Finalmente, depois de muito tempo, consegui terminar esse texto. O que uma prova de Engenharia Ambiental não faz? Pois é, tenho prova amanhã dessa curiosa matéria. Na primeira aula, aprendi que poluir era errado. E por aí vai.
A Fantástica Fábrica de Chocolates
★ ★ ★ ★ ★
Tim Burton
Charlie and The Chocolate Factory. Estados Unidos, 2005.
Primeiramente, faz muito tempo que assisti à antiga Fantástica Fábrica de Chocolates, na sessão da tarde, então peço licença para não ficar comparando esta obra com a anterior. E, pelo pouco que lembro, o olhar de Tim Burton faz do filme não um remake, mas uma nova interpretação do livro de Roald Dahl.
Poder-se-ia pensar que estamos diante de um exercício de autor, ao vislumbrar, logo na primeira cena, a estrutura da casa da família Bucket caracterizada pela mesma visão gótico-fantasiosa de A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e Edward Mãos de Tesoura (citado também na cena que Willy Wonka inaugura sua fábrica). Ora, sem dúvida, Burton cria mais uma vez um mundo tão interessante quanto a possibilidade da visita à fantástica fábrica do Sr. Wonka, mas não sejamos tão simplistas. O que mais impressiona no novo longa é o conceito de mudança de perspectivas. Inicialmente, seguimos a pobre criança Charlie. É óbvio, mais cedo ou mais tarde ele ganhará o ticket dourado, por isso Burton não se limita a criar cenas de surpresa, porém estabelece um contexto positivista que Charlie se encaixa, graças à simpatia e boa educação transmitida pelos outros seis membros de sua família. Assim, Charlie torna-se vitorioso no concurso do Sr. Wonka não por um esquematismo do roteiro, mas por uma questão de méritos.
Uma vez que chegamos na fantástica fábrica, percebe-se, no entanto, que o filme deixa de ser de Charlie, mas volta-se para Willy Wonka. O esquisito dono da fábrica, vivido pelo maravilhoso Johnny Depp (espero que dessa vez saia seu Oscar) é uma atração à parte. A figura do ermitão excêntrico e louco é encarnada com perfeição por Depp que, ao contrário do que se espera, não chega nunca a ser agradável com seus visitantes. Sempre com um comentário sarcástico na ponta da língua, o divertidíssimo roteiro de John August não tenta pregar sua redenção de forma maniqueísta, mas há um bom e agradável retorno ao ideal do valor familiar, fazendo com que esse seja um perfeito exemplo de filme "feel good". Os flashbacks (recurso que deve ser usado com muitíssimo cuidado) aqui funciona com maestria, estabelecendo as relações de Wonka com os Oompa-Loompas e um pouco de sua loucura, através da figura tolhedora que é seu pai (o conde drácula dooku Christopher Lee).
Um detalhe extremamente particular: quando fui assistir ao filme, lembrei que tinha uma barra de chocolate Hershey's inteirinha na minha mochila. Não preciso dizer o que aconteceu com ela.
E já que falei em Oompa-Loompas, os pequenos seres são uma atração à parte. Vividos pelo mesmo ator, Deep Roy, eles acrescentam aquele toque de magia que transcende a realidade. Seus números musicais são ainda mais interessantes graças à trilha sonora de Danny Elfman, que gravou todas as pistas vocais para as divertidas "músicas de eliminação". Criaturas prestativas, os Loompas.
Tim Burton está numa fase boa. Além desse, o cineasta lançou nos Estados Unidos, na semana passada, a animação The Corpse Bride (A Noiva Cadáver, em portuga), que vem recebendo elogios rasgados da crítica (e não vai mal de público também...). Burton é aquele tipo de cineasta cujo toque particular é muito fácil de perceber, sem no entanto cair na armadilha de lançar projetos apenas pelo exercício de direção. Assim, que venha a Noiva Cadáver - talvez eu mesmo tenha que morder minha língua sobre a melhor animação do ano.
A Fantástica Fábrica de Chocolates
★ ★ ★ ★ ★
Tim Burton
Charlie and The Chocolate Factory. Estados Unidos, 2005.
Primeiramente, faz muito tempo que assisti à antiga Fantástica Fábrica de Chocolates, na sessão da tarde, então peço licença para não ficar comparando esta obra com a anterior. E, pelo pouco que lembro, o olhar de Tim Burton faz do filme não um remake, mas uma nova interpretação do livro de Roald Dahl.
