Para completar, minha casa fica perto da "folia". Desnecessário dizer que o barulho não me agrada nenhum pouco.
Ainda bem que amanhã vou para a praia. Incomparável o som das ondas do mar.

E a surpresa é que Mulher Gato não é TÃO RUIM quanto poderia ser - e que foi alardeado. Mas calma... o filme continua sendo um dos piores do ano. O que apazígua um pouco sua ruindade é que tudo nele é tão exagerado que leva ao riso. O problema é que esse exagero é não-intencional (o diretor Pitof se leva a sério, e leva o filme a sério também) e, por isso, Mulher Gato é um ode à mediocridade.
Para eu não ter de repitir o que é medíocre (uma vez que o verbete ficaria extremamente repetitivo), vou fazer uma lista:
1. A atuação da atriz Halle Berry. Eu admiro bastante a pessoa física da atriz, concordando com a revista People do ano passado, por sinal. No entanto, parece que, desde que ela ganhou o Oscar, a "atriz" esqueceu como se atua. A personagem Patience Phillips é composta por ronronandos como "What a perrrrrrrrrfect idea!", ou a atriz falando no telefeone com a amiga e fazendo movimentos de gato. Ah, tem uma cena ridícula (eu disse uma? hhauhaauhauhuah) em que a personagem responsável por contar a "saga das mulheres gatos" (risadas), para provar que Patience joga no time das amantes de leite e peixe, lhe dá um novelo de lá e ela esfrega no rosto! (mais risadas) Só vendo para saber (e rir).
2. A história - Um cosmético novo está para ser lançado - Beau-line - e a heroína descobre que o produto faz mal para saúde se usado por muito tempo - e para a pele não apodrecer, ele tem que ser usado para sempre. Enquanto isso, a vilã, "interpretada" por Sharon Stone (ela só tem uma cara durante o filme - e não me digam que é por causa do cosmético!), tentará impedir a todo custo que a Mulher Gato destrua seus planos. Aqui o filme usa o velho clichê em que a heroína passa a ser vista como malvada, enquanto ela tem que provar que está correta. Ah, toda a história do surgimento das Mulheres Gato também é ridícula e desnecessária. A teoria defendida é que um gato raríssimo do Egito tem o poder de conferir a certas mulheres escolhidas por ele poderes especiais. Ora, quando Hollywood vai aprender com o ótimo Madrugada dos Mortos que é desperdício de tempo (e da inteligência do espectador, também) querer explicar o inexplicável.
3. Os efeitos especiais - sempre quando possível, substituem a atriz principal por um boneco que anda pelas paredes (não sabia que gatos faziam isso, diga-se de passagem), pulam entre prédios, etc., perdendo um pouco da plausibilidade dos movimentos. Aliás, boa parte do filme, por opção do diretor, resume-se a mostrar a heroína pulando e mostrando suas habilidades de felina, esquecendo por completo da história.
Como eu disse, as melhores partes do filme residem justamente nos momentos em que se torna ridículo, levando ao riso. Desnecessário dizer o quão promissor seria a criação de uma vilã em crise de idade, humilhada pelo marido, ou mesmo a crítica a uma sociedade cosmética, que PODERIA estar no filme, mas não está, de modo que as duas estrelas acima são explicadas tão somente pelas cenas tão ridículas, como as supracitadas, que faz com que este filme, de tão ruim, QUASE fique bom...
Torcerei pela vitória deles.
