:
Jogos Mortais 2
★ ★ ★ ★
Darren Lynn Bousman
Saw II. Estados Unidos, 2005.
Meses atrás (em março, precisamente), pude assistir a um filme de Serial Killer que estava fazendo muito sucesso: Jogos Mortais. Apesar da direção risível, atuações ridículas e um roteiro que ora abusa de clichês, ora oferece situações um tanto quanto forçadas, o filme tinha alguns méritos que o diferenciava dos outros e o colocava acima dos filmes do gênero. Em primeiro lugar, os "assassinatos" eram muito bem elaborados, criativos e violentos - algo fundamental para chocar o espectador, tão anestesiado pela banalidade da violência do mundo real e imaginário. O segundo mérito é o conceito por trás das mortes que, de todo, não é nada banal - lógico que, também não justificável mas, até certo ponto, compreensível. O "assassino" não escolhia suas vítimas pela cor do cabelo, por exemplo, mas sim pelo pouco valor que a mesma dava a vida, criando por fim o conceito de salvação, que acontece quando alguém consegue vencer o jogo - o prêmio nada mais é que a vida, com o devido valor que ela merece.
Obviamente, um filme barato e que tem sucesso comercial gera naturalmente uma seqüência. Pouco tempo depois, anunciou-se a continuação para o filme de James Wan - mas com outro diretor. Depois de algum tempo, soube-se que o diretor Darren Lynn Bousman havia escrito um roteiro para um filme que era muito parecido com a estética de Jogos Mortais (chamaria "The Desperate") e o estúdio, devido ao sucesso do primeiro filme, quis encaixá-lo na franquia, convocando então um dos roteiristas (e também ator do filme, que fez o papel do fotógrafo), Leigh Whannel, para adaptar o roteiro a uma continuaçã. O cinéfilo mais experiente pode pensar, com bastante grau de acurácia: "Aí vem bomba".
Após algum tempo, surge uma pequena sinopse. Era algo do tipo "8 pessoas, confinadas numa casa, são submetidos aos jogos mortais cruelmente elaborados por JigSaw". "Pronto", pensei. "Vai ser, sim, uma grande *osta". Quer maior clichê do que pessoas morrendo num casarão?
Por isso que é bom assistir a um filme sem esperar nada dele. Pelo menos, a decepção é impossível. Entrei no cinema achando que Jogos Mortais ia ser o mico do ano, e saí surpreso, simplesmente porque ele é melhor em praticamente tudo que o primeiro filme. Direção mais aprumada esteticamente (sem a bagunça dos flashbacks misturados com a história), melhores atuações, mais violência, mais surpresas... Jogos Mortais 2 tem cenas realmente desagradáveis, o que é um grande elogio para esse tipo de filme, além de alguma inteligência.
Essa continuação tem como personagem principal o policial Eric Matthews, vivido pelo sempre competente Donnie Whalberg. Convocado pelo próprio JigSaw, o rapaz consegue descobrir a sede das loucuras do maníaco - até que, chegando lá, descobre que existe um jogo mortal acontecendo, sendo que um dos participantes é seu filho, e só o JigSaw poderá dizer como salvar o garoto.
A partir de uma estética linear, mas que capta a essência do melhor do primeiro filme, o diretor Bousman consegue criar um ar de continuação, curiosamente fazendo um trabalho superior ao de seu antecessor James Wan. A primeira cena, a dos créditos, é assaz perturbadora, definindo claramente o tom do longa que consegue, inclusive, captar uma essência de Agatha Christie, ao deixar vários indícios que só no final se conectam, de maneira surpreendente. Aliás, é ótimo notar que o trabalho de Bousman não se restringe a apenas criar uma atmosfera de apreensão constante. O diretor mostra-se muito eficiente em evitar algumas possíveis armadilhas do roteiro, que também foi escrito pelo próprio. A mais marcante é, em si, a própria estruturação dos personagens. Bousman poderia perfeitamente encher aquela casa de estereótipos - e, à primeira vista, é o que temos: o negro, o fortão, etc - logo percebemos que sua imagem, honesta, trata aqueles personagens como bonecos praticamente sem vida (já que as perderão em breve mesmo), além de filmar direto o que interessa, o que se torna nítido ao final.
