E o resultado:
Personality Profile:
You have social courage and as a consequence are open and extroverted. You are seen as a well known person who is liked and is involved in many social events. You feel confident about your position in social situations and will not hesitate to say what you believe. You do not like too much responsibility, but you do not mind being in the social center. You must know everything that is going on in your greater social circle and spend a lot of time talking to others to find out the latest gossip. You tend to be friendly, but can be criticizing when you see others as thinking of themselves too much.
You prefer to work in challenging people oriented jobs where you can compete against others and rise in the ranks. Others usually like you but can sometimes be intimidated by your outspoken comments and criticisms although they do not show it.
People tend to feel comfortable around you and respect your opinion. You can use this social weight to get things done for you but usually opt not to call in favours people owe you.
Your view of other types
You tend to like Boss types and try to get close to them, as they possess the intimidating factor and confrontational attitude that you lack. You regard Academic Types as mostly withdrawn from life and too uppity to interact with. You associate with some Blue collar and White collar types, and find that these are the people that mostly want to hang around you. You see Artist types as attention seekers and are often the person to criticize them. For this reason, Artist types envy and fear you. You may enjoy the risk taking personality of Gambler types, but you also think that they are loners. You see Drifter types as social dropouts.
Other types' view of you
Boss types like you but they dont always trust you. Academic Types have very little in common with you, therefore they avoid you. Artist types tend to avoid you because you may attack them verbally due to their personality differences. White and Blue collar types like interacting with you, and they sometimes envy your charisma. Gambler types may deal with you if they think that you have something useful to offer them. Drifter types may associate with you, but they generally believe that your archetype is stuck up.
Alpha Charmer:
-More ambitious than Charmer
Expected Occupations: Corporate Executive, Real Estate Agent, Politician
Este sou eu!!!
Finalmente, pude assistir aos filmes. São impagáveis. Mesmo que com um pequeno atraso, ainda vale a pena conferir:
Vídeo 1
Vídeo 2
Vídeo 3
Vídeo 4
Vídeo 5
Vídeo 6
Galera do Mal (Saved!)
★ ★ ★ ★
Dirigido por Brian Dannely. Escrito por Dannely e Michael Urban. Com Jena Malone, Mandy Moore, Macaulay Culkin, Eva Amurri, Patrick Fugit, Heather Matarazzo, Chad Faust. Estados Unidos. 2004.
Curiosamente, as duas comédias mais simpáticas, divertidas e interessantes a que eu assisti nos últimos tempos passam-se no ambiente mais clichê de filmes para adolescentes: o colégio. No entanto, por trás dessa embalagem comercial de Sessão da Tarde, escondem roteiros inteligentes e críticas ácidas à sociedade em questão. Estou falando, é claro, do ótimo Meninas Malvadas (Mean Girls, 2004) e deste Galera do Mal.
Não se engane pelo nome ridiculamente traduzido e o instinto de dejà-vu. Galera do Mal é uma divertida e bem situada projeção do fundamentalismo religioso e sua hipocrisia no ambiente juvenil. Ao mesmo tempo, ilustra de forma bastante satisfatória a trajetória de alguém que se livra de seus dogmas, da pior forma possível: através da gravidez.
Mary (Jena Malone, a Gretchen de Donnie Darko) é a garota mais popular do colégio, ao lado de sua amiga Hilary Faye (Mandy Moore, a cantora pop). Ela tem uma vida perfeita, amigas perfeitas e um namorado quase perfeito: Dean (Chaud Faust). "Quase" porque, um belo dia, ele confessa à garota que acha que é gay. Neste dia, ela recebe uma "mensagem de Jesus" e decide entregar sua virgindade (acreditando, porém, que seria reconstituida por obra divina) para "curar" seu namorado. No entanto, nada sai como planejado: Dean vai para uma "clínica de reabilitação" para jovens cristãos "inadequados" e Mary acaba grávida.
Pelo parágrafo acima, é facilmente perceptível a quantidade de tabus que o diretor-roteirista estreante, Brian Dannely, não tem medo de apresentar ao grande público. Seu trabalho é apresentar um contexto, deveras familiar, e incluir questões polêmicas. A religiosidade, quando levada ao extremo, acaba se confundindo com hipocrisia e demagogia, o que é retratado de forma extremamente competente pelo diretor.
A força de sua imagem recrudesce ao optar não pelo drama, mas pela comédia: por exemplo, quando Mary e Dean acabam de transar, a garota murmura "Obrigado, Jesus", o que soa, ao mesmo tempo coerente e surpreendente. Assim, a visão patológica da religiosidade vai sendo construída: uma das cenas mais engraçadas, paradoxalmente, é quando a garota repete "Por favor, que seja câncer!", ao receber o teste de gravidez positivo. Quanto aos personagens, até a "vilã" difere do padrão: Hilary Faye (todos a chamam pelo nome completo) não age por maldade, mas sim, segundo sua visão dogmática do mundo.
Continuando com a galeria de personagens: temos a filha da Susan Sarandon, Eva Amurri, interpretando a rebelde de bom coração Cassandra que rouba todas as cenas. Surpresa maior, contudo, é ver Macaulay Culkin de volta às telas, dessa vez como o paraplégico Roland, irmão de Hilary Faye; cínico e realista, por sua condição, ele e Cassandra ajudam Mary quando suas "amigas" a condenam.