Ao que parece, houve algumas injustiças - o filme Ray, por exemplo, sobre o grande músico Ray Charles (diz-se que) não merecia a indicação ao prêmio principal, apesar da atuação do ator Jamie Foxx ser estupenda. Aliás, ele está concorrendo em duas categorias - melhor ator e melhor ator coadjuvante, por Colateral, em que ele rouba a cena de Tom Cruise. Gostaria que pelo menos Os Incríveis e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança estivessem concorrendo em mais de uma categoria, visto que indubitavelmente foram os dois melhores filmes lançados no ano passado. Como é possível não terem indicado a trilha excelente de Os Incríveis, mas estarem lá as trilhas de A Paixão de Cristo e A Vila? Quantas injustiças. As surpresas agradáveis são as indicações, sem chances de vitórias, de Valtinho e seu Diários de Motocicleta, além da protagonista de Maria Cheia de Graça (um filme sobre uma menina que tem de transportar drogas no seu corpo) e os atores de Hotel Rwanda, filme que já ouvi falar muito bem, além de serem desconhecidos até então.
Como o Oscar fica mais óbvio a cada ano, aí vão minhas apostas. Vamos ver quantas eu acerto. Lembrando que a premiação é dia 27 de fevereiro, o dia em que eu completo anos.
Melhor Filme: O Aviador
"Chutar" o resto seria muito descriterioso da minha parte.
Observação - pelo menos, Olga não deu as caras. O Brasil agradece (dessa vez).
"Você devolveu a minha vida." "E você devolveu a minha."
"Elektra, como a tragédia (...)."
Essa última frase descreve o filme - uma tragédia. Como é possível Hollywood criar filmes tão comercialmente baratos e desprezíveis, como esse, me questiono, e COMO É POSSÍVEL A P*** DO CINEMA DE ITABUNA (que só tem duas salas, diga-se de passagem) EXIBIR UM FILME COMO ESSE, COM DIREITO À ESTRÉIA NACIONAL E TUDO MAIS!!!! Revoltante.
Primeiro uma breve explicação. Elektra foi um personagem saído das páginas d'O Demolidor (HQ que virou filme, protagonizado por Ben Afleck e que continha a gostosana da Jennifer Garner, no papel da dita cuja). Pois bem, Elektra morreu, tanto nos quadrinhos quanto no filme. Mas, devido ao sucesso da personagem, foi ressucitada pela Marvel num spin-off, ou seja, numa história paralela. É o que acontece nesse filme, em que ela é uma mulher 'que vive sua segunda vida' (foi 'ressucitada' pelo cego que eu esqueci o nome e estou com preguiça de ir procurar, uma vez que não tenho nenhuma consideração por essa 'obra'). Ela treinou artes marciais com esse cego (adivinha, apesar de ele não enxergar, o cara manjava tudo de luta e ainda por cima, encaçapa 4 bolinhas de sinuca com uma só tacada). Por alguma razão mal explicada, ela vira uma assassina e é contratada para matar um homem e sua filha (o homem é o autor da frase que ofende - ou não - nossos conhecimentos de tragédias gregas e complexo de Electra).
Quem é Elektra? Não sei. Fria e insensível em algumas cenas, sensível e amargurada em outras, atormentada pela morte da mãe (?), maternalista sem causa (?) e foi se apaixonar justamente pelo homem que tinha de matar (no momento em que ele aparece, já sabemos que ele será o "interesse amoroso". Quando os filmes de hollywood vão parar de achar que a presença de um homem e uma mulher tem obrigatoriamente de terminar em namoro? Ademais, se ela é uma assassina tão boa quanto diz que é, por que foi tão incompetente para não matar o pai e a filha? Simplesmente porque assim não haveria filme. Ah, ainda inventam de colocar um transtorno obsessivo compulsivo na heroína, para torná-la mais "complexa". O problema é que isso só aparece numa cena ou outra, e o transtorno é simplesmente esquecido no restante das cenas. Adoro esse tipo de roteiro.
Hmm o que tem mais de ruim? Ah sim, os vilões? São dotados de uma natureza sobrenatural, que nunca é explicada. Quando eles morrem, deixam uma poeira esverdeada. E só. Por que eles perseguem a menina, filha do interesse amoroso? Porque ela é o "tesouro". Pra que explicação mais complicada? Fala sério. Aliás, essa não é só a premissa - é toda a história. Os vilões querem a menina, o "tesouro" e Elektra decide proteger a guria.