Poder-se-ia pensar que estamos diante de um exercício de autor, ao vislumbrar, logo na primeira cena, a estrutura da casa da família Bucket caracterizada pela mesma visão gótico-fantasiosa de A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e Edward Mãos de Tesoura (citado também na cena que Willy Wonka inaugura sua fábrica). Ora, sem dúvida, Burton cria mais uma vez um mundo tão interessante quanto a possibilidade da visita à fantástica fábrica do Sr. Wonka, mas não sejamos tão simplistas. O que mais impressiona no novo longa é o conceito de mudança de perspectivas. Inicialmente, seguimos a pobre criança Charlie. É óbvio, mais cedo ou mais tarde ele ganhará o ticket dourado, por isso Burton não se limita a criar cenas de surpresa, porém estabelece um contexto positivista que Charlie se encaixa, graças à simpatia e boa educação transmitida pelos outros seis membros de sua família. Assim, Charlie torna-se vitorioso no concurso do Sr. Wonka não por um esquematismo do roteiro, mas por uma questão de méritos.
Uma vez que chegamos na fantástica fábrica, percebe-se, no entanto, que o filme deixa de ser de Charlie, mas volta-se para Willy Wonka. O esquisito dono da fábrica, vivido pelo maravilhoso Johnny Depp (espero que dessa vez saia seu Oscar) é uma atração à parte. A figura do ermitão excêntrico e louco é encarnada com perfeição por Depp que, ao contrário do que se espera, não chega nunca a ser agradável com seus visitantes. Sempre com um comentário sarcástico na ponta da língua, o divertidíssimo roteiro de John August não tenta pregar sua redenção de forma maniqueísta, mas há um bom e agradável retorno ao ideal do valor familiar, fazendo com que esse seja um perfeito exemplo de filme "feel good". Os flashbacks (recurso que deve ser usado com muitíssimo cuidado) aqui funciona com maestria, estabelecendo as relações de Wonka com os Oompa-Loompas e um pouco de sua loucura, através da figura tolhedora que é seu pai (o conde drácula dooku Christopher Lee).
Um detalhe extremamente particular: quando fui assistir ao filme, lembrei que tinha uma barra de chocolate Hershey's inteirinha na minha mochila. Não preciso dizer o que aconteceu com ela.
E já que falei em Oompa-Loompas, os pequenos seres são uma atração à parte. Vividos pelo mesmo ator, Deep Roy, eles acrescentam aquele toque de magia que transcende a realidade. Seus números musicais são ainda mais interessantes graças à trilha sonora de Danny Elfman, que gravou todas as pistas vocais para as divertidas "músicas de eliminação". Criaturas prestativas, os Loompas.
Tim Burton está numa fase boa. Além desse, o cineasta lançou nos Estados Unidos, na semana passada, a animação The Corpse Bride (A Noiva Cadáver, em portuga), que vem recebendo elogios rasgados da crítica (e não vai mal de público também...). Burton é aquele tipo de cineasta cujo toque particular é muito fácil de perceber, sem no entanto cair na armadilha de lançar projetos apenas pelo exercício de direção. Assim, que venha a Noiva Cadáver - talvez eu mesmo tenha que morder minha língua sobre a melhor animação do ano.
O prazer é nosso, Mr. Wonka
Um é difícil. O outro é impossível.
O impossível veio antes. O difícil, obviamente, foi inspirado no impossível, mas não o desmereçamos - é até mesmo mais popular, pois eu conheci o impossível através do díficil, apresentado pelos meus "mui amigos" Laerte e Kalynka - e digo isso porque é um vício maligno e instigante.
Estou falando, é claro, dos malditos enigmas virtuais: "This is Not Porn" e "Not Pr0n".
É o tipo de coisa que persiste e incomoda, faz com que você perca seu precioso tempo. São inteligentes, é verdade, mas também injustos. Esses enigmas faz com que nos sintamos realmente burros.
Estou atualmente no nível 7 do "Not Pr0n", sem roubar (até agora). No "This is Not Porn", admito que tive de pedir ajuda aos universitários logo no nível 1 (também, com uma charada cabulosa como aquela), mas tenho algumas idéias de como resolver o nível 2.

Foto de abertura do jogo "This is Not Porn". Figuras bizarras e enigmas cabeludos levam qualquer um ao desespero.
Esses malditos enigmas surgem quando o tempo é cada vez mais escasso. Terei de resistir aos malditos, pelo menos por enquanto. De toda a forma, já tenho um bom desafio para os momentos de ócio e para as próximas férias.
O impossível veio antes. O difícil, obviamente, foi inspirado no impossível, mas não o desmereçamos - é até mesmo mais popular, pois eu conheci o impossível através do díficil, apresentado pelos meus "mui amigos" Laerte e Kalynka - e digo isso porque é um vício maligno e instigante.
Estou falando, é claro, dos malditos enigmas virtuais: "This is Not Porn" e "Not Pr0n".
É o tipo de coisa que persiste e incomoda, faz com que você perca seu precioso tempo. São inteligentes, é verdade, mas também injustos. Esses enigmas faz com que nos sintamos realmente burros.
Estou atualmente no nível 7 do "Not Pr0n", sem roubar (até agora). No "This is Not Porn", admito que tive de pedir ajuda aos universitários logo no nível 1 (também, com uma charada cabulosa como aquela), mas tenho algumas idéias de como resolver o nível 2.

