Existem vários gêneros no cinema. Comédia, drama, terror, romance, filmedezumbi e filmedetragédia. Roland Emmerich se especializou no último. Responsável por Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, ele vem com um novo filme, o 2012, sobre "o fim do mundo", previsto pelo calendário maia, para o referido ano. Bem, o mundo acabou faz tempo para os Maias. Mas Roland decidiu filmar o fim dos tempos, e no trailer acima, é possível ver o Cristo Redentor se despedaçando, o que nos toca especialmente.
Vai ser bom? Vai ser ruim? Não sei, mas o John Cusack é um ator muito bom, embora não seja ator de filme de ação. Só o tempo dirá. Mas não precisaremos esperar até 2012 para saber (ainda bem). O filme estréia dia 18 de Junho nos EUA e somente 13 de novembro no Brasil.
(sim, estamos de volta, aos trancos e barrancos, mas estamos)
Pagando Bem, Que Mal Tem? ★ ★ ★ ★
Kevin Smith. Zack and Miri Make a Porno. EUA, 2008.
Pagando Bem, Que Mal Tem? é o melhor filme quatro estrelas do ano. E é o filme com os cartazes mais legais há muito já visto. Fruto da mente criativa de Kevin Smith, a comédia parte de um argumento mo nímino inusitado: dois amigos, Zack e Miri, decidem fazer um filme pornô para pagar as dívidas. Mais que uma homenagem a um gênero tão subvalorizado, mas tão importante para a humanidade (nem tanto para a 7a. arte), o longa certamente diverte quem não tem problemas com gags envolvendo cenas de sexo e muitos palavrões.
Aliás, a crítica de uma certa revista de circulação semanal afirma que o filme tem cenas de sexo gratuitas. Ora, num filme com o referido título , tal acusação não é só absurda como injusta. Contudo, para os mais incautos, com idade maior que 16 anos (a censura do filme no Brasil), não há nada que assuste - as cenas mais eróticas tendem sempre para o humor.
Kevin Smith gasta bons minutos discutindo o título do pornô do qual os personagens decidem produzir, o que é um prato cheio para as famosas referências cinematográficas, culminando em uma ótima homenagem a Star Wars, do qual é fã. Suas gags dificilmente funcionariam, no entanto, se não fosse a empatia imediata gerada pelos amigos interpretados por Seth Rogen e Elizabeth Banks. É também hilária a curta participação de Justin Long e Brandon Routh.
O filme de Smith é ousado o suficiente a ponto de espantar um público que acha um absurdo a quantidade de "fuck" usados nos diálogos, embora palavrões em filmes brasileiros sejam aceitáveis por fazer parte da nossa realidade sócio-cultural (viva a hipocrisia). Quem não tem problemas com vocabulário de baixo calão e cenas mais apimentadas, certamente se divertirá com as boas sacadas de Smith e até se surpreenderá com a leveza alcançada pelo diretor ao tratar de tão delicado tema, tornando seu filme como algo mais próximo de um pornô que você poderia ver junto com a sua avó, e ainda dar boas risadas.
(Observação - não deixem de ver a curta cena no meio dos créditos)
Spike Jonze fazendo filme infantil? O resultado não será menos de ótimo. Spike Jonze é diretor de maravilhas como Quero Ser John Malkovitch e Adaptação. Where the Wild Things Are é baseado no romance homônimo de Maurice Sendak.
Confira o trailer:
Confira o trailer:
Saffronia ★ ★ ★ ★ ★
Lyambiko. 2008.
Que Nina Simone foi uma cantora maravilhosa e uma grande artista, todo mundo sabe. Uma pianista excpecional, Nina também tinha um timbre de voz muito peculiar, deixando sua marca em diversas canções que acabaram se tornando suas.
Que Lyambiko é uma cantora fantástica, bem, não é muita gente que já sabe disso. Mas eu faço minha parte falando sobre ela quando posso. E quer motivo melhor do que falar sobre o último CD da moça, um tributo às canções imortalizadas por Nina Simone?
Lyambiko e sua banda representam o que há de melhor no jazz. É piano, bateria e baixo, uma guitarra aqui ou ali. Mais do que suficiente. Diferentemente dos seus álbuns anteriores, nos quais ela cantava músicas novas (e que não me agradaram tanto), esse álbum resgata o repertório jazzístico mais conhecido de Nina Simone, incluindo as conhecidíssimas "Don't Let Me Be Misunderstood", "Feeling Good", "My Baby Just Cares For Me", "I Put a Spell On You" e "Ne Me Quitte Pas". Lyambiko seleciona também menos conhecidas (pelo menos por mim) "Don't Smoke in Bed" e a maravilhosa "Four Women", que entitula o álbum - Saffronia é uma das quatro mulheres.