O longa ainda mostra flashbacks da infância da Elektra, sem nenhuma relação com a história desenvolvida. Estão ali, mais uma vez, para tornar a personagem mais "complexa". O nível de complexidade, é claro, nunca é explicado pois não conhecemos a história, as razões, os motivos e as oportunidades para a "heroína" virar o que virou. Ainda por cima, há atuações ruinzinhas, especialmente de Terrence Stamp, fazendo o papel do cego que não lembro o nome (ele é o sábio, tipo mestre Yoda), e a garotinha que fica imitando a Elektra (como ela é chatinha).
O meu amigo Felipe Cotrim havia previsto a ruindade do filme de forma correta, pois há uma cena em que Elektra toma banho no mar de biquini. Se o diretor tivesse um pingo de inteligência, teria aproveitado pelo menos a gostosur... quer dizer, beleza da atiz, a mulher Garner, ao mostrá-la com figurinos mais, digamos, sumários. Nem para isso o filme serve (ops, acho que não mencionei o beijo lésbico, que também não é muito excitante pois a personagem quase morre).
Hoje eu ouvi um par de CDs dignos do Counry/Folk, cantados por três grandes cantoras desse gênero, que se reuniram nesse par de álbuns. Estou falando de Dolly Parton, Linda Ronstadt e Emmylou Harrys e dos CDs Trio e Trio II, de 1987 e 1999, reespectivamente.
Deus, como elas estão ridículas na Capa do primeiro Trio...
Deus sabe como é difícil cantar em duas vozes de forma limpa e afinada. Cantando em três, como elas fazem, e de forma tão bem feita, é como o correspondente do ouvido ao colírio nos olhos. Com timbres distintos, mas com o Country atuando como elemento de união, essas cantoras maravillhosas desfilam belas e calmas melodias, às vezes se aproximando do blues (nas músicas em que predominam as sétimas), ou com músicas em acordes tonais. Se tem um problema nos álbuns é que as vezes ele fica um pouco repetitivo. Mas com tantas músicas belas, até que a repetição não é um problema, não é mesmo?
Utilizando o esquema clássico de instrumentação para canções Fok/Country, ou seja, muitos violões, viola ou violino e uma bateria que às vezes se destaca, o principal desses CDs são mesmo as vozes das cantoras, que esquecem seus Egos em pró do bem maior, que é a música. Por exemplo, a primeira música do primeiro Trio, "The Pain of Loving You", é de autoria de Dolly Parton. É de se pensar que Parton assumiria o vocal principal, mas não - Harris é a responsável pela 1a voz, enquanto as outras cantoras dão suporte para seu suave vocal. E é esse o estilo do álbum: uma das cantoras fica a cargo da melodia principal e as outras a complementam - o resultado é muito mais que uma soma das três.
Gostaria de destacar a canção "After the Goldrush" de Neil Young, que eu descobri no CD novo da K. D. Lang (Hymns of the 49th Paralell) e se tornou uma das minhas favoritas. O arranjo das moças, precursoras das Dixie Chicks, é muito bom. Parabéns pela afinação e pela escolha das canções.
Depois desse desabafo emocionado, estou ainda ressentido com a burrice do cinema da minha cidade, Itabuna. Após meses sem nenhum Lançamento Nacional (ou seja, filme lançado na mesma data no Brasil todo), o cinema resolve estrear nacionalmente nada mais nada menos que Elektra, que, ao que parece, é bem ruinzinho (devo assistir a esse filme durante a semana).
O fato é que eu assisti a Doze Homens e Outro Segredo ontem. Embora eu esperasse mais, não posso dizer que o longa me desagradou.