Foto de abertura do jogo "This is Not Porn". Figuras bizarras e enigmas cabeludos levam qualquer um ao desespero.
Esses malditos enigmas surgem quando o tempo é cada vez mais escasso. Terei de resistir aos malditos, pelo menos por enquanto. De toda a forma, já tenho um bom desafio para os momentos de ócio e para as próximas férias.
Após minha visita à Atibaia, resolvi ir ao cinema e, devido ao esgotamento das salas que estavam exibindo Hotel Ruanda e o pré-indicado 2 Filhos de Francisco, acabei indo assistir a
Vôo Noturno
★ ★
Wes Craven
Red Eye. Estados Unidos, 2005.
Como um filme de suspense que não tem o menor conteúdo, direção risível e repleta de clichês, nenhum efeito especial surpreendente, nenhuma fotografia estrondosa, nenhuma direção de arte fabulosa, nenhum susto verdadeiro, pode agradar a crítica? Não quero entar em detalhes do público do filme de Wes Craven, mas o fato é que, inexplicavelmente, seu tomatômetro está em 81%. Simplesmente, não consigo entender.
Sim, o tal "vôo noturno" é a melhor seqüencia do filme, mas não o basta, não o redime. O roteiro, mais esburacado que queijo mineiro. até que engana durante alguma parte da projeção, mas a inteligência do espectador acaba sendo subestimada, pois o esquema apresentado é o seguinte:
1. heroína encontra-se numa situação desfavorável
2. o que ela fará para mudar sua situação?
(até aí o filme estaria ótimo)
3. a situação em que a moça está submetida é totalmente implausível, ridícula e non sense.
(o filme vai por água abaixo)
Bom mesmo, são os dois atores principais. Cillian Murphy faz seu segundo vilão em menos de um ano, de forma competente, apesar de as motivações de seu personagem não serem exploradas. Já Rachel McAdams imediatamente desponta como uma das atrizes quentes, aquela que você deve prestar atenção quando seu nome conta nos créditos de qualquer filme. Sempre simpática, confere uma veracidade ao personagem que, infelizmente, até destoa do abusrdo que é o restante do filme todo. (ah, eu também gostei da personagem Cynthia).
É uma pena, portanto, que Vôo Noturno não funcione em nenhum outro âmbito que não seja a atuação dos atores. Da próxima vez, tenho que chegar ao cinema mais cedo. Só assim para eu ver alguma coisa que promete.
Top filmes com a Rachel McAdams
1. Diários de uma Paixão
2. Meninas Malvadas
3. Penetras Bons de Bico
4. Vôo Noturno
Vôo Noturno
★ ★
Wes Craven
Red Eye. Estados Unidos, 2005.
Como um filme de suspense que não tem o menor conteúdo, direção risível e repleta de clichês, nenhum efeito especial surpreendente, nenhuma fotografia estrondosa, nenhuma direção de arte fabulosa, nenhum susto verdadeiro, pode agradar a crítica? Não quero entar em detalhes do público do filme de Wes Craven, mas o fato é que, inexplicavelmente, seu tomatômetro está em 81%. Simplesmente, não consigo entender.
Sim, o tal "vôo noturno" é a melhor seqüencia do filme, mas não o basta, não o redime. O roteiro, mais esburacado que queijo mineiro. até que engana durante alguma parte da projeção, mas a inteligência do espectador acaba sendo subestimada, pois o esquema apresentado é o seguinte:
1. heroína encontra-se numa situação desfavorável
2. o que ela fará para mudar sua situação?
(até aí o filme estaria ótimo)
3. a situação em que a moça está submetida é totalmente implausível, ridícula e non sense.
(o filme vai por água abaixo)
Bom mesmo, são os dois atores principais. Cillian Murphy faz seu segundo vilão em menos de um ano, de forma competente, apesar de as motivações de seu personagem não serem exploradas. Já Rachel McAdams imediatamente desponta como uma das atrizes quentes, aquela que você deve prestar atenção quando seu nome conta nos créditos de qualquer filme. Sempre simpática, confere uma veracidade ao personagem que, infelizmente, até destoa do abusrdo que é o restante do filme todo. (ah, eu também gostei da personagem Cynthia).
É uma pena, portanto, que Vôo Noturno não funcione em nenhum outro âmbito que não seja a atuação dos atores. Da próxima vez, tenho que chegar ao cinema mais cedo. Só assim para eu ver alguma coisa que promete.
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Top filmes com a Rachel McAdams
1. Diários de uma Paixão
2. Meninas Malvadas
3. Penetras Bons de Bico
4. Vôo Noturno
Só para não deixar isso aqui às moscas... Coloquei uma "tagboard" na coluna da direita. Isso serve para comentários rápidos, não necessariamente ligados aos posts. Se houver aprovação geral, eu deixo. Caso contrário, cai fora.