Ao expor as idiossincrasias cristãs, Dannely corre o risco de enfrentar a fúria dos fundamentalistas, que não aceitam discussões a respeito dos significados simbólicos de sua religião. Corajoso, o diretor-roteirista vai direto ao ponto, ao se questionar "por que Deus nos fez tão diferente se ele queria que nós fôssemos iguais" - uma lição de tolerância, virtude essencial para a convicência pacífica da humanidade (já posso ser eleito Miss Universo).
Ao fim, passado o preconceito com a capa, com o título, com a impressão de filme-de-colegial, chegamos a conclusão que acabamos de ver um filme que nada tem de superficial. Graças a Deus.

I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty
in the moonlight
overthrew you
She tied you
To a kitchen chair
She broke your throne,
she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Maybe I've been here before
I know this room, I've walked this floor
I used to live alone before I knew you
I've seen your flag on the marble arch
love is not a victory march
It's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
There was a time you'd let me know
What's real and going on below
But now you never show it to me do you?
Remember when I moved in you?
The holy dark was moving too
And every breath we drew was hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Maybe there's a God above
And all I ever learned from love
Was how to shoot at someone who outdrew you
It's not a cry you can hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
De-Lovely: Vida e Amores de Cole Porter (De-Lovely)
★ ★ ★
Diridigo por Irwin Winkler. Escrito por Jay Cox. Com Kevin Kline, Ashley Judd, Kevin McNally, Jonathan Pryce, Sandra Nelson, Allan Corduner, Peter Polycarpou, Keith Allen, Robbie Williams, Alanis Morisette, Sheryl Crow, Diana Krall, Elvis Costello. Estados Unidos, Inglaterra. 2004.
De-Lovely trata da vida de Cole Porter, famoso compositor americano, responsável por clássicos como Night and Day (aê, Sandy!), I Love Paris (aê, Paris!), Love for Sale, I've Got You Under My Skin, Let's Do It (Let's Fall in Love) e muitos, muitos outros. O foco está no relacionamento de Cole (Kevin Kline) com sua amada esposa Linda (Ashley Judd); mesmo homossexual (condição exposta corajosamente pela direção, que não tenta enganar o espectador), percebe-se de Cole sua devoção pela mulher. O grande problema é que o filme é um pouco longo (leia-se chato), mas salva pelos belos planos, pela montagem bacana, pela maquiagem primorosa e pelos musicais, que contam com uma imensa lista de figurões da música: Robbie Williams, Alanis, Natalie Cole, Diana Krall e muitos outros que acabam roubando a cena.
Era Uma Vez no Oeste (C'era una volta il West)
★ ★ ★ ★ ★
Meu primeiro velho-oeste... e que grande começo! História poderosa, direção primorosa, trilha sonora de Ennio Morricone excepcional. Nunca pensei que gostaria de um filme do Charles Bronson.
8½
★ ★ ★ ★ ★
Considerada a obra-prima do Fellini. O diretor é genial mesmo com um bloqueio criativo: é esse o tema do filme. Trata-se da visão introspectiva e simbólica de um diretor. Imagens poderosas, bela fotografia b&w, ótima trilha... enfim, tudo de bom. Lembrou-me Adaptação.

Queen Latifah - The Dana Owens Album
★ ★ ★ ★ ★
EDITADO: Não fui claro quando decidi começar a lista pela Queen Latifah. Explico: antes de virar "cantriz", ela era rapper. Isso mesmo, com'on my sweet, give it to me baby. E agora, decidiu cantar jazz. É como se o Marcelo D2 resolvesse virar cantor de MPB.
A Cindy Lauper também canta jazz
Cindy Lauper - At Last
★ ★ ★ ★ ★
A Björk canta muito jazz!
Björk Guðmundsdóttir & Trió Gu - Gling Gló
★ ★ ★ ★ ★
O Robbie Williams, aquele cara chato, também resolveu cantar jazz

★ ★ ★ ★
A lista está ficando esquisita. Ele divide vocais com Nicole Kidman em Something Stupid, além de duetos com Jane Horrocks, Jon Lovitz e Jonathan Wilkes. Procurando Nemo termina com sua Beyond the Sea. A-música-que-eu-adoro Mack the Knife não poderia deixar de ser citada. Arranjos clássicos (não inovadores) continuam gostosos de ouvir. Um CD pseudo-corajoso, mas agradável.
______________________________________________
Rod Stewart - Stardust... The Great American Songbook Volume III
★ ★ ★
Meu Deus! Até uma boy band canta jazz! O que está acontecendo?
Weslife - Allow Us To Be Frank
★ ★ ★ ★ ★
Por increça que parível, até a Sandy canta jazz!
EDITADO: Sandy cantou no Faustão no último domingo, dia 22/05 Night and Day do Cole Porter, com a mesma banda do show do Bourbon. Apesar de faltar um pouco de swing nela, eu gostei do resultado. A busca pela "boa música" é sempre engrandecedora. E os agudos da Sandy são espetaculares!
Onde isso vai parar? Na Geri Halliwell, que também canta jazz!
EDITADO: Eu vi a propaganda! Vale a pena. Para ver, entre neste link, depois clique em Free lá em baixo e espere alguns segundos. Em seguidada, você pode baixar e ver a Paris cantando um rock'n jazz da hora!
EDITADO 2: Se você quiser conhecer a página oficial da propaganda da Paris Hilton, clique aqui.
A propósito, uma máxima do meu professor de Estatística:
"Estatística serve para mim (sic) tomar decisão" M.C.

Atropela!!!
Conselho: ciclistas, vão estudar na USP, assim vocês podem pedalar à vontade.

