Passado o período das vacas magras das atualizações, gostaria de agradecer às mensagens de melhora. Acredito que os ETs realmente vieram na madrugada, porque não senti mais dor de cabeça na quarta-feira da semana passada.
Espero poder colocar em dias meu blog, agora que estou na semana de saco cheio (viva a semana da pátria!). Aí vai um filmão:
Sin City - A Cidade do Pecado
★ ★ ★ ★ ★
Frank Miller e Robert Rodriguez
Sin City. Estados Unidos, 2005.
Existe uma lenda que diz o seguinte: todo filme que conter o nome de Rosario Dawson nos créditos está fadado ao fracasso de crítica ou público ou ambos. Como os únicos filmes da garota que eu tive o (des)prazer de assistir até então foram o mediano Men in Black II e o pavoroso Alexandre de Oliver Stone, já estava convencido que a lenda era verdadeira. Felizmente, Sin City veio para provar que até as lendas de Hollywood não funcionam - e, sim, até Rosario Dawson está ótima no filme.
É sempre interessante, e cada vez mais raro, encontrar no Cinema presonagens como entidades desprovidas de um corpo, ainda que apresente perfis e caracterísbicas bem estabelecidas e desenvolvidas pelo roteiro. Se nos divertidos Premonição e Premonição 2, o vilão era a invisível Morte e a mesma não era dotada de físico, nesse Sin City, não há personagem com maior destaque que a própria Cidade dos Pecados. Longe de se tratar de apenas um cenário, a cidade assume ares naturalistas e atua como um antro da imoralidade atributos que estão espalhados em suas manifestações humanas.
Adaptação das graphic novels de Frank Miller, Sin City, ao contrário da maioria das histórias em quadrinhos, não se trata de uma obra maniqueísta. As figuras identificadas como "heróis" demonstram uma virtuosidade incomum na forma de combater o crime, uma vz que a idéia de justiça feita pelas próprias mãos não raro inclui uma morte bem dolorosa para o algoz. Uma sociedade corrompida, uma visão tortuosa da ética e moralidade, pode-se pensar erroneamente, afasta Sin City da realidade humana, considerando também o fato de que se trata de uma concepção visual feita totalmente no computador (recurso utilizado anteriormente no excelente e inovador Capitão Sky e o Mundo de Amanhã).
De fato, a visão de Frank Miller deixa de funcionar tão somente como passatempo escapista à medida que mergulha sua sociedade patológica num contexto sem esperanças, uma realidade alternativa com traços próprios. Destarte, toda a fantástica concepção visual não é em vão - a estética de Sn City e sua violência estilizada corroboram o caráter de falta de perspectivas a qual uma sociedade cuja ausência de virtudes é marcante.
Não que o lado "sério" de Sin City seja o mais importante. Robert Rodriguez, é sabido, criou a cena inicial com Josh Hartnett e Marley Shelton em 2004 e, com ela, conseguira convencer Frank Miller a ceder os direitos de sua história (Frank já havia recusado diversos figurões). O resultado, todos puderam apreciar - e um gosto de continuação está no ar, Sin City 2 já foi anunciado. Rodriguez brinca com o material, ao não construir uma narrativa linear, mas respeitando a integridade de cada uma das três histórias. Além do mais, é divertido constatar que alguns personagens que tem papéis mais importantes em uma das histórias aparece nas outras como um mero coadjuvante, transmitindo uma unicidade à história. Não poderia, também, citar a participação do criativo Quentin Tarantino (por apenas um dólar!) numa cena que é a sua cara: um diálogo entre Dwight (Clive Owen) e a cabeça de Jackie Boy (Benicio Del Toro).
A galeria de personagens e atores que os representam é estonteante. Do "vovô" Bruce Willis, passando pela figura esquipática de Mickey Rourke, até chegar eterno-frodo Elijah Wood fazendo um vilão assustador, os numerosos tipos vistos em Sin City nunca se repetem - temos até mesmo um assaltante que recita sonetos. Por outro lado, as personagens femininas demonstram uma força incomum: Sin City conta com a estonteante Jessica Alba, a sempre simpática Brittany Murphy, e as presenças marcantes de Rosario Dawson e Jamie King, e todas demonstram um poder insuspeito e controle ou aspecto motivador sobre seus homens, fazendo com que, pelo menos na sociedade patológica que vivem, as mulheres reinam absolutas.
Se Sin City tem algo de ruim, é a sensação masoquista que impera no final, pois mesmo ciente de que acabei de conhecer um ambiente feio, sujo e desprezivelmente imoral, o longa de Rodriguez me fez desejar por um retorno àquela cidade.
Espero poder colocar em dias meu blog, agora que estou na semana de saco cheio (viva a semana da pátria!). Aí vai um filmão:
Sin City - A Cidade do Pecado
★ ★ ★ ★ ★
Frank Miller e Robert Rodriguez
Sin City. Estados Unidos, 2005.