Estou com o texto de A Fantástica Fábrica de Chocolates por terminar, mais uma infinidade de outros filmes. Não sei o que acontece, mas estou com um certo bloqueio para a 7a. arte. Engraçado: faz quase duas semanas que eu não vou ao cinema! (e isso é um absurdo). A última vez foi para assistir a Penetras Bons de Bico.
Ah, provavelmente, vou ficar sem atualizar minha parada das vacas, pois semana que vem tenho três provas. Portanto, provavelmente não terei tempo para fotografar as mimosas por enquanto.
Já que não vou falar sobre filmes, um pouco de música:
Home
★ ★ ★ ★
The Corrs
2005
Após o ruim Borrowed Heaven, The Corrs voltaram com um CD do jeito que eu gosto: repleto de canções "folk" irlandesas, com aquela deliciosa sonoridade que lembra música dos "Hobbitses". Muitas cordas, sopros e belíssimas canções são a combinação ideal para um álbum que celebra a casa. Gostei particularmente da rendição de Black is the Colour. Apenas me irrita um pouco a respiração da cantora (o mesmo problema de Geri Halliwell em Passions), mas isso é apenas um pecadilho num álbum com tantas músicas gostosas de ouvir.
Piece by Piece
★ ★ ★
Katie Melua
2005
Pensei que ia me surpreender mais com esse CD. De fato, a sonoridade é basicamente a mesma do primeiro CD de Katie Melua, o maravilhoso Call of the Search, o que não é exatamente ruim. Se perde em criatividade, ganha pela bela voz de Melua, arranjos competentes e pelo descomproisso. Katie Melua oscila com graça entre o jazz, o blues e o pop. Das músicas "conhecidas", há uma versão inusitada de Blues in the Night. I cried for you já nasceu clássica, como a própria Call of the Search. Tenho a impressão que irei gostar mais quando ouvir lá pela décima vez.
Também ouvi o CD novo da Maria Rita. Gostei bastante, mas estou com preguiça de procurar a capa. Ela fez com que eu gostasse daquela música do Rappa, o que já é um grande avanço.
Hora de partir.
Estou com o texto de A Fantástica Fábrica de Chocolates por terminar, mais uma infinidade de outros filmes. Não sei o que acontece, mas estou com um certo bloqueio para a 7a. arte. Engraçado: faz quase duas semanas que eu não vou ao cinema! (e isso é um absurdo). A última vez foi para assistir a Penetras Bons de Bico.
Ah, provavelmente, vou ficar sem atualizar minha parada das vacas, pois semana que vem tenho três provas. Portanto, provavelmente não terei tempo para fotografar as mimosas por enquanto.
Já que não vou falar sobre filmes, um pouco de música:
Home
★ ★ ★ ★
The Corrs
2005
Após o ruim Borrowed Heaven, The Corrs voltaram com um CD do jeito que eu gosto: repleto de canções "folk" irlandesas, com aquela deliciosa sonoridade que lembra música dos "Hobbitses". Muitas cordas, sopros e belíssimas canções são a combinação ideal para um álbum que celebra a casa. Gostei particularmente da rendição de Black is the Colour. Apenas me irrita um pouco a respiração da cantora (o mesmo problema de Geri Halliwell em Passions), mas isso é apenas um pecadilho num álbum com tantas músicas gostosas de ouvir.
Piece by Piece
★ ★ ★
Katie Melua
2005
Pensei que ia me surpreender mais com esse CD. De fato, a sonoridade é basicamente a mesma do primeiro CD de Katie Melua, o maravilhoso Call of the Search, o que não é exatamente ruim. Se perde em criatividade, ganha pela bela voz de Melua, arranjos competentes e pelo descomproisso. Katie Melua oscila com graça entre o jazz, o blues e o pop. Das músicas "conhecidas", há uma versão inusitada de Blues in the Night. I cried for you já nasceu clássica, como a própria Call of the Search. Tenho a impressão que irei gostar mais quando ouvir lá pela décima vez.
Também ouvi o CD novo da Maria Rita. Gostei bastante, mas estou com preguiça de procurar a capa. Ela fez com que eu gostasse daquela música do Rappa, o que já é um grande avanço.
Hora de partir.
Como prometido, aqui estão minhas primeiras vaquinhas.
A Vaca Amarela, de Dudi Maia Rosa, na frente do Centro Cultural São Paulo (eu adoro esse lugar)

A Rota da Vaca, de Luis Hermano, no metrô Tatuapé
A Rota da Vaca, de Luis Hermano, no metrô Tatuapé
Antes de me despedir, uma anotação especialmente particular:
"Just a spoon full of sugar makes the medicine go down."
"Just a spoon full of sugar makes the medicine go down."
Pois é, aquela dor de cabeça pré-cognitiva se concretizou hoje, oficialmente. Estou à procura de um roommate (de preferência, que seja sociável, goste de música erudita e jazz, cinema e não fume). Só Deus pra saber como é difícil achar um roommate nessa época do ano, portanto também estou cogitando a possibilidade de arranjar um emprego para ajudar no grosso das contas. É tempo de vacas magras.