Seus personagens coadjuvantes não são estereótipos. São apenas corpos em movimento que logo se tornarão corpos apodrecidos, de alguma maneira cinematográfica espetacular, capaz de chocar e até mesmo torturar o espectador. Essa sensação, captada tão bem por Bousman, foge do lugar comum. Ele não tem medo de mostrar cruelmente a violência. Poderia optar por um caminho mais fácil e desprovido de valor, ao apaziguar o conteúdo de sua imagem para ampliar seu público (o cartaz do filme já tinha um "R" estampado antes mesmo de sair a classificação nos EUA).
Outro mérito do filme é criar um "serial killer" interessante e inteligente. Tobin Bell como JigSaw, ou melhor, John, desempenha com competência o papel complexo, como um homem dotado da fragilidade provocada por sua doença, mas ao mesmo tempo dono da vitalidade capaz de fazer aquelas coisas horríveis. E ainda á o agradável retorno da Morde-Girl Amanda Drogada do primeiro filme, interpretada por Shawnee Smith, cuja personagem ganha destaque nessa seqüência.
É claro que nem tudo são flores. O próprio final, apesar de coerente com o conceito de salvação do Jogo Mortal, faz com que reavaliemos todo o filme e percebamos algumas incongruências, as quais não devo citar. Além disso, em determinado momento, a necessidade de se criar um "opositor" para apimentar a trama (como se houvesse necessidade), incorre na perda do interesse da imagem momentânea. Em outras palavras, o sósia do Alexandre Frota enche o saco quando começa a querer matar todo mundo. Mas esses são problemas menores do filme que não chegam a atrapalhar como um todo.
Por fim, Jogos Mortais 2 é um filme de horror, e como um bom filme do gênero, não deve agradar aos que não se interessam pela crueldade humana numa visão "artística" ou, melhor dizendo, cinematográfica. Aos que acreditam que a sensação de choque e medo aliada ao conforto e segurança de uma confortável poltrona é uma boa pedida, Jogos Mortais 2 é um prato cheio. Uma agradável surpresa para uma franquia que, quase certamente, estava fadada ao fracasso.
EDITADO: Spoiler nos comentários desse post! Não entre SE você não gosta de saber o final do filme antes de ver o mesmo.
Jogos Mortais 2
★ ★ ★ ★
Darren Lynn Bousman
Saw II. Estados Unidos, 2005.
Meses atrás (em março, precisamente), pude assistir a um filme de Serial Killer que estava fazendo muito sucesso: Jogos Mortais. Apesar da direção risível, atuações ridículas e um roteiro que ora abusa de clichês, ora oferece situações um tanto quanto forçadas, o filme tinha alguns méritos que o diferenciava dos outros e o colocava acima dos filmes do gênero. Em primeiro lugar, os "assassinatos" eram muito bem elaborados, criativos e violentos - algo fundamental para chocar o espectador, tão anestesiado pela banalidade da violência do mundo real e imaginário. O segundo mérito é o conceito por trás das mortes que, de todo, não é nada banal - lógico que, também não justificável mas, até certo ponto, compreensível. O "assassino" não escolhia suas vítimas pela cor do cabelo, por exemplo, mas sim pelo pouco valor que a mesma dava a vida, criando por fim o conceito de salvação, que acontece quando alguém consegue vencer o jogo - o prêmio nada mais é que a vida, com o devido valor que ela merece.
Obviamente, um filme barato e que tem sucesso comercial gera naturalmente uma seqüência. Pouco tempo depois, anunciou-se a continuação para o filme de James Wan - mas com outro diretor. Depois de algum tempo, soube-se que o diretor Darren Lynn Bousman havia escrito um roteiro para um filme que era muito parecido com a estética de Jogos Mortais (chamaria "The Desperate") e o estúdio, devido ao sucesso do primeiro filme, quis encaixá-lo na franquia, convocando então um dos roteiristas (e também ator do filme, que fez o papel do fotógrafo), Leigh Whannel, para adaptar o roteiro a uma continuaçã. O cinéfilo mais experiente pode pensar, com bastante grau de acurácia: "Aí vem bomba".