Contando com um elenco repleto de estrelas do calibre de George Clooney, Brad Pitt, Julia Roberts, Andy Garcia e Catherine Zeta-Jones, o filme continua três anos depois do bem sucedido assalto ao cassino de Terry Benedict. Os ex-assaltantes tentam viver suas vidas, mas Terry, com a ajuda do misterioso assaltante Raposa Negra, encontra cada um dos memsbros da equipe de Danny Ocean e dá um prazo de duas semanas para eles devolverem os 160 milhões roubados, acrescidos de juros. Como todos já tinham gasto bastante, só lhe restam uma solução: roubar - e dessa vez, fariam na Europa, pois já eram "muito manjados" na América.
A direção de Steven Soderbergh é inspirada - o mesmo não se pode dizer do roteiro. O longa inclui flashbacks e uma ordem cronológica não linear, de forma bem interessante no 1o e 2o atos da trama. O problema é que esse recurso também pode revelar uma tentativa de tapear o público na hora de querer explicar eventuais falhas do roteiro - e, infelizmente, é isso que acontece no ridículo ato final, que simplesmente ESTRAGA todas as tentativas de roubo que os queridos assaltantes estavam fazendo.
O filme só não é ruim mesmo pois tem grandes momentos, como aquele em que o personagem vivido por Matt Damon participa de uma "iniciação" com um criminoso (vivido por Robbie Coltrane) que só fala em código, ou a cena em que os membros da gangue discutem o porquê do nome 'Ocean's Eleven'. Mais a melhor seqüência, sem dúdiva, é aquela vivenciada por Julia Roberts. Ausente durante a maior parte do longa, a atriz volta no fim do 2o ato de uma forma absolutamente maravilhosa e cômica, no qual ela tem que se passar por outra mulher. É a seqüência que vale o preço do ingresso.
Apesar do final decepcionante e a sensação de que os atores estavam no filme mais para se divertirem do que divertir o público, posso dizer que gostei do filme e, em especial, da sua trilha sonora bastante inspirada. De resto, é torcer que a turma de Danny Ocean volte em uma aventura com um roubo mais engenhoso, digno do grupo - e dos espectadores.
Recentemente me deu uma vontade enorme de ler novamente esse livro (até porque o filme vai estrear no final do ano). Hoje terminei de lê-lo.
Curiosamente, foi dessa vez que eu mais gostei de ler o 4o. volume da série Harry Potter. Talvez porque eu já soubesse o que viria pela frente, talvez porque agora eu pude compreender melhor os desafios que Harry andou passando. Na verdade, já o li outras duas vezes (a 1a vez foi a edição portuguesa, que saíra no mercado bem antes que a brasileira, e a 2a quando comprei a edição brasuca do livro).
E cada passagem me fazia pensar: como esse livro é cinematográfico! Espero que renda um bom filme (apesar do diretor escalado, Mike Newell ser dono de uma cinegrafia questionável, contando com 4 casamentos e 1 funeral e O Sorriso de Mona Lisa, que eu não assisti, mas ouvi falar muito mal).
Harry Potter e o Cálice de Fogo, para quem não leu, conta a história do bruxinho no seu 4o ano de graduação na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Permeado por eventos como a Copa do Mundo de Quadribol (esporte que envolve vassouras e bolas mágicas) e o Torneio Tribruxo (competição arriscada envolvendo um campeão de três escolas de bruxaria - as outras são Durmstrang e Beauxbatons), Harry sente sua cicatriz em forma de raio arder, o que significa que Aquele-que-Não-Deve-Ser-Nomeado está ficando mais forte, colocando a vida do herói. Ah, achei muito engraçado que, no site da autora, ela repreende alguns fãs que chamam You-Know-Who de Voldy (ou Voldinho). De qualquer forma, é melhor tomar cuidado...
Apareceram alguns personagens novos nesse livro, e o destaque vai para a jornalista insuportável Rita Skitter. Ela é uma espécie de Hedda Hopper (famosa fofoqueira dos anos 30) do mundo bruxo e tem, vejam bem, uma pena mágica que transforma um 'Hum' dito por Harry em algo do tipo 'sofrendo ainda pela morte dos pais, o Garoto-Que-Sobreviveu conta que ainda chora por eles no calar da noite'. É mole? É mole mais sobe. Ademais, essa é a primeira vez que Harry toma banho em Hogwarts, para o deleite da Murta-Que-Geme, a fantasma apaixonada por ele.