Falando em vacas, meu mais novo hobbie é tirar foto das vacas da Cow Parade. Já fotografei duas mimosas vaquinhas (que serão postadas amanhã).
O motivo principal desse post, no entanto, é o site bizarríssimo que minha amiga Priscila me indicou. Trata-se de Subservient Chicken. É exatamente isso: experimente colocar alguns comandos do tipo "dance tango". A "galinha" é realmente obediente. Domenico de Masi deve estar orgulhoso.
Estou à procura de coisas engraçadinhas como esse site da Pri. Nenhum motivo para bom humor deve ser desperdiçado.
:(
Falando em vacas, meu mais novo hobbie é tirar foto das vacas da Cow Parade. Já fotografei duas mimosas vaquinhas (que serão postadas amanhã).
O motivo principal desse post, no entanto, é o site bizarríssimo que minha amiga Priscila me indicou. Trata-se de Subservient Chicken. É exatamente isso: experimente colocar alguns comandos do tipo "dance tango". A "galinha" é realmente obediente. Domenico de Masi deve estar orgulhoso.
Estou à procura de coisas engraçadinhas como esse site da Pri. Nenhum motivo para bom humor deve ser desperdiçado.
:(
Maluf na cadeia, Jefferson cassado e a crise em crise. É, parece que o Brasil está aprumando os eixos. Agora só falta a greve da USP acabar (se não fosse a profa. Marta, do IME, teria dado uma boa caminhada hoje de manhã. Obrigado, Marta!).
Enquanto eu não encontro tempo para atualizar isso aqui decentemente (estou devendo A Fantástica Fábrica de Chocolates, Menina Santa, Água Negra, A Chave Mestra, Penetras Bons de Bico, Psicose, Tempos Modernos, Um Corpo que Cai, Laranja Mecânica e O Fantasma da Ópera... ufa!), aí vai a música mais linda da melhor-cantora-do-mundo, a maravilhosa Jane Monheit.
Enquanto eu não encontro tempo para atualizar isso aqui decentemente (estou devendo A Fantástica Fábrica de Chocolates, Menina Santa, Água Negra, A Chave Mestra, Penetras Bons de Bico, Psicose, Tempos Modernos, Um Corpo que Cai, Laranja Mecânica e O Fantasma da Ópera... ufa!), aí vai a música mais linda da melhor-cantora-do-mundo, a maravilhosa Jane Monheit.
Bill
Jerome Kern
I used to dream that I'd discover
The perfect lover someday
I knew I'd recognize him
If ever he came 'round my way
I always used to fancy then
He'd be one of those god-like kind of men
With a giant brain and a noble head
Like the heroes bold in the books I read
But along came Bill
Who's not the type at all
You'ld meet him on the street and never notice him
His form and face
His manly grace
Are not the kind that you would find in a statue
And I can't explain
It's surely not his brain that makes me thrill
I love him because he's wonderful
Because he's just my Bill
He's just my Bill
An ordinary boy
He hasn't got a thing that I can brag about
And yet to be
Upon his knee
So comfy and roomy, seems natural to me
And I can't explain
It's surely not his brain that makes me thrill
I love him because he's...
I don't know...
Because he's just my Bill
Coisinha linda do pai
Uma entrevista deveras interessante o senhor Orkut Buyukkokten concedeu ao jornal Folha de São Paulo. Merece a seguinte citação:Orkut - Então. Hoje, o Brasil é o principal foco do Orkut. Tanto que lançamos a interface em português em abril. Eu recebo muitas mensagens de brasileiros em meu "scrapbook", pena que não entenda a língua. (puxa o repórter para perto de uma tela). O que está escrito aqui, por exemplo? (alguém o xinga de filho da p...)
Folha - Um palavrão que envolve a reputação de sua mãe.
Orkut - Ah...(desapontado) E aqui? (alguém pergunta se ele é parente do Buiú, personagem do programa "A Praça É Nossa").
Folha - Melhor mudar de assunto (...).
O Castelo Animado
★ ★ ★ ★ ★
Hayao Miyazaki
Hauru no ugoku shiro. Japão, 2004.
Se tem um filme que eu gostaria que todos assistissem, esse filme é O Castelo Animado. Pronto, movam suas bundas gordas e vão para o cinema admirar o belíssimo trabalho do Miyazaki enquanto é tempo.
Existe alguns diretores que chamam a atenção por apenas um trabalho e faz com que você queria conferir toda sua obra. Miyazaki é um deles (como também Kar-Wai, Wook-Park e tantos outros). Confesso que virei fã de carteirinha do japonês apenas com o seu singelo A Viagem de Chihiro e esperava ansiosamente pelo seu próximo filme. Felizmente, a espera foi mais que recompensada.
Baseado no livro Howl's Moving Castle da autora inglesa Diana Wynne Jones, o filme é um mergulho numa realidade alternativa em que feitiços, magos, bruxas e demônios são coisas comuns. Nos primeiros minutos da projeção, encaramos personagens admirados por ver um castelo animado, mas não realmente espantados. Essa passagem já fornece a visão que constituirá a tônica do longa.