★ ★ ★ ★ ★
Dirigido e escrito por George Lucas. Com Ewan McGregor, Hayden Christian, Natalie Portman, Ian McDiarmid, Christopher Lee, Frank Oz, Anthony Daniels. Estados Unidos. 2005
No final da projeção, ficou aquela sensação esquisita de "acabou"; ao contrário da série Senhor dos Anéis, que dei graças a Deus por ter terminado, a sensação, inclusive atual, é um sentimento nostálgico-melancólico que minhas limitações me impedem de descrever. Ainda a respeito do último frame antes dos créditos, o sentimento é diferente de todos os outros filmes da série, o gosto amargo faz com que este episódio seja conspícuo e, por assim dizer, superior aos demais.
Sim, considero A Vingança dos Sith o melhor filme da série, por motivos que em breve explicarei. Obviamente, minha opinião pode estar sujeita a modificações. Posso, inclusive, deixar de achar tão bom da próxima vez que eu assista (pois pretendo ver mais algumas vezes ainda no cinema). Talvez tenha estado cego pelo contexto: pré-estréia, fãs vestidos de Darth Vader e Obi Wan Kenobi, apreensão incomum, expectativas. O que posso dizer? Adorei e pronto.
Episódio III é o elo de ligação entre a trilogia antiga e a nova, aquele responsável por esclarecer todas as dúvidas e expor um pouco do contexto pós-guerras clônicas. Há a presença do General Grievous, chefe dos dróides, que sequestra o Supremo Chanceler Palpatine. Sob os auspícios do Conde Dooku, Palpatine é mantido refém, e o conselho Jedi decide enviar Mestre Obi Wan Kenobi e seu padawan, Anakin Skywalker, para resgatá-lo. Não é surpresa para ninguém que o chanceler Palpatine é o próprio Darth Sidious, o Sith responsável por todos os distúrbios da força. Ele também é o responsável por conduzir Anakin ao lado negro da Força, até transformá-lo no temível Darh Vader. O difícil papel de George Lucas é fazer com que a transição não soa forçada e, felizmente, o diretor sai-se admiravelmente bem em sua missão.
Mesmo não intencionalmente, os paralelos com a realidade existem: a política do medo é personificada pelo Supremo Chanceler, gerando uma frase absolutamente genial da senadora Amidala que escolho não reproduzó-la aqui neste espaço, de modo a não diminuir o impacto daquele que não teve o prazer de ainda assistir ao longa. Lucas conduz sua trama mostrando as nuances do poder, defendendo a teoria de que "o poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente". Hábil em criar uma atmosfera em que até os guerreiros jedis se perdem num turbilhão de dúvidas e incertezas, o grande vilão de Star Wars (e atrás dele, Lucas) aproveita as brechas do sistema e, assim, convence Anakin a sucumbir diante da tentação maior, mesmo tendo princípios nobres e uma bondade que será desenterrada posteriormente, no Episódio VI.
Nada posso dizer contra as cenas de ação, que são extremamente bem realizadas. Além disso, os confrontos há muito aguardados finalmente são concretizados. Ao investir na ação, sem desprezar o conteúdo, Lucas estabelece uma continuidade no ritmo que, felizmente, não é quebrada em nenhum momento. Até mesmo a corajosa, porém inevitável, mudança no tom da narrativa, a partir de certo momento da trama, não prejudica a estrutura da história - muito pelo contrário, os sentimentos do espectador se misturam aos heróis vistos na tela, fazendo com que cada destino traçado seja doloroso, mesmo que conhecido. É prova suficiente da habilidade e da força deste maravilhoso filme.
Episódio III é sombrio, sim, mas o sentimento de melancolia prevalece, inclusive na sensacional cena de luta final. O belo discurso de Obi Wan Kenobi, mais uma vez sagrado pelo carisma de Ewan McGregor como o melhor personagem da trilogia nova, é simplesmente comovente e doloroso. Se o verdadeiro significado da Arte é provocar algum tipo de emoção, é melhor deixar as palavras de lado: Episódio III é um filme belo tanto por sua estética quanto por seu conteúdo lírico; um filme feito para ser sentido.
A poesia de Star Wars é habilmente construída através dos ícones e símbolos distribuídos pelos 6 filmes da saga. Em Episódio III, vários deles são reunidos para o deleite dos fãs, para os apreciadores da mitologia criada por Lucas. A trilha sonora é um bom indício: John Williams trata de citar seus temas marcantes, como Marcha Imperial, além da onipresença do tema de Uma Nova Esperança, construindo a harmonia entre este e sua seqüência cronológica (apesar de que o tema do Episódio III não é sua melhor criação,embora funcione bem na tela). As pontas entre as trilogias são cuidadosamente amarradas, provando mais uma vez que Goerge Lucas é um visionário e sabia exatamente o que fazer com sua série - e existe algumas boas surpresas que agradarão certamente os admiradores da saga.
Star Wars pode ser situado como filme-evento, um blockbuster sem valor artístico. Discordo veementemente. Se conseguiu tocar milhões de pessoas ao redor do mundo, algum mérito há nisso. Sendo específico ao Episódio III: a obra-prima de George Lucas é soberba, devendo ser apreciada por todos - e aqueles que ainda não são fãs, estão perdendo uma boa oportunide para admirar o genial trabalho de uma vida. Que a Força esteja com você!
Star Wars Episódio II - O Ataque dos Clones (Star Wars: Episode II - Attack of the Clones)
★ ★ ★ ★
Dirigido e escrito por George Lucas. Com Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christian, Ian McDiarmid, Christopher Lee, Frank Oz, Samuel L. Jackson, Anthony Daniels. Estados Unidos. 2002.