Interpretações inventivas acompanhadas de uma banda eficiente é o que esperamos e recebemos. Mas alguns brindes, como a rara introdução de "My Baby Just Cares For Me" e a citação do piano de Nina, mais o medley da africana "Mawe Mawe" com "I Sing Just to Know That I'm Alive", trazem a certeza que este disco, além de ser uma delícia de ouvir, tem algo de especial.
Lyambiko. 2008.
Que Nina Simone foi uma cantora maravilhosa e uma grande artista, todo mundo sabe. Uma pianista excpecional, Nina também tinha um timbre de voz muito peculiar, deixando sua marca em diversas canções que acabaram se tornando suas.
Que Lyambiko é uma cantora fantástica, bem, não é muita gente que já sabe disso. Mas eu faço minha parte falando sobre ela quando posso. E quer motivo melhor do que falar sobre o último CD da moça, um tributo às canções imortalizadas por Nina Simone?
Lyambiko e sua banda representam o que há de melhor no jazz. É piano, bateria e baixo, uma guitarra aqui ou ali. Mais do que suficiente. Diferentemente dos seus álbuns anteriores, nos quais ela cantava músicas novas (e que não me agradaram tanto), esse álbum resgata o repertório jazzístico mais conhecido de Nina Simone, incluindo as conhecidíssimas "Don't Let Me Be Misunderstood", "Feeling Good", "My Baby Just Cares For Me", "I Put a Spell On You" e "Ne Me Quitte Pas". Lyambiko seleciona também menos conhecidas (pelo menos por mim) "Don't Smoke in Bed" e a maravilhosa "Four Women", que entitula o álbum - Saffronia é uma das quatro mulheres.
Interpretações inventivas acompanhadas de uma banda eficiente é o que esperamos e recebemos. Mas alguns brindes, como a rara introdução de "My Baby Just Cares For Me" e a citação do piano de Nina, mais o medley da africana "Mawe Mawe" com "I Sing Just to Know That I'm Alive", trazem a certeza que este disco, além de ser uma delícia de ouvir, tem algo de especial.

This is Spaaaaaaaaaaaaaaa... ops filme errado
Watchmen ★ ★ ★
Zack Snyder. Idem. EUA/Reino Unido/Canada, 2009.
Acabei de assistir a Watchmen e, antes que eu desista de escrever sobre ele, coisa que está acontecendo cada vez mais frequentemente, fá-lo-ei nesse momento.
A impressão que dá ao terminar de assistir é que a história tem material para uma trilogia... e tem mesmo. Watchmen é baseado em uma graphic novel de 12 edições. Alan Moore, o autor, já odeia o filme mesmo sem ter visto. Prático.
Durante os longuíssimos 163 minutos, presenciamos a aparentemente confusa história dos super-heróis mascarados e sem poderes (bem, eles dão porrada como ninguém e desafiam a gravidade, mas até aí, qualquer chinês faz isso). Os supostos heróis que sobraram vivos estão numa realidade alternativa à nossa, em que Nixon foi reeleito 3 vezes e que os EUA ganharam a Guerra do Vietnam, graças à ajuda do Dr. Manhattan, um cientista azul que gosta de andar pelado e tem o poder de controlar todas as partículas do universo, ou coisa que o valha (ele tem o poder, sim). Junta-se a tudo isso, a Guerra Fria entre América e União Soviética prestes a se tornar a 3a. Guerra Mundial, e o assassinato de um dos Watchmen, o Comediante, e temos a salada de fruta comandada por Zack Snyder, diretor de 300 e Madrugada dos Mortos.
Não li a graphic novel de Alan Moore, mas tenho certeza que deve ser interessantíssima. Infelizmente, condensar 12 volumes num filme de ação não é trabalho dos mais fáceis. Snyder não é exatamente bem sucedido - o filme peca em ritmo, parece que tem o dobro de minutos de O Cavaleiro das Trevas, que já era muito longo. Snyder também tem um péssimo gosto para selecionar músicas. Nada mais clichê do que Cavalgada das Valquírias em uma cena de guerra, e nada mais cafona do que Hallelujah do Leonard Cohen para uma cena de sexo.
Por outro lado, o filme chama a atenção por sua vasta e interessante galeria de personagens, da qual se imediatamente se destaca Rorschach (Jackie Earle Haley), tão perigoso quanto um Coringa, mas com um senso de moral mais admirável. Doutor Manhattan (Billy Crudup) definitivamente impressiona pelo designer de produção do personagem, bem como seu desapego pela humanidade. E a bela Silk Spectre é prejudicada pela falta de talento da sua intérprete, Malin Akerman.