Somos, então, apresentados à "heroína" Sophie, uma garota que toma conta de uma loja de chapéus. Sophie é uma velha num corpo de adolescente. Assim, quando a famigerada Bruxa da Perdição a transforma numa senhora de 80 anos, nunca soa esquisito que ela se conforme com sua nova condição, apesar da evidente tristeza. Essa guinada em sua vida, no entanto, representa o mote desse belo Castelo Animado. Se uma situação extrema pode revelar muito da condição enquanto ser humano, isso se torna óbvio para Sophie quando a menina-velha vai morar no fantástico castelo de Howl. Ela finalmente conhece um pouco da vida, da guerra, de si mesmo, de sua coragem e sua capacidade de amar. A temática da adequação a um contexto nitidamente diferente do estado anterior, e quais lições podem ser extraídas da experiência, parece ser mesmo uma temática recorrente nos trabalhos do diretor japonês.
Sophie em suas diversas representações físicas - uma personagem extremamente dinâmica!
Sabiamente, ele escolhe não o caminho da didática, mas submete seus personagens ao cotidiano, deixando o espectador absorver seus símbolos e elementos através de um absoluto senso de inventividade e fantasia contido em cada cena. Myazaki povoa seu universo com seres sempre interessantes e divertidos, como o foguinho-demônio Calcifer e o cachorrinho que acompanha Sophie numa ardorosa subida. Até a Bruxa da Perdição, a princípio má, percebemos se tratar de um ser com maior complexidade, uma vez que nada em O Castelo Animado soa maniqueísta. O vilão, de fato, não é outro senão a guerra, e essa leitura ultrapassa os limites da animação, recaindo em nossa realidade.
Defensor da animação tradicional, Miyazaki é o honroso substituto da Disney no que há de mais rico nos desenhos animados. De nada vale um senso estético apurado (que ele é um detentor nato) se não dispor de uma boa história por trás. Permeado pela maravilhosa trilha sonora de Joe Hisaishi, que criou mais um tema memorável, O Castelo Animado tem a proeza de envolver o espectador em sua trama, levando-o a emocionar pela honestidade dos sentimentos e situações ali contidos. Vislumbramos a formação e o sentimento de uma família, através da associação de necessidades. Percebemos o desenrolar de uma paixão de uma garota que nunca havia vivido, além do crescimento psicológico de um outro ser que até então, era mesquinho e egoísta. Vemos uma vilã perder a estética da juventude e se tornar uma vovó aparentemente inofensível - e a personagem prejudicada por suas ações a acolher e ajudar, num ato que expande suas qualidades. São tantas situações marcadas por uma ausência da necessidade de construir segmentos lógicos, que fazem com que o horizonte do cinema de Miyazaki amplie-se e transcenda um roteiro meramente esquemático e, por isso, torne-se tão admirável.
Destarte, O Castelo Animado é uma obra magnífica. Infelizmente, pouco vista, pouco divulgada e certamente perdida num mar de produções que não carregam um ínfimo da pluralidade de seus significados. Por isso, fica aqui novamente a recomendação diretamente colocada no primeiro parágrafo desse texto. Não é sempre que se pode ver algo tão bonito.
A Ilha
★ ★ ★
Michael Bay The Island. Estados Unidos, 2005.
Assista a A Ilha e ganhe inteiramente grátis dois filmes em um.
O primeiro deles tem uma premissa muito interessante: apresenta um cenário futurista claramente baseado em Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, em que os seres humanos não são vistos como criaturas que pensam, mas como meras marionetes, facilmente manipuladas por um terrível sistema que alimenta os pobres clones com a esperança de ir para a paradisíaca Ilha, quando na realidade, eles vão é estar abandonando a medíocre vida que levaram.
Esse primeiro filme tem grandes momentos: além da curiosidade inapropriada de Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) e do interessante conceito estético que permeia as habitações dos clones, ainda somos agraciados com diálogos insuspeitamente inteligentes, como por exemplo:
Lincoln Six-Echo (Ewan McGregor): Who is "God"?
McCord (Steve Buscemi): You know when you really want something, you close your eyes and wish for it really hard? God is the guy that ignores you.
Aliás, a curiosidade do personagem de Ewan McGregor beira a filosofia de Platão, não raro nos lembrando do Mito da Caverna. Não posso deixar de notar o interesante conflito do Homem deparando com sua criatura que também é um ser pensante (ainda que não projetada para esse fim). Nesse sentido, A Ilha funciona como um curioso debate de idéias, ao situar um clone, inicialmente feito para suprir as necessidades corpóreas dos seres humanos mais abastados, como um sistema também dotado de raciocínio e capaz de filosofar, ou seja, tão humano quanto cada um de nós.