Talvez a grande falha do primeiro filme foi não ostentar o status de ícone, de não levar para frente toda a magia que se transformou em adoração da primeira trilogia concebida por George Lucas. Sábio, o diretor fez questão de corrigir estes problemas. Resultado: o Episódio II é um filme muito bom, não só pela temática, que se fortalece a cada instante, mas pelo trabalho de identificação nítido e concatenado ao interessante universo da saga estelar.
Episódio II é um prato cheio para os fãs, incluindo este que escreve: visitamos a casa de Luke e conhecemos os futuros Tio Owen e Tia Beru; presenciamos uma aula da Escola Jedi, ministrada por ninguém menos que o adorável Mestre Yoda; a participação do famigerado Jar Jar (que eu gosto) diminui, porém aumenta sua importância, ao passo que os robôes C-3PO e R2-D2 tomam maior destaque (ver R2 voando é sensacional). É um engano, porém, creditar falta de criatividade ao criador: do belíssimo Naboo ao chuvoso planeta Kamino, percebe-se nitidamente que a visão de Lucas vai além do simplório, à medida que ele adiciona com maestria novos elementos cativantes para sua saga.
Talvez a trama política criada para este segundo volume seja por demais complexa, algo que invariavelmente atrapalha o andamento do filme. Ainda assim, o roteiro instiga por não ser claro o suficiente a ponto de se perceber a completude da sagacidade do vilão Dark Sidious; afinal, "o lado negro da Força a tudo obscurece", para citar a memorável frase do Mestre Yoda. E ao mesmo tempo que o romance da agora Senadora Amidala (que não envelhece nadinha) com o jovem padawan Anakin Skywalker soa totalmente inverossímil, a beleza do filme conspira para que perdoemos a necessidade da união de ambos, já que todos sabiam ser algo inevitável.
Desnecessário é falar da técnica: o Ataque dos Clones é maravilhoso em todos os aspectos visuais e sonoros. John Williams acerta em cheio na composição do tema, que reúne um certo tom melancólico e épico, de certa forma prevendo o destinho dos personagens - destino este conhecido e partilhado com todos, mesmo que não queriamos, ainda, acreditar no que irá acontecer. As cenas de ação são empolgantes: principalmente a que acontece no fim do longa, que certamente já entrou para a história da saga como uma das melhores seqüências.
Por fim, a grande virtude do Episódio II é elevar o personagem Obi Wan Kenobi a status de herói. Afinal, Star Wars não deixa de ser um filme de ação, e não é de todo descabido afirmar que a competência da imagem projetada reside em estabelecer um elo de ligação com o espectador. Assim, com muita felicidade, o ator Ewan McGregor faz de seu Obi Wan uma composição admiráve, reunido qualidades corrobatórias de seu poder e sabedoria. Surpreendente mesmo é a escalação de Christopher Lee, no auge de seus 80 anos, no papel do dúbio Conde Dooku, o qual ele encarna com a costumaz competência. Mais uma vez, Ian McDiarmid alcança o tom correto para seu Palpatine. Até o jovem Hayden Christian, se não acerta no tom dramático (culpa de George Lucas, que não sabe conduzir seu elenco), consegue encarnar o Anakin com uma certa simpatia: o público consegue compreender seu sofrimento, e suas ações tornam-se, de certa forma, naturais.
Episódio II demonstra um progresso invejável, deixando de ser uma simples ponte, mas uma obra de vida própria - e assim, deixando as portas abertas para a tão aguardada conclusão da fantástica saga.
P.S.: Da série "nomes obscenos da galáxia", Episódio II introduz o nome impagável que é Conde Dooku. O vencedor absoluto, no entanto, é o jedi Sypho Dias, com uma sugestiva sonoridade brasileira.
Da série "diálogos impagáveis que só se ouvia há muito, muito tempo", a conversa apaixonada entre a senadora Amidala e o padawan Anakin:
Padmé: I love the water. We used to lie out on the sand and let the sun dry us and try to guess the names of the birds singing.
Anakin: I don't like sand. It's coarse and rough and irritating and it gets everywhere.
Risadas enlatadas.

★ ★ ★
Dirigido e escrito por George Lucas. Com Liam Neeson, Ewan McGregor, Jake Lloyd, Natalie Portman, Frankie Oz, Terence Stamp, Anthony Daniels e Ian McDiarmid. Estados Unidos. 1999.
Quando essa frase aparece, os milhares de fãs da saga se contorcem na cadeira. Star Wars é adoração, é um símbolo do sonho juvenil de viver uma grande aventura, assim como muitas séries o são. A grande proeza de George Lucas foi criar um mito, uma história extremamente criativa, um universo fantasioso, uma galeria de personagens cativante, tudo isto escondido sob o antigo e muy potente tema de o bem versus o mal.
Inteligente além de tudo foi começar a saga do meio, deixando para trás mistérios e explicações - ao mesmo tempo que a parte I de sua história acontece numa galáxia rica e exuberante, e não havia tecnologia suficiente na década de 70 para criar tal esplendor.
Como diz o ditado, "quem espera sempre alcança". George Lucas esperou até a década de 90, criou inúmeras inovações no campo de efeitos especiais, criou um formato novo de se ver filmes no cinema, o THX, decidiu apostar no cinema digital... Finalmente, em 1999, seu Episódio I é concluído. E a saga começa novamente.
O longa tem a difícil missão de introduzir Anakin Skywalker (Jake Lloyd), que se transformará no temível Darth Vader da trilogia antiga. Neste, Anakin é um garoto de Tatooine com uma capacidade incomum para construir/consertar artefatos tecnológicos e dirigir naves de corrida. A trama segue, de início, o jedi Qui Gon Jin (Liam Neeson), seu aprendiz, Obi Wan Kenobi (Ewan McGregor) e a rainha Amidala (Natalie Portman), e suas desventuras pela galáxia.