Após algum tempo, surge uma pequena sinopse. Era algo do tipo "8 pessoas, confinadas numa casa, são submetidos aos jogos mortais cruelmente elaborados por JigSaw". "Pronto", pensei. "Vai ser, sim, uma grande *osta". Quer maior clichê do que pessoas morrendo num casarão?
Por isso que é bom assistir a um filme sem esperar nada dele. Pelo menos, a decepção é impossível. Entrei no cinema achando que Jogos Mortais ia ser o mico do ano, e saí surpreso, simplesmente porque ele é melhor em praticamente tudo que o primeiro filme. Direção mais aprumada esteticamente (sem a bagunça dos flashbacks misturados com a história), melhores atuações, mais violência, mais surpresas... Jogos Mortais 2 tem cenas realmente desagradáveis, o que é um grande elogio para esse tipo de filme, além de alguma inteligência.
Essa continuação tem como personagem principal o policial Eric Matthews, vivido pelo sempre competente Donnie Whalberg. Convocado pelo próprio JigSaw, o rapaz consegue descobrir a sede das loucuras do maníaco - até que, chegando lá, descobre que existe um jogo mortal acontecendo, sendo que um dos participantes é seu filho, e só o JigSaw poderá dizer como salvar o garoto.
A partir de uma estética linear, mas que capta a essência do melhor do primeiro filme, o diretor Bousman consegue criar um ar de continuação, curiosamente fazendo um trabalho superior ao de seu antecessor James Wan. A primeira cena, a dos créditos, é assaz perturbadora, definindo claramente o tom do longa que consegue, inclusive, captar uma essência de Agatha Christie, ao deixar vários indícios que só no final se conectam, de maneira surpreendente. Aliás, é ótimo notar que o trabalho de Bousman não se restringe a apenas criar uma atmosfera de apreensão constante. O diretor mostra-se muito eficiente em evitar algumas possíveis armadilhas do roteiro, que também foi escrito pelo próprio. A mais marcante é, em si, a própria estruturação dos personagens. Bousman poderia perfeitamente encher aquela casa de estereótipos - e, à primeira vista, é o que temos: o negro, o fortão, etc - logo percebemos que sua imagem, honesta, trata aqueles personagens como bonecos praticamente sem vida (já que as perderão em breve mesmo), além de filmar direto o que interessa, o que se torna nítido ao final.
Seus personagens coadjuvantes não são estereótipos. São apenas corpos em movimento que logo se tornarão corpos apodrecidos, de alguma maneira cinematográfica espetacular, capaz de chocar e até mesmo torturar o espectador. Essa sensação, captada tão bem por Bousman, foge do lugar comum. Ele não tem medo de mostrar cruelmente a violência. Poderia optar por um caminho mais fácil e desprovido de valor, ao apaziguar o conteúdo de sua imagem para ampliar seu público (o cartaz do filme já tinha um "R" estampado antes mesmo de sair a classificação nos EUA).
Outro mérito do filme é criar um "serial killer" interessante e inteligente. Tobin Bell como JigSaw, ou melhor, John, desempenha com competência o papel complexo, como um homem dotado da fragilidade provocada por sua doença, mas ao mesmo tempo dono da vitalidade capaz de fazer aquelas coisas horríveis. E ainda á o agradável retorno da Morde-Girl Amanda Drogada do primeiro filme, interpretada por Shawnee Smith, cuja personagem ganha destaque nessa seqüência.
É claro que nem tudo são flores. O próprio final, apesar de coerente com o conceito de salvação do Jogo Mortal, faz com que reavaliemos todo o filme e percebamos algumas incongruências, as quais não devo citar. Além disso, em determinado momento, a necessidade de se criar um "opositor" para apimentar a trama (como se houvesse necessidade), incorre na perda do interesse da imagem momentânea. Em outras palavras, o sósia do Alexandre Frota enche o saco quando começa a querer matar todo mundo. Mas esses são problemas menores do filme que não chegam a atrapalhar como um todo.