O segundo filme que vem no pacote A Ilha é o clássico "filme de Michael Bay", repleto de macaquices visuais, impossibilidades físicas, e cenas de ação sem pé nem cabeça, além de um final "Omo Multiação" ridículo. Bem, na defesa do diretor, há quem goste de ver o Ewan McGregor sendo espatifado dentro de um carro sem a menor explicação e caindo do alto de um prédio e sobrevivendo de maneira, bem, um pouco forçada. Somando isso à péssima interpretação de Djimon Hounsou, temos um filme pavorosamente ruim.
É uma pena que o bom A Ilha seja totalmente desperdiçado pelo péssimo A Ilha. E isso, no fundo, é o que mais irrita: a dose de pretensão que Michael Bay imprime em seu filme é instigante o suficiente para desejarmos o bom filme que ele prometeu. Prometeu e não cumpriu.
Passado o período das vacas magras das atualizações, gostaria de agradecer às mensagens de melhora. Acredito que os ETs realmente vieram na madrugada, porque não senti mais dor de cabeça na quarta-feira da semana passada.
Espero poder colocar em dias meu blog, agora que estou na semana de saco cheio (viva a semana da pátria!). Aí vai um filmão:
Sin City - A Cidade do Pecado
★ ★ ★ ★ ★
Frank Miller e Robert Rodriguez
Sin City. Estados Unidos, 2005.
Existe uma lenda que diz o seguinte: todo filme que conter o nome de Rosario Dawson nos créditos está fadado ao fracasso de crítica ou público ou ambos. Como os únicos filmes da garota que eu tive o (des)prazer de assistir até então foram o mediano Men in Black II e o pavoroso Alexandre de Oliver Stone, já estava convencido que a lenda era verdadeira. Felizmente, Sin City veio para provar que até as lendas de Hollywood não funcionam - e, sim, até Rosario Dawson está ótima no filme.
É sempre interessante, e cada vez mais raro, encontrar no Cinema presonagens como entidades desprovidas de um corpo, ainda que apresente perfis e caracterísbicas bem estabelecidas e desenvolvidas pelo roteiro. Se nos divertidos Premonição e Premonição 2, o vilão era a invisível Morte e a mesma não era dotada de físico, nesse Sin City, não há personagem com maior destaque que a própria Cidade dos Pecados. Longe de se tratar de apenas um cenário, a cidade assume ares naturalistas e atua como um antro da imoralidade atributos que estão espalhados em suas manifestações humanas.
Adaptação das graphic novels de Frank Miller, Sin City, ao contrário da maioria das histórias em quadrinhos, não se trata de uma obra maniqueísta. As figuras identificadas como "heróis" demonstram uma virtuosidade incomum na forma de combater o crime, uma vz que a idéia de justiça feita pelas próprias mãos não raro inclui uma morte bem dolorosa para o algoz. Uma sociedade corrompida, uma visão tortuosa da ética e moralidade, pode-se pensar erroneamente, afasta Sin City da realidade humana, considerando também o fato de que se trata de uma concepção visual feita totalmente no computador (recurso utilizado anteriormente no excelente e inovador Capitão Sky e o Mundo de Amanhã).
De fato, a visão de Frank Miller deixa de funcionar tão somente como passatempo escapista à medida que mergulha sua sociedade patológica num contexto sem esperanças, uma realidade alternativa com traços próprios. Destarte, toda a fantástica concepção visual não é em vão - a estética de Sn City e sua violência estilizada corroboram o caráter de falta de perspectivas a qual uma sociedade cuja ausência de virtudes é marcante.
Não que o lado "sério" de Sin City seja o mais importante. Robert Rodriguez, é sabido, criou a cena inicial com Josh Hartnett e Marley Shelton em 2004 e, com ela, conseguira convencer Frank Miller a ceder os direitos de sua história (Frank já havia recusado diversos figurões). O resultado, todos puderam apreciar - e um gosto de continuação está no ar, Sin City 2 já foi anunciado. Rodriguez brinca com o material, ao não construir uma narrativa linear, mas respeitando a integridade de cada uma das três histórias. Além do mais, é divertido constatar que alguns personagens que tem papéis mais importantes em uma das histórias aparece nas outras como um mero coadjuvante, transmitindo uma unicidade à história. Não poderia, também, citar a participação do criativo Quentin Tarantino (por apenas um dólar!) numa cena que é a sua cara: um diálogo entre Dwight (Clive Owen) e a cabeça de Jackie Boy (Benicio Del Toro).
A galeria de personagens e atores que os representam é estonteante. Do "vovô" Bruce Willis, passando pela figura esquipática de Mickey Rourke, até chegar eterno-frodo Elijah Wood fazendo um vilão assustador, os numerosos tipos vistos em Sin City nunca se repetem - temos até mesmo um assaltante que recita sonetos. Por outro lado, as personagens femininas demonstram uma força incomum: Sin City conta com a estonteante Jessica Alba, a sempre simpática Brittany Murphy, e as presenças marcantes de Rosario Dawson e Jamie King, e todas demonstram um poder insuspeito e controle ou aspecto motivador sobre seus homens, fazendo com que, pelo menos na sociedade patológica que vivem, as mulheres reinam absolutas.