A impressão é que Lucas tem uma tarefa ardilosa, pois ele tem três filmes para contar muito mais do que foi exibido nos últimos três episódios. Neste episódio, ele demonstra que não perdeu o talento para dirigir cenas de ação: a corrida de Anakin é emocionante, bem como as cenas finais de sabre de luta, o que compensa a péssima condução de seu elenco, cujo destaque mesmo é Liam Neeson.
Os aspectos técnicos são irrepreensíveis: visto 6 anos após o lançamento, percebo que os efeitos especiais continuam impactantes. Visualmente, tudo é belo e competente: dos exóticos figurinos utilizados pela rainha Amidala, aos cenários riquíssimos em detalhes, o visual concebido por Lucas é espantoso. A trilha sonora de John Williams ganha um reforço poderoso da ótima Duel of the Fates, a grande responsável pelo novo costume hollywoodiano de abusar dos coros nas trilhas, que já está enchendo o saco, por sinal.
É uma pena que a sensação de falta de criatividade é evidente: o final do Episódio I é uma compilação dos Episódios IV e V, até perdendo a coerência, quando o palácio da rainha Amidala transforma-se num palco digno de O Império Contra-Ataca, com a intenção óbvia de satisfazer os fãs antigos, visto que o filme acaba se prendendo na armadilha de apresentar um conteúdo político relativamente complexo. Os famosos condutores da trama, R2-D2 e C3PO pouco aparecem, embora o simpático (e odiado por muitos) Jar Jar Binks seja apresentado aos espectadores (me likes Jar Jar). Lucas também desaponta ao explicar a origem da Força, deixando de lado o misticismo simbólico que é muito mais cativante.
Por fim, os diálogos canhestros do roteiro de George Lucas não mais espantam, pois tornou-se uma marca registrada do universo Star Wars. A máxima deste filme é a frase do garotinho Anakin: "O grande problema do universo é que as pessoas não ajudam as outras". Meigo. E o troféu "nomes esdrúxulos de Guerra nas Estrelas" vai para Capitão Panaka. Mais risadas!
Na época de seu lançamento, gerou-se a seguinte discussão, com o objetivo de evidenciar a fraqueza do filme: se Star Wars começasse pelo Episódio I, faria tanto sucesso? A resposta é evidente: não. Mas não pela qualidade, e sim porque o grande sucesso da série é explicado justamente pela adequada condução de George Lucas, escolhendo primeiro estabelecer a luta entre o bem e o mal, para depois explicar o mais interessante: como se transformar na personificação do Mal em três filmes.
Sei que deveria estar dormindo, estudando ou, pelo menos, escrevendo sobre o maravilhoso CD da Thalma de Freitas que eu comprei, ou ainda falando dos filmes 8 e 1/2, do Fellini ou Era Uma Vez no Oeste, do Leone, que eu assisti recentemente, e que são excelentes. Mas confesso que ainda estou absolutamente chocado com o filme que eu acabei de ver:
Oldboy (Oldboy)
★ ★ ★ ★ ★
Dirigido por Chan Wook Park. Escrito por Jo-yun Hwang, Chun-hyeong Lim, Joon-hyung Lim e Chan-wook Park (história de Garon Tsuchiya). Com Choi Min-Sik, Bo-Kyeong Kim, Yoo Ji-tae, Hye-jeong Kang. Coréia do Sul. 2003.
Oldboy é um filme de terror. Não do tipo de terror que estamos acostumados a ver, ou seja, em que há um psicótico como Jason, Chucky ou José Serra. É um filme de terror porque expõe a crueldade do ser humano, em seu sentimento que talvez seja o mais corrosivo, aquele que, mesmo satisfeito, é insuficiente e acaba por destruir a vida - a vingança. Confesso que faz tempo que não fico tão surpreso e tão assustado com o desenrolar de um roteiro. Basta dizer que, perto dele, as reviravoltas de Jogos Mortais soam como uma piada.
Quando o filme tem início, somos apresentados a Oh Dae-su (Choi Min-Sik), detido numa delegacia por algum motivo, justamente no dia do aniversário da sua filha. Desesperado pela necessidade de sair, finalmente consegue ser libertado por um amigo. No entanto, sem mais nem menos, ele é sequestrado - e passa nada menos que os próximos 15 anos em cativeiro. Tendo em companhia somente a televisão, que é a sua amiga para todas as horas, Oh Dae-su oscila entre o desespero e a lucidez - afinal, quão desesperador é ser confinado num quarto sem ter idéia do que você fez?
Hábeis em criar uma atmosfera realista, apesar da premissa fantástica, os 4 roteiristas exploram com sabedoria o cotidiano de Oh Dae-su no cativeiro e, depois de ser libertado, suas atitudes nunca soam falsas, muito pelo contrário - na cena em que ele é liberado, a primeira pessoa que encontra é apalpada e cheirada por ele, como se não pudesse acreditar estar na companhia de outra pessoa. É nessa hora dita uma das frases mais poderosas do longa: "Apesar de eu não ser mais que um monstro, não tenho também o direito de viver?"