O livro é longo sem ser chato - muito pelo contrário. Aliás, a narrativa da autora, J. K. Rowling, é tão emocionante e criativa que não faz queremos parar de ler. E o fato de que, dessa vez, há uma sensação de perigo iminente e mortal faz com que o desfecho do livro seja ainda mais esperado - e não decepciona.
Por fim, gostaria de me manifestar contra as pessoas que torcem o nariz para a série Harry Potter, alegando: 1) livro infantil; 2) história boba; 3) todo mundo lê, não deve prestar; 4) muito grande (!). Eu acredito que, em se tratando de um bom autor, o livro é um reflexo daquilo que o leitor lê. Para mim, as referências estão claras - o mundo bruxo é tão ou mais conservador que o mundo dos trouxas, repleto de preconceitos que, curiosamente, existem de outra forma no nosso mundo. Basta notar que o Rony é ridicularizado a todo tempo por sua pobreza e alguns personagens, como Hermione e Hagrid, por não terem 'sangue puro'. Críticas a uma sociedade hipócrita, exploração de trabalho, problemas da adolescência, tudo isso está nas entrelinhas do livro. Ninguém precisa de varinha mágica para ver.
Dito isso, temos conhecimento que o tal tesouro é o Tesouro dos Templários. Isso de fato me empolgou, pois eu, como DeMolay, sinto-me particularmente feliz quando a saga dos Templários (sem muita invencionice, por favor) é revelada ao público leigo. Breve explicação: Jacques DeMolay foi o último dos Templários, torturado e condenado à fogueira por não trair os segredos de sua Ordem nem a confiança dos seus Irmãos. Então, é com grande pezar que eu vejo que o tesouro dos Templários, pelo visto, é o único que existe atualmente - como se já não bastasse ter sido largamente utilizado no best-seller O Código Da Vinci, de Dan Brown, aqui o famigerado tesouro teria sido encontrado no Templo de Salomão, o que realmente confere com a história dos Cavaleiros Templários, e este consiste numa reunião de vários tesouros da Antiguidade. Então, a preciosidade misterioamente desaparece, e alguns "malucos" como o avô do protagonista Ben acreditam que a Maçonaria deu um jeito de escondê-lo nos Estados Unidos da América.
Aí eu me questiono - porque o sr. Ben ao crescer não decidiu simplesmente entrar na Maçonaria e lá averiguasse se existia tesouro ou não. Preferiu acreditar nos devaneios do vovô (o seu pai, interpretado por Jon Voight, não acreditava mais na existência do mesmo). Bem, o fato é que o personagem de Nicolas Cage prefere acreditar em seus instintos e superpoderes conferidos por seus estudos em História e, pasmem, Engenharia Mecânica (formado pelo MIT).
A diversão do filme - e é realmente divertido - consiste nos enigmas, tipo Caça ao Tesouro, bem ao estilo do Código Da Vinci, por sinal. São realmente interessantes. Destaque para o relógio da nota de 100 dólares. Os roteiristas aproveitam bem as deixas da história dos Estados Unidos para criar um emocionante busca pelo tesouro - que nem se sabe da existência. O problema principal do filme é o excesso de clichês - na 1a cena em que aparece uma mulher, por exemplo, sabemos que ela será "o interesse amoroso". Também tem a figura do "malvado amigo traíra" e seus comparsas desmiolados. O próprio protagonista é um misto de Indiana Jones, Lara Croft, James Bond e por aí vai. Ele resolve enigmas, vai para a ação, combate os malvados... Desse tipo de pessoa o mundo precisa.