Por fim, Jogos Mortais 2 é um filme de horror, e como um bom filme do gênero, não deve agradar aos que não se interessam pela crueldade humana numa visão "artística" ou, melhor dizendo, cinematográfica. Aos que acreditam que a sensação de choque e medo aliada ao conforto e segurança de uma confortável poltrona é uma boa pedida, Jogos Mortais 2 é um prato cheio. Uma agradável surpresa para uma franquia que, quase certamente, estava fadada ao fracasso.
EDITADO: Spoiler nos comentários desse post! Não entre SE você não gosta de saber o final do filme antes de ver o mesmo.
Cheguei em cima da hora, peguei um lugar péssimo, ao lado da tiazinha que controla as legendas em português (alguém já viu isso?). A espera, felizmente, valeu a pena:
Filme 6
2046
★ ★ ★ ★ ★
Wong Kar Wai
Idem. China / França / Alemanha / Hong Kong, 2004.
"Todos que vão para 2046 tem a mesma intenção, eles querem recapturar memórias perdidas. Porque em 2046, nada nunca muda. Mas ninguém sabe se é verdade ou não - nunca ninguém voltou".
2046 é a válvula de escape de Chow Mo Wan. É o quarto que ele e Su Li Zhen se encontravam e nunca consumaram o amor que sentiam um pelo outro. É, também, o tema que Chow Mo Wan decide escrever para um jornal - um lugar/data no futuro. Apenas uma ficção? Bem sabemos que seus escritos na verdade são o passado, que conhecemos através de Amor à Flor da Pele e das próprias cenas deste melancólico filme feito pelo cineasta chinês Wong Kar Wai.
Kar Wai tem o que falta em muitos: o toque de autor, o intercâmbio entre suas obras, como se fossem pedaços de um universo pessoal, sendo que cada um desses pedaços pode-se trabalhar o tema que for mais adequado. Universo esse iniciado em Days of Being Wild (A fei jing juen), postergado em Amor à Flor da Pele , dessa vez a doce Su Li Zhen da magnífica Maggie Cheung não passa de uma memória, o que torna tudo ainda mais melancólico, visto que se sabe ser ela o grande amor da vida de Chow Mo Wan. Em 2046, conhecemos as outras mulheres de sua vida.
E que mulheres! A nata do cinema chinês está aqui: Zhang Ziyi (deslumbrante), Gong Li (magnífica) e Faye Wong (singela) compensam a quase ausência de Maggie Cheung (ela faz duas pontas). Kar Wai não disperdiça nenhuma delas. Ainda que paira uma nostalgia durante toda a projeção, principalmente para aqueles que, como eu, adoraram Amor à Flor da Pele, 2046 é, por si só, uma experiência deslumbrante de mis-en-scene, fotografia, trilha sonora (infelizmente, os boleros se reduziram a uma Perfidia aqui, um Sway acolá) e diálogos sempre interessantes. Filme para ser visto, sentido e pensado.

Tudo bem, Maggie Cheung só aparece em duas cenas... Mas ela é muito foda e merece ter sua foto aqui postada
Em determinado momento, a personagem Bai Ling, interpretada por Zhang Ziyi, pergunta: "por que tudo não pode ser como era antes?" Tony Leung, com um sorriso irônico, deixa no ar uma questão de várias camadas - 2046 não é Amor à Flor da Pele, Bai Ling não é como Su Li zhen, nem mesmo Chow Mo Wan é a mesma pessoa depois que conheceu 2046. Fica, ao fim da projeção, o gosto de amargura e o anseio por Kar Wai, talvez um dia, transformá-lo em final feliz.
Sim, isso está extremamente atrasado. A Mostra acabou faz tempo (por sinal, minha "participação" foi um fracasso - apenas 6 filminhos), mas andei deveras ocupado nos últimos dias. Prometo escrever sobre Jogos Mortais 2 em muito breve.
Filme 6
2046
★ ★ ★ ★ ★
Wong Kar Wai
Idem. China / França / Alemanha / Hong Kong, 2004.