O cinema de mistério é sempre um enorme risco que os realizadores decidem correr: afinal, esse tipo de filme depende em muito do final, e sua capacidade de surpreender o espectador. Uma pequena frustração torna a experiência cinematográfica fracassada, mesmo levando em consideração os méritos do diretor, dos atores e da parte técnica. É com grande felicidade, então, que posso afirmar que cada reviravolta do roteiro é emblemática, fazendo com que sintamos pequenos diante dos realizadores de Oldboy. Paulatina e constantemente, a sensação é de choque, até o ápice, em que as palavras que conseguem exprimir os sentimentos mais recônditos são: Caralho, Puta que o Pariu, e por aí vai. Não sei se isso é um elogio ou não, mas indubitavelmente, uma amostra do poder da crueldade desta obra-prima do cineasta Chan Wook Park.
Park demonstra ser um excelente cineasta, tanto pela escolha da posição de sua câmera e pelo uso da fotografia a seu favor, quanto pela condução dos atores. A atuação do protagonista Choi Mink-Sin é magnífica - afinal ele esteve, todo tempo, à altura da complexidade dos sentimentos vividos pelo personagem principal. Não posso esquecer a bela trilha sonora de Jo Yeong-wook, com toque do Inverno de Vivaldi.
Sem pudor nenhum, Park utiliza da violência para desconstruir os dogmas do espectador, até que este esteja pronto para conhecer a verdade pregada pelo roteiro. Então, não somos poupados de cenas de lutas extremamente verídicas (especialmente pela ausência do requinte das coreografias, comuns a filmes como Herói ou O Tigre e o Dragão) e outros tipos de violência física (vide a primeira foto) - uma vez que estas nada significam perto do que o espectador descobrirá se conseguir resistir até o fim (e tenho que me policiar a não falar mais nada, com o perigo de entregar o ouro).
Oldboy não se trata de uma experiência fácil, um entretenimento gratuito. E isso é ruim? Ao final da projeção, apesar de todo o sofrimento que compartilhamos com os personagens, temos a certeza de que não.
Cruzada (Kingdom of Heaven)
★ ★ ★ ★
Dirigido por Ridley Scott. Escrito por William Monahan. Com Orlando Bloom, Eva Green, Jeremy Irons, Brendan Gleeson, Marton Csokas, Liam Neeson, David Thewlis, Michael Sheen, Eriq, Ebouaney, Jouko Ahola, Philip Glenister, Kevin McKidd, Nikolaj Coster-Waldau, Steven, Robertson, Alexander Siddig, Ghassan Massoud e Edward Norton. Estados Unidos, Espanha, Reino Unidos. 2005.
Ridley Scott parece que, finalmente, conseguiu acertar a mão num projeto de cunho histórico. Apesar da sensação esquisita no início, onde tudo parece cartunesco e exagerado, quando pensamos que veremos um amontoado de clichês, desde o vilão super chato, até o elemento "interesse amoroso", Cruzada consta de uma reviravolta conceitual, e o que é melhor, contém uma peculiar metáfora política para os dias hodiernos.
Ainda retratado como o "diretor de O Gladiador" (algo que, para mim, soa como uma ofensa moral), de certa forma Scott utiliza, neste roteiro, as famosas manipulações históricas com fins puramente cinematográficos. No entanto, as liberdades artísticas assumidas, ao contrário de O Gladiador, não soam como manipulação, e sim, são justificadas pelo princípio de inutilia truncat.
Cruzada conta basicamente a saga de Balian, o Barão de Ibelin, vivido pelo inexpressivo Orlando Bloom, em busca da salvação na terra sagrada de Jerusalém. A infeliz tradução brasileira fornece a falsa impressão de que o filme irá retratar uma Cruzada enquanto, de fato, está longe disso: o longa situa-se antes da Terceira Cruzada, quando os Cristãos partem para combater os muçulmanos que recuperaram o poder de Jerusalém (retrato do longa).
Alguns abusos históricos poderiam ser até intoleráveis, como a ridícula visão dos Templários, ou a ligação entre Balian e Sybilla (Eva Green), a irmã do rei Balduíno IV (Edward Norton - sim, acreditem), conhecido como "o rei leproso". No entanto, toda a manipulação história ajuda a conduzir a trama e, portanto, não constitui um problema em si para o arco narrativo.
A direção de Scott é imponente nas cenas de guerra: sempre preenchendo todos os cantos da tela com detalhes capazes de passar uma imagem extremamente realista, é também habilidoso nas cenas de guerra - a estratégia empregada por Balian ao final do filme é genialmente apresentada. A palidez de Cruzada, contudo, encontra-se nas más escolhas textuais de sempre e na má condução de alguns atores. As próprias motivações que levaram o personagem Guy de Lusignan a atacar os muçulmanos soam ridículas - ninguém pode ser tão insensato, pelo menos no mundo real. Além disso, o diretor mal conduz seu elenco: a composição do ator Marton Csokas mantém o mesmo grau de ridicularidade das intençoes do personagem - a cada frame, ele capricha nas caras de "como eu sou mal" e "muçulmano bom é muçulmano morto". Já o "herói" de Orlando Bloom é erroneamente inexpressivo, mas surpreende na posição de líder, o que não é de se desperdiçar.
Por fim, talvez a grande virtude do filme seja a sensatez. É a grande surpresa. Interessante notar que a visão do diretor não é parcial, é global. Não existe um lado melhor que o outro. O cristão não é o bonzinho, o muçulmano não é vilão. Existe, sim, o interesse, e aqueles suficientemente tolos que acabam prejudicando seus respectivos lados pela falta de, mais uma vez, sensatez. A beleza estética da obra de Scott é inegável, mas a maior beleza de Cruzada encontra-se, talvez, na última cena do líder muçulmano Saladino, interpretado magistralmente por Ghassan Massoud - a lição de tolerância é tão significativa que vale o preço do ingresso. Não poderia deixar de citar e aplaudir a escolha de um ator tão competente para um papel basicamente composto da voz - o rei Balduíno IV está sempre de máscara, mas há uma grata surpresa está por trás dela.