Aliás, foi particularmente feliz a tradução brasileira - quem diria - ao não traduzir o filme por Tesouro Nacional. Afinal, o tesouro dos templários não pertence a nenhuma nação, quanto mais aos Estados Unidos (e isso é até defendido longa, vai tender porque escolheram esse nome para o filme).
Contando ainda com atuações canhestras de todo o elenco, com destaque especial para a canastronice do pai da Angelina Jolie, o Tesouro (Inter)Nacional é apenas uma diversãozinha de Sessão da Tarde (como isso é ofensivo hoje em dia), pois não se preocupa ao menos em discutir a importância do Tesouro para a humanidade e quem são seus guardiãos. A Maçonaria é muito mais que um Esquadro e um Compasso.
No final de semana passado, estive em Salvador, Bahia. Fui para a formatura da minha amiga Renata, que é agora dentista de verdade. De quebra, as Lojas Americanas estavam com uma promoção de DVDs e acabei adquirindo três: Forrest Gump, que eu nunca tinha assistido, O Feitiço de Áquila, que eu já assisti n vezes na Sessão da Tarde e, por fim, Thelma & Louise, que eu já assistira uma vez há muito tempo atrás.
Para quem nunca viu esse filme dirigido por Ridley Scott, o mesmo da bomba chamada O Gladiador, o filme conta a história de duas amigas: Thelma (Geena Davis), uma jovem dona de casa sem perspectivas nas vida, oprimida pelo marido babaca, e Louise (Susan Sarandon), uma garçonete dona e um Thunderbird 66. Eis que Louise convida Thelma para se livrar do marido por um final de semana, que elas deveriam ir para a casa de um amigo e fazer um pouco de ciúme no namorado, Jimmy. Thelma, surpreendentemente, decide viajar com Louise, sem mesmo pedir permissão ao marido, o que lhe era inconcebível até então. Deixa apenas um recado. Entretanto, as coisas não acontecem como planejado e elas acabam se metendo em uma grande enrascada.
O filme é um road movie, ou seja, as amigas ficam o tempo todo indo de um lugar para o outro, pelos Estados Unidos. Tendo em mente ir para o México, onde se livrariam do crime que se envolveram, Thelma & Louise passam por diversas cidadezinhas e lugarejos, sempre nas belas estradas dos Estados Unidos. Aliás, a fotografia do filme é belíssima.
E por que esse é um filme tão bom? O que faz desse road movie difrente dos outros? Aqui, diferentemente de um road movie comum, como Procurando Nemo por exemplo, em que os personagens envolvem-se em uma confusão atrás da outra que poderiam facilmente serem substituidas por outras sem prejuízo para o roteiro ou para o desenvolvimento dos personagens, o modo de pensar de Louise e, principalmente, Thelma é drasticamente modificado com a sucessão de acontecimentos. Basta pensar que, de uma inocente dona de casa que era Thelma no início do filme, após três dias e muitas desventuras, ela se torna uma ladra profissional e, por que não, inconseqüente, o que é justificado pela sua vivência destes últimos três dias - como se ela não tivesse vivido nos últimos anos. Isso torna o filme, além de tudo, um interessante estudo de personagens.
Contando com excelentes atuações das duas mulheres, o filme faz com que nos importemos com elas, e que torçamos para que elas sejam felizes. E, ao final do mesmo, percebemos que elas realmente foram felizes, porque viveram suas vidas como nunca antes tinham feito.
Essa é a idéia do meu blog - fazer o que todo mundo que pensa gosta: opinar.
Pretendo falar sobre o que eu gosto, basicamente: Cinema, Música e Literatura.
Se me julgo capacitado para falar sobre essas três artes? Não! O que vou escrever aqui são apenas pontos de vistas pessoais e, às vezes, heterodoxos, o que também são chamados de opinião.
Por isso, não me levem muito a sério e espero que concordem (ou não, como diria Caetano Veloso) comigo!
Quem quiser, esteja à vontade para opinar também! Viva a Democracia e a liberdade de poder dizer IMHO!