No final das contas, Watchmen é um filme esquisito: muito longo, violento, personagens interessantes, uma bagunça histórica, muita informação, um final bizarro. O principal problema aqui é que Snyder não conhece "menos é mais", ele quer fazer tudo, e faz um filme carregado demais, sem chegar a lugar algum.
Por motivos de força maior (carnaval no rio), o IMHO não irá comentar ao vivo o Oscar. Pode chorar, cambada. A globo usou a mesma desculpa esse ano para não transmitir também. Mas sempre tem a excelente (cof, cof) cobertura do Rubens Ewald Filho na TNT. Aconselho o botão SAP.
Mas já vou adiantando alguns vencedores. Slumdog Millionaire deve faturar as estatuetas de Filme, Roteiro Adaptado, Diretor, Fotografia, Edição, Trilha Sonora, Música... estou esquecendo alguma coisa? Acho que não.
O Curioso Caso de Benjamin Button deve faturar Direção de Arte, Maquiagem e Efeitos Visuais. 3 tá bom né?
Mas já vou adiantando alguns vencedores. Slumdog Millionaire deve faturar as estatuetas de Filme, Roteiro Adaptado, Diretor, Fotografia, Edição, Trilha Sonora, Música... estou esquecendo alguma coisa? Acho que não.
O Curioso Caso de Benjamin Button deve faturar Direção de Arte, Maquiagem e Efeitos Visuais. 3 tá bom né?
Melhor Atriz va ser Kate Winslet. Torcia para Meryl, mas ela já está mais do que acostumada a perder.
Melhor Ator vai para Mickey Rourke... ou seria Sean Penn? O vencedor ainda não está claro nesta categoria, mas aposto no primeiro.
Melhor ator coadjuvante, não há a menor dúvida... vai ser Oscar póstumo para Heath Ledger, R.I.P.
>Melhor atriz coadjuvante vai para Penelope Cruz, finalmente! Com alguma chance menor para Viola Davis ou mesmo Amy Adams.
The Dark Knight, o filme que mais ganhou dinheiro ano pasado, vai ganhar aqueles prêmios de som. Ganham sempre nessas categorias o filme mais barulhento.
Wall-E vai ser o feliz ganhador do prêmio de animação. Apostei nos bolões que ia ganhar melhor Roteiro Original também, mas acho que errei feio. Quem deve ganhar essa categoria é Milk, para não sair de mãos abanando (isso caso Sean Penn não ganhe).
A Duquesa vai ganhar melhor figurino. Nessa categoria, ganha sempre o figurino mais espalhafatoso.
Documentário é bem provável que vá para Man on Wire. Filme estrangeiro é sempre um mistério. Estão apontando para Valsa para Bashir, mas a verdade é que tanto o filme francês quanto o japones também tem chances. Ou qualquer um deles. Aqueles velhinhos que votam nessa categoria são completamente loucos.
É isso. Vamos ver qantas categorias eu acerto... E quem sabe, esse ano eu finalmente ganho o maldito bolão do Cinemark.
Bom carnaval!
EDITADO: Mais um ano sem ganhar bolão. Errei várias besteiras: roteiro original custou meu bolão. Sean Penn custou meu bolão. Filme estrangeiro, MAIS UMA VEZ, custou meu bolão... eu interiormente sabia que o filme japonês ia ganhar, estava sentindo isso, mas apostei na animação israelense pra ir com a galera... Anotação mental: Vinícius, ano que vem confie mais nos seus instintos. E ainda tem aquelas porcarias de categoria Melhor Curta Documentário e Melhor Curta de Animação, que eu nunca acerto. Damn it. Esse ano estava tão fácil...
O Oscar em si foi mais legal que o normal, com o Hugh Jackman fazendo números musicais divertidos... e apresentação de prêmios "em bloco" foi uma sacada inteligente para agilizar as coisas e não ficou feio. Ben Stiller roubou a cena imitando o louco do Joaquin Phoenix... e o resto foi boring as usual. Ah, gostei também da apresentação dos prêmios de atuação, chamando 5 atores premiados para falar dos concorrentes. Melhor do que ficar mostrando trechinho de filme.
Sobre as premiações em si, não assisti a todos os filmes ainda, e duvido muito que eu vou ver todos, mas como eu gostei muito do Slumdog, eu achei justo! Danny Boyle é um diretor muito bacana, gosto de ver o trabalho dele sendo reconhecido.