Moralmente falando, a decisão tomada por Saladino e Balian é de uma sabedoria incomum; a visão dos homens é mais que política - percebe-se que realmente se preocupam com aqueles que compartilham de seus ideiais. Intrigante, portanto, é a relação que se faz com os tempos atuais, em que Jerusalém, longe de seu conceito original, ainda é palco de discórdia. Quando surgirão líderes capazes de abdicar do fundamentalismo e selar um acordo de paz, como fizeram Balian e Saladino?
Cruzada é isso: um filme com pretensões aparentemente comuns aos blockbusters, mas com uma proposta superior ao lugar-comum. Se falha, seus muitos acertos são bem mais relevantes e compensadores. Enfim, fico feliz pela redenção de Ridley Scott.
O Concerto desta noite, sob a regência do ex-maestro assistente da Osesp, e atual "principal regente convidado" Roberto Minczuk, começa com a peça do compositor polonês Karol Szymanowski. Trata-se de um Concerto para Violino, de três movimentos: Vivace Assai (attacca), Vivace Scherzando (attacca) e Cadenza - allegro moderato. Eu disse três movimentos? Pois o concerto soa contínuo. As transições são estabelecidas apenas pelos magestrais solos para violino - e o violinista Glenn Dicterow, ex-spalla da Filarmônica de Nova York, esteve a altura de ambos, especialmente do difícil solo final. A peça em si é de um modernismo acessível, em que os movimentos estão conectados como num poema - aliás, a obra foi inspirada no poema Noite de Maio, do também polonês Tadeusz Micinski. Sempre interessante, Szymanowski imprime energia e uma pitada de delírio (uma vez que ele adorava uma cocaínazinha, além de uma boa vodca pra acompanhar) neste concerto.
Nikolai Rimsky-Korsakov - Sheherazade, Op. 35
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O poema sinfônico Sheherazade é uma das minhas músicas favoritas. Isso não é pouca coisa. A minha fascinação perante tal melodia russa é imensa e, na música erudita, talvez só seja superada pela maravilhosa Abertura 1812, do também russo Tchaikosvky, e pela inigualável Rapsódia in Blu, do americano Gershwin - essas três músicas são, de longe, as minhas favoritas.
Primeiro uma breve explicação. Oficialmente, a peça é classificada como uma suíte e, como tal, está dividia em partes que não podem, contudo, serem chamadas de movimentos. Em vez de batizar tais partes com os títulos clássicos de Suites - seria esperado um Prelúdio, Balada, Adagio e Final - Rimsky-Korsakov nomeia-os com capítulos de As Mil e Uma Noites, clássico da literatura árabe que lhe serve de inspiração: O Mar e o Barco de Sinbad, A Narrativa do Príncipe Kalendar, O jovem Príncipe e a Princesa, A Festa em Bagdá - o Mar e Naufrágio do Barco nas Rochas.
A história d'As Mil e Uma Noites é conhecida por todos - um príncipe, que enlouqueceu ao ser traído, passa a se casar com uma jovem por dia e, no dia seguinte, ordenar sua execução. A corajosa Sheherazade decide quebrar esse paradigma. Ela se casa com o sultão e, na primeira noite, começa contar uma história tão interessante que impede que o monarca mande cortar sua cabeça, visto que a esperta garota promete terminar a história na noite seguinte. É lógico que ela arrasta sua história por muitas e muitas noites, 1001 pra ser exato, e ao final, o príncipe está tão apaixonado que decide ficar com ela (se bem que meu querido professor de história Arléo Barbosa contou que existe uma versão do livro que, ao final das 1001 noites, Sheherazade acaba seu arsenal de histórias e o sultão manda cortar sua cabeça mesmo assim - sádico, não?).
Rimsky-Korsakov nesta peça invoca o espírito programático de Wagner ao compor com preciosismo uma obra com a presença constante dos leitmotives. A obra é iniciada com o tema da Sheherazade, que será repetido em diversos momentos dos aproximadamente 45 minutos de música. Logo em seguida, Rimsky-Korsakov estabelece com perfeição o movimento das ondas do mar, nos violinos (uma pena que a execução do maestro esteja um pouquinho mais rápida do que deveria para acentuar tais movimentos), fazendo com que o barco de Simbad viaje em nossas mentes enquanto ouvimos sua bela melodia. N'A Narrativa do Príncipe Kalendar, a peça assume sons misteriosos e, porque não, jocosos, sempre com um preciosismo orquestral invejável. A ponte entre ambas as partes é feita com o tema de Sheherazade. A terceira parte tem ares de Adagio; a velocidade diminui, e o tema do príncipe contrapõe o da princesa, e se juntam de forma graciosa. Agradável é a presença do leitmotive, sempre conduzindo a narração musical, como a corajosa garota árabe conduzia seus relatos. Não é à toa que, ao final, a sucessão e sobreposição dos temas é arquitetada pela orquestra. Aliás, a peça do compositor russo exige uma virtuosidade sem igual dos músicos, principalmente do spalla. Houve apenas um momento que as flautas da Osesp cometeram um deslize em uma entrada abrupta - mas isso é um pecadilho, frente à primorosa execução.
O poema termina, obviamente, com o violino anunciando a vitória de Sheherazade. E a noite termina com inúmeros gritos de "Bravo!". É o mínimo que tão maravilhosa peça merece.