"Todos que vão para 2046 tem a mesma intenção, eles querem recapturar memórias perdidas. Porque em 2046, nada nunca muda. Mas ninguém sabe se é verdade ou não - nunca ninguém voltou".
2046 é a válvula de escape de Chow Mo Wan. É o quarto que ele e Su Li Zhen se encontravam e nunca consumaram o amor que sentiam um pelo outro. É, também, o tema que Chow Mo Wan decide escrever para um jornal - um lugar/data no futuro. Apenas uma ficção? Bem sabemos que seus escritos na verdade são o passado, que conhecemos através de Amor à Flor da Pele e das próprias cenas deste melancólico filme feito pelo cineasta chinês Wong Kar Wai.
Kar Wai tem o que falta em muitos: o toque de autor, o intercâmbio entre suas obras, como se fossem pedaços de um universo pessoal, sendo que cada um desses pedaços pode-se trabalhar o tema que for mais adequado. Universo esse iniciado em Days of Being Wild (A fei jing juen), postergado em Amor à Flor da Pele , dessa vez a doce Su Li Zhen da magnífica Maggie Cheung não passa de uma memória, o que torna tudo ainda mais melancólico, visto que se sabe ser ela o grande amor da vida de Chow Mo Wan. Em 2046, conhecemos as outras mulheres de sua vida.
E que mulheres! A nata do cinema chinês está aqui: Zhang Ziyi (deslumbrante), Gong Li (magnífica) e Faye Wong (singela) compensam a quase ausência de Maggie Cheung (ela faz duas pontas). Kar Wai não disperdiça nenhuma delas. Ainda que paira uma nostalgia durante toda a projeção, principalmente para aqueles que, como eu, adoraram Amor à Flor da Pele, 2046 é, por si só, uma experiência deslumbrante de mis-en-scene, fotografia, trilha sonora (infelizmente, os boleros se reduziram a uma Perfidia aqui, um Sway acolá) e diálogos sempre interessantes. Filme para ser visto, sentido e pensado.

Tudo bem, Maggie Cheung só aparece em duas cenas... Mas ela é muito foda e merece ter sua foto aqui postada
Em determinado momento, a personagem Bai Ling, interpretada por Zhang Ziyi, pergunta: "por que tudo não pode ser como era antes?" Tony Leung, com um sorriso irônico, deixa no ar uma questão de várias camadas - 2046 não é Amor à Flor da Pele, Bai Ling não é como Su Li zhen, nem mesmo Chow Mo Wan é a mesma pessoa depois que conheceu 2046. Fica, ao fim da projeção, o gosto de amargura e o anseio por Kar Wai, talvez um dia, transformá-lo em final feliz.
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Ouvi dizer que Kar Wai ia mexer (ou já mexeu) no corte de 2046, acrescentando 11 minutos de Maggie Cheung. Para quem não sabe, o cineasta chinês faz parte da categoria de "gênios excêntricos". Por exemplo, não utiliza roteiro escrito durante as filmagens. Nas palavras da própria Miss Cheung, seu estilo de direção é do tipo "Maggie, senta ali naquele canto e chora para mim, tá bom?" e a atriz não faz idéia por que está chorando. O resultado final, pelo menos é recompensador. Assim, mudanças no corte são até freqüentes. A exibição de 2046 em Cannes quase não aconteceu, por que o filme só chegou 3 horas antes da sessão começa - e, ainda assim, Kar Wai ainda não estava plenamente satisfeito. Veremos o que o futuro do cinema karwaiano nos reserva.
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Sim, isso está extremamente atrasado. A Mostra acabou faz tempo (por sinal, minha "participação" foi um fracasso - apenas 6 filminhos), mas andei deveras ocupado nos últimos dias. Prometo escrever sobre Jogos Mortais 2 em muito breve.
Hoje, finalmente, sepultei minha Iniciação Científica.
Descanse em paz, "Simulações Numéricas de Modelos Fenomenológicos em Vibrações Induzidas por Emissão de Vórtices".
Descanse em paz, "Simulações Numéricas de Modelos Fenomenológicos em Vibrações Induzidas por Emissão de Vórtices".


