Se Sin City tem algo de ruim, é a sensação masoquista que impera no final, pois mesmo ciente de que acabei de conhecer um ambiente feio, sujo e desprezivelmente imoral, o longa de Rodriguez me fez desejar por um retorno àquela cidade.
Espero poder colocar em dias meu blog, agora que estou na semana de saco cheio (viva a semana da pátria!). Aí vai um filmão:
Sin City - A Cidade do Pecado
★ ★ ★ ★ ★
Frank Miller e Robert Rodriguez
Sin City. Estados Unidos, 2005.
Existe uma lenda que diz o seguinte: todo filme que conter o nome de Rosario Dawson nos créditos está fadado ao fracasso de crítica ou público ou ambos. Como os únicos filmes da garota que eu tive o (des)prazer de assistir até então foram o mediano Men in Black II e o pavoroso Alexandre de Oliver Stone, já estava convencido que a lenda era verdadeira. Felizmente, Sin City veio para provar que até as lendas de Hollywood não funcionam - e, sim, até Rosario Dawson está ótima no filme.
É sempre interessante, e cada vez mais raro, encontrar no Cinema presonagens como entidades desprovidas de um corpo, ainda que apresente perfis e caracterísbicas bem estabelecidas e desenvolvidas pelo roteiro. Se nos divertidos Premonição e Premonição 2, o vilão era a invisível Morte e a mesma não era dotada de físico, nesse Sin City, não há personagem com maior destaque que a própria Cidade dos Pecados. Longe de se tratar de apenas um cenário, a cidade assume ares naturalistas e atua como um antro da imoralidade atributos que estão espalhados em suas manifestações humanas.
Adaptação das graphic novels de Frank Miller, Sin City, ao contrário da maioria das histórias em quadrinhos, não se trata de uma obra maniqueísta. As figuras identificadas como "heróis" demonstram uma virtuosidade incomum na forma de combater o crime, uma vz que a idéia de justiça feita pelas próprias mãos não raro inclui uma morte bem dolorosa para o algoz. Uma sociedade corrompida, uma visão tortuosa da ética e moralidade, pode-se pensar erroneamente, afasta Sin City da realidade humana, considerando também o fato de que se trata de uma concepção visual feita totalmente no computador (recurso utilizado anteriormente no excelente e inovador Capitão Sky e o Mundo de Amanhã).
De fato, a visão de Frank Miller deixa de funcionar tão somente como passatempo escapista à medida que mergulha sua sociedade patológica num contexto sem esperanças, uma realidade alternativa com traços próprios. Destarte, toda a fantástica concepção visual não é em vão - a estética de Sn City e sua violência estilizada corroboram o caráter de falta de perspectivas a qual uma sociedade cuja ausência de virtudes é marcante.
Não que o lado "sério" de Sin City seja o mais importante. Robert Rodriguez, é sabido, criou a cena inicial com Josh Hartnett e Marley Shelton em 2004 e, com ela, conseguira convencer Frank Miller a ceder os direitos de sua história (Frank já havia recusado diversos figurões). O resultado, todos puderam apreciar - e um gosto de continuação está no ar, Sin City 2 já foi anunciado. Rodriguez brinca com o material, ao não construir uma narrativa linear, mas respeitando a integridade de cada uma das três histórias. Além do mais, é divertido constatar que alguns personagens que tem papéis mais importantes em uma das histórias aparece nas outras como um mero coadjuvante, transmitindo uma unicidade à história. Não poderia, também, citar a participação do criativo Quentin Tarantino (por apenas um dólar!) numa cena que é a sua cara: um diálogo entre Dwight (Clive Owen) e a cabeça de Jackie Boy (Benicio Del Toro).
A galeria de personagens e atores que os representam é estonteante. Do "vovô" Bruce Willis, passando pela figura esquipática de Mickey Rourke, até chegar eterno-frodo Elijah Wood fazendo um vilão assustador, os numerosos tipos vistos em Sin City nunca se repetem - temos até mesmo um assaltante que recita sonetos. Por outro lado, as personagens femininas demonstram uma força incomum: Sin City conta com a estonteante Jessica Alba, a sempre simpática Brittany Murphy, e as presenças marcantes de Rosario Dawson e Jamie King, e todas demonstram um poder insuspeito e controle ou aspecto motivador sobre seus homens, fazendo com que, pelo menos na sociedade patológica que vivem, as mulheres reinam absolutas.
Se Sin City tem algo de ruim, é a sensação masoquista que impera no final, pois mesmo ciente de que acabei de conhecer um ambiente feio, sujo e desprezivelmente imoral, o longa de Rodriguez me fez desejar por um retorno àquela cidade.
