Existe uma lenda que diz o seguinte: todo filme que conter o nome de Rosario Dawson nos créditos está fadado ao fracasso de crítica ou público ou ambos. Como os únicos filmes da garota que eu tive o (des)prazer de assistir até então foram o mediano Men in Black II e o pavoroso Alexandre de Oliver Stone, já estava convencido que a lenda era verdadeira. Felizmente, Sin City veio para provar que até as lendas de Hollywood não funcionam - e, sim, até Rosario Dawson está ótima no filme.
É sempre interessante, e cada vez mais raro, encontrar no Cinema presonagens como entidades desprovidas de um corpo, ainda que apresente perfis e caracterísbicas bem estabelecidas e desenvolvidas pelo roteiro. Se nos divertidos Premonição e Premonição 2, o vilão era a invisível Morte e a mesma não era dotada de físico, nesse Sin City, não há personagem com maior destaque que a própria Cidade dos Pecados. Longe de se tratar de apenas um cenário, a cidade assume ares naturalistas e atua como um antro da imoralidade atributos que estão espalhados em suas manifestações humanas.
Adaptação das graphic novels de Frank Miller, Sin City, ao contrário da maioria das histórias em quadrinhos, não se trata de uma obra maniqueísta. As figuras identificadas como "heróis" demonstram uma virtuosidade incomum na forma de combater o crime, uma vz que a idéia de justiça feita pelas próprias mãos não raro inclui uma morte bem dolorosa para o algoz. Uma sociedade corrompida, uma visão tortuosa da ética e moralidade, pode-se pensar erroneamente, afasta Sin City da realidade humana, considerando também o fato de que se trata de uma concepção visual feita totalmente no computador (recurso utilizado anteriormente no excelente e inovador Capitão Sky e o Mundo de Amanhã).
De fato, a visão de Frank Miller deixa de funcionar tão somente como passatempo escapista à medida que mergulha sua sociedade patológica num contexto sem esperanças, uma realidade alternativa com traços próprios. Destarte, toda a fantástica concepção visual não é em vão - a estética de Sn City e sua violência estilizada corroboram o caráter de falta de perspectivas a qual uma sociedade cuja ausência de virtudes é marcante.
Não que o lado "sério" de Sin City seja o mais importante. Robert Rodriguez, é sabido, criou a cena inicial com Josh Hartnett e Marley Shelton em 2004 e, com ela, conseguira convencer Frank Miller a ceder os direitos de sua história (Frank já havia recusado diversos figurões). O resultado, todos puderam apreciar - e um gosto de continuação está no ar, Sin City 2 já foi anunciado. Rodriguez brinca com o material, ao não construir uma narrativa linear, mas respeitando a integridade de cada uma das três histórias. Além do mais, é divertido constatar que alguns personagens que tem papéis mais importantes em uma das histórias aparece nas outras como um mero coadjuvante, transmitindo uma unicidade à história. Não poderia, também, citar a participação do criativo Quentin Tarantino (por apenas um dólar!) numa cena que é a sua cara: um diálogo entre Dwight (Clive Owen) e a cabeça de Jackie Boy (Benicio Del Toro).
A galeria de personagens e atores que os representam é estonteante. Do "vovô" Bruce Willis, passando pela figura esquipática de Mickey Rourke, até chegar eterno-frodo Elijah Wood fazendo um vilão assustador, os numerosos tipos vistos em Sin City nunca se repetem - temos até mesmo um assaltante que recita sonetos. Por outro lado, as personagens femininas demonstram uma força incomum: Sin City conta com a estonteante Jessica Alba, a sempre simpática Brittany Murphy, e as presenças marcantes de Rosario Dawson e Jamie King, e todas demonstram um poder insuspeito e controle ou aspecto motivador sobre seus homens, fazendo com que, pelo menos na sociedade patológica que vivem, as mulheres reinam absolutas.
Se Sin City tem algo de ruim, é a sensação masoquista que impera no final, pois mesmo ciente de que acabei de conhecer um ambiente feio, sujo e desprezivelmente imoral, o longa de Rodriguez me fez desejar por um retorno àquela cidade.




devo confessar q no início achei meio estranho mas no final saí deslumbrada c o filme. Gostei do seu comentário. Duddinha
Vc eskeceu de falar da minha personagem favorita... "Deadly Little Miho" !!!!!
=]
uhuhuhu adorei ela... a baixinha retada e num deu uma palavra no filme e matou uma galera!!
ahuuhahuahuahua
"Miho. You're an angel. You're a saint. You're Mother Teresa. You're Elvis. You're God. And if you'd shown up about ten minutes earlier, we'd still have Jackie-Boy's head!"
(Dwight)