Badi Assad - Verde
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Taí uma cantora pra ser ouvida. A nova diva da música brasileira. Badi Assad toca violão, compõe e canta, não necessariamente nessa mesma ordem. Mais conhecida lá fora, em terras tupiniquins lança esse CD Verde que me pegou de surpresa.
Badi Assad busca a criação de uma sonoridade diversificada, porém com raízes na identidade nacional. Assim, faz uma releitura praticamente instrumental do clássico Asa Branca, do Gonzagão, produzindo ritmo e melodia simultaneamente com a boca; extrai bossa do U2; evoca o canto dos pássaros na canção Bachelorette da Björk e nos diverte com a maravilhosa Seu Delegado. Quando ela apenas toca, parece ser suficiente, como no belo arranjo da Valse d'Amélie, do cultuado Fabuloso Destino de Amélie Poulin. Mas quando ela canta, sua voz contagia - as deliciosas Básica e O Verde é Maravilha encantam ao primeiro acorde.
Com tantas virtudes, o disco da Badi é uma das maiores preciosidades musicais do mercado fonográfico brasileiro. Badi Assad prova que não há limitações, quando se quer fazer música de qualidade.
J.Lo gostaria de ser 1ª mulher presidente dos EUA
A cantora e atriz americana Jennifer Lopez disse à revista alemã Bravo, que começa a circulat na quarta-feira, que "gostaria de ser a primeira presidente dos Estados Unidos".
Eu adoro a J-Lo"Se dependesse só de mim, gostaria de ser a primeira presidente dos Estados Unidos, seria verdadeiramente legal", afirmou a diva do pop latino, que se descreve como "uma mulher de poder" por sua carreira na música, cinema e moda.
"A primeira coisa que faria seria redecorar a Casa Branca, porque não me parece ser agradável para viver", assegurou a cantora, que é também uma mulher de interior
"Acredite ou não, mas sou eu quem faz tudo em minha casa. É assim que consigo vencer o estresse", disse a cantora nova-iorquina de origem porto-riquenha.
Referindo-se a seu casamento com o cantor porto-riquenho Marc Anthony, seu terceiro marido depois do garçom Ojani Noa e do bailarino Chris Judd, a "bomba latina" assegura que "se sente muito bem". ''E estou segura de que nunca nos separaremos'', destacou.
O jornalismo internetês é capaz de cada uma... Thank God, ainda existem motivos para rir, mesmo depois da prova de P.O. de hoje.
1. Integrapoli - STATUS sanado
2. Trabalhos de S.I. - STATUS sanado
3. Gripe - STATUS sanada parcialmente
4. Provas de Estatística e P.O. STATUS não sanadas
5. Necessidade de comer STATUS não sanada (espero resolver isso muito em breve)
sinto a necessidade de dar um parecer da minha vida. Extremamente corrida. A doença me pegou de surpresa, as outras coisas já estavam mais ou menos programadas.
Agora que cansei de estudar para estatística e me falta coragem para ir atrás do alimento nosso de cada dia, visto que a pobreza bate à minha porta e a despensa está vazia, aí vai um breve e preguiçoso relato do que eu vi, na semana passada, no Festival Cinesesc dos Melhores Filmes de 2004.
Os Sonhadores (The Dreamers)
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Dirigido por Bernardo Bertolucci. Escrito por Gilbert Adair. Com Michael Pitt, Eva Green e Louis Garrel. Itália, França, Reino Unido. 2003.
Putaria descabida e libertinosa, com intenção de chocar o americano (e o espectador, em geral); a parte mais legal fica só na primeira parte: a celebração aos filmes franceses e aos musicais americanos.
O Pântano (La Ciénaga)
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Dirigido e escrito por Lucrécia Martel. O elenco é muito grande. Argentina, França, Espanha. 2001.
Um filme feio e sujo, ruim de se assistir, mas indubitavelmente inquietante. Talvez uma metáfora para a Argentina dos dias hodiernos, certamente foi mais feliz que A Vila ao mostrar a exclusão de uma sociedade.
O Retorno (Vozvrashcheniye)
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Dirigido por Andrei Zvyagintsv. Escrito por dois russos de nomes difíceis. Com atores russos de nomes difíceis. Rússia. 2003.
O começo é promissor; a fotografia é azul. O meio é repetitivo (coitadas das criancinhas). O fim é desprezível: as fotografias mostradas no final são a melhor parte da projeção. Como conseguiu ganhar o Leão de Ouro?
Narradores de Javé
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Dirigido por Eliane Caffé. Escrito por ela e Luís Alberto de Abreu. Com José Dumont, Nelson Xavier, Matheus Nachtergaele e outros. Brasil. 2004.
Divertidíssimo e bem atuado, contando com a sagração de José Dumont, o "pokemon de Jesus". Um dos filmes brasileiros mais legais que eu já vi.
Intervenção Divina (Yadon Ilaheyya)
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Dirigido e escrito por Elia Suleiman. Com o próprio, mais Manal Khader, Azi Adadi, Bsoul Hamas, Zahi Aleimi e Saddam Hussein (brincadeirinha!). Palestina, França, Alemanha, Marrocos. 2002.
Começa com um delicioso humor negro. Fazia tempo que não via nada tão engraçado. De repente, sou advertido, da pior forma possível, que o filme "não é tão engraçado assim". Coincidentemente, não consigo mais rir. Vira um quase-Tarantino, com uma trilha sonora legal. Ah, a edição é magnífica.





