Melhor Ator vai para Mickey Rourke... ou seria Sean Penn? O vencedor ainda não está claro nesta categoria, mas aposto no primeiro.
Melhor ator coadjuvante, não há a menor dúvida... vai ser Oscar póstumo para Heath Ledger, R.I.P.
>Melhor atriz coadjuvante vai para Penelope Cruz, finalmente! Com alguma chance menor para Viola Davis ou mesmo Amy Adams.
The Dark Knight, o filme que mais ganhou dinheiro ano pasado, vai ganhar aqueles prêmios de som. Ganham sempre nessas categorias o filme mais barulhento.
Wall-E vai ser o feliz ganhador do prêmio de animação. Apostei nos bolões que ia ganhar melhor Roteiro Original também, mas acho que errei feio. Quem deve ganhar essa categoria é Milk, para não sair de mãos abanando (isso caso Sean Penn não ganhe).
A Duquesa vai ganhar melhor figurino. Nessa categoria, ganha sempre o figurino mais espalhafatoso.
Documentário é bem provável que vá para Man on Wire. Filme estrangeiro é sempre um mistério. Estão apontando para Valsa para Bashir, mas a verdade é que tanto o filme francês quanto o japones também tem chances. Ou qualquer um deles. Aqueles velhinhos que votam nessa categoria são completamente loucos.
É isso. Vamos ver qantas categorias eu acerto... E quem sabe, esse ano eu finalmente ganho o maldito bolão do Cinemark.
Bom carnaval!
EDITADO: Mais um ano sem ganhar bolão. Errei várias besteiras: roteiro original custou meu bolão. Sean Penn custou meu bolão. Filme estrangeiro, MAIS UMA VEZ, custou meu bolão... eu interiormente sabia que o filme japonês ia ganhar, estava sentindo isso, mas apostei na animação israelense pra ir com a galera... Anotação mental: Vinícius, ano que vem confie mais nos seus instintos. E ainda tem aquelas porcarias de categoria Melhor Curta Documentário e Melhor Curta de Animação, que eu nunca acerto. Damn it. Esse ano estava tão fácil...
O Oscar em si foi mais legal que o normal, com o Hugh Jackman fazendo números musicais divertidos... e apresentação de prêmios "em bloco" foi uma sacada inteligente para agilizar as coisas e não ficou feio. Ben Stiller roubou a cena imitando o louco do Joaquin Phoenix... e o resto foi boring as usual. Ah, gostei também da apresentação dos prêmios de atuação, chamando 5 atores premiados para falar dos concorrentes. Melhor do que ficar mostrando trechinho de filme.
Sobre as premiações em si, não assisti a todos os filmes ainda, e duvido muito que eu vou ver todos, mas como eu gostei muito do Slumdog, eu achei justo! Danny Boyle é um diretor muito bacana, gosto de ver o trabalho dele sendo reconhecido.
Marley & Eu ★ ★ ★ ★
David Frankel. Marley & Me. EUA, 2008.
Não, não li o livro. Mas dizem que é tão difícil de segurar as lágrimas quanto o filme, dirigido por David Frankel, mais conhecido como o diretor de O Diabo Veste Prada. Parece que ele está se especializando em adaptar best-sellers, inegavelmente uma maneira quase certeira de fazer bons milhões de bilheteria.
Marley & Eu é menos sobre o cão, descrito como o "pior cachorro do mundo", e mais sobre seus donos. Por isso o filme é tão bom; já basta de filmes sobre cachorros mais "inteligentes" que seus donos. O filme acompanha a trajetória do casal John e Jennifer, que decidem testar um "cachorro" antes de fazere um filho de verdade. Mal sabiam eles que Marley ia trazer tanta confusão para a vida deles [/sessãodatarde].
Frankel consegue mostrar o avançar dos anos de maneira sempre orgânica, sempre trazendo Marley como pano de fundo e alívio cômico para as dificuldades do casal: filhos, insatisfação com o emprego, DRs. O carisma de Owen Wilson e Jennifer Aniston ajuda enormemente, ajudando a estabelecer dentificação entre o casal e o espectador. Quem rouba a cena, no entanto é Alan Arkin, como chefe de John, mesmo em suas poucas cenas. Timing cômico impecável quando ele diz que está "morrendo de rir".
Por fim, a sinfonia de fungadas ouvidas na sala de cinema mostram como a história é tocante, felizmente sem precisar apelar para maniqueísmos baratos. Marley emociona até quem nunca teve um animalzinho de estimação. Nada mau para um filme de cachorro.